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Inovações em Educação

Aplicativo leva interatividade a conteúdos de qualquer disciplina

Agora em português, Quizlet permite que estudantes e professores criem suas próprias listas de estudo

por Vinícius de Oliveira 19 de junho de 2017

Se estudantes e professores passam a maior parte do tempo conectados à internet pelo celular ou computador, é ali que mora a oportunidade para melhorar o aprendizado. Aproveitando-se dos benefícios que a tecnologia oferece para quem quer aprender em qualquer hora ou lugar, a plataforma americana Quizlet, que reúne 25 milhões de usuários pelo mundo, tem recebido uma onda de brasileiros desde que aprendeu a falar português, no final de 2016.

Na ferramenta, disponível para os sistemas Google Android e Apple iOS, professores e alunos conseguem criar e compartilhar seus próprios flashcards (cartões ou fichas de estudo), jogos e testes. Os números da interação no site são enormes e, até a tarde desta segunda-feira (19), um total de 184,5 milhões de listas de estudos das mais variadas disciplinas já haviam sido criadas. Os assuntos vão da nova ordem mundial até citoplasma e fórmulas de matemática.

Como qualquer um pode pesquisar materiais já existentes, é possível montar um plano de estudos que integra o que o professor mostrou em sala de aula com os esquemas que outros alunos e professores já publicaram. “É isso que faz da Quizlet uma ferramenta poderosa. Temos muito conteúdo criado para atender necessidades de aprendizado diversas, seja por série, disciplina ou localização geográfica. Ele pode ter sido feito por um professor especialmente para sua turma ou por algum estudante que busca se preparar para uma prova”, diz Maninder Saini, responsável pela internacionalização da plataforma.

Para quem está correndo contra o tempo e precisa otimizar cada minuto de estudo, o aplicativo oferece no modo “aprender” uma experiência que personalizada, que adapta o nível da dificuldade das questões ao desempenho do usuário. Com os flashcards, fica mais fácil alternar entre um conceito e sua definição sem ter que passar horas copiando conteúdo de um livro.

O motor que faz a Quizlet funcionar é um algoritmo que vem ganhando corpo desde 2005, quando seu fundador Andrew Sutherland criou a primeira versão para estudar para uma prova de francês quando ainda tinha 15 anos e estava no ensino médio. Doze anos depois, os refinamentos encontram apoio na ciência e nos dados gerados por milhões de usuários que pedem a ajuda do celular e do tablet na hora de estudar. “Usamos pesquisas de ciência cognitiva para desenvolver o nosso algoritmo para melhorar o aprendizado e a retenção. Também temos dados de milhões de sessões de estudo ao longo dos últimos 10 anos, que sugerem como cada usuário estuda”.

Modelo de negócio
Segundo Maninder, a Quizlet se diferencia de outras ferramentas por não possuir uma equipe comercial e ter como foco o usuário final, seja ele o professor ou o aluno. “Isso é engraçado porque temos distritos que vem conversar conosco porque seus professores usam o Quizlet e nós dizemos que não temos equipes de venda. Ainda assim, oferecemos descontos para grandes grupos que queiram usá-lo”.

A expansão mundial e a continuidade da opção gratuita foi possível graças ao investimento US$ 12 milhões de capital de risco recebido em novembro de 2015. Entretanto, além da versão aberta, que inclui anúncios publicitários, a Quizlet também é oferecida de maneira paga, nas categorias de Quizlet Plus e Quizlet para professores. Na versão Plus, além de uma interface mais limpa, sem publicidade, é possível gravar a própria voz e adicionar imagens. Além das facilidades disponíveis na Plus, a opção paga para professores permite acompanhar o progresso dos alunos, formar turmas ilimitadas e adotar o jogo colaborativo Quizlet Live para tarefas em grupos.

Parceria
No último mês de março, a Quizlet anunciou uma parceria com a Fundação Lemann, para participar do programa Escolas Plugadas, que busca conectar empreendedores a educadores e distribuir tecnologia para escolas públicas.

O teste de soluções educacionais nesses ambientes, onde os recursos humanos e de infraestrutura nem sempre são os ideais, foi tema da 5ª edição do Conecte-C, série de encontros promovidos pelo CIEB (Centro para Inovação da Educação Brasileira). Na ocasião, o representante do programa Escolas Plugadas detalhou como é o processo de avaliação do impacto de aplicativos e plataformas de ensino para o aprendizado.

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aplicativos, tecnologia