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Inovações em Educação

Codecademy ensina programação de graça

Fundada pelos americanos Zach Sims e Ryan Rubinski, de 22, a plataforma já conseguiu investimento de US$ 10 milhões

por Patrícia Gomes 28 de agosto de 2012

Nada de mandarim, inglês ou esperanto. Há quem diga que a linguagem do futuro é a programação. Sim, essa habilidade de desenvolver programas para computadores e sites para internet, que envolve conhecimentos em JavaScript, Python, Rubi e uma infinidade de outras opções que costumam dar frio na espinha de quem não entende do assunto. Mas para os interessados em decodificar o mundo dos códigos, há cada vez mais opções gratuitas de plataformas on-line. Uma das maiores é a Codecademy.

“Programação é parte das linguagens necessárias no século 21. Nós achamos que programar ajuda a pessoa a ter diferentes pontos de vista e a alcançar seus sonhos”, diz Zach Sims, cofundador dessa startup que acaba de completar um ano e só trabalha com números superlativos, para mais ou para menos. Zach e Ryan Rubinski, ambos fundadores da Codecademy, têm 22 anos – superlativo para menos. Eles conseguiram agora no meio do ano um investimento de US$ 10 milhões – superlativo para mais – para melhorar a plataforma que tem “milhares de usuários em quase todos os países do mundo”, como afirmou Zach ao Porvir. Segundo a Forbes, em junho, eles já tinham tido mais de 50 milhões de exercícios interativos resolvidos das lições que mantém on-line.

Scott Griessel / Fotolia.com

 

Na semana passada, a experiência que acumularam com a elaboração de exercícios com feedback automático os credenciou a participar de um experimento com o MIT, o OpenStudy e a Peer 2 Peer University, outras gigantes do ensino on-line. Eles se reuniram para oferecer um curso de primeiros passos na linguagem Python sem tutoria a partir da expertise que cada um dos parceiros acumulou em plataformas globais de aprendizagem gratuita. Com eles, estão testando o conceito de Mooc Mecânico, um curso virtual idealizado para não depender de professor.

“Nós achamos que qualquer um pode programar e nós vemos todo o mundo como potenciais usuários da Codeacademy”

No início do ano, lançaram o desafio global de fazer de 2012 o Code Year, ou o ano em que as pessoas definitivamente aprenderiam a programar. Lançaram uma plataforma específica com lições que começavam do zero. A iniciativa atraiu 200 mil interessados em apenas uma semana. Um deles, foi o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, que anunciou em seu Twiter que aprender a programar na Codecademy era a sua resolução de Ano-Novo.

“Nós achamos que qualquer um pode programar e nós vemos todo o mundo como potenciais usuários da Codeacademy”, diz Zach. E esse “todo o mundo” inclui muitos brasileiros. Um deles é o designer Roger Nery, que aderiu à plataforma nesta semana. Ele disse ter sentido falta de conhecimentos específicos em Javascript. Buscou algumas das várias opções gratuitas presentes na web e caiu na plataforma de Zach e Ryan. “O Codecademy é um exemplo de aprendizado leve. Já testei algumas videoaulas de outros sites, mas não peguei com tanta facilidade. Nos outros, é tudo muito rápido e, no piscar de olhos em um momento errado, você se perde”, diz Nery, que é diretor de arte da aAura, uma startup que é uma rede social para vendas on-line.

É exatamente esse quê de leveza e diversão, afirma Zach, que diferencia a plataforma das outras também destinadas a ensinar programação. Tanto é assim que, na plataforma, é o Ryan quem dá as boas-vindas ao visitante em um quadro assim:

[stextbox id="alert"]

Hey! Let’s get to know each other. What’s your name?

Type it with quotes around it, like this: “Ryan” and then press enter.

(Oi! Vamos nos conhecer. Qual é o seu nome? Digite-o entre aspas, assim: “Ryan” e depois aperte enter.)

Trata-se de um programinha simples que, para instigar quem visita o site pela primeira vez, “Ryan” dá instruções para iniciar no mundo da codificação. Depois de inserir o nome no formato em que ele pede, ele mostra o que escrever para medir quantas letras tem o nome do usuário ou como fazer uma conta simples em linguagem de programação. “Achamos que estamos criando uma experiência divertida que permite que os usuários interajam. Nossa abordagem tem funcionado”, diz o jovem.

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educação online, empreendedorismo, mooc, programação