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Como Inovar

Como educar uma criança para gostar de museus

Especialista dá dicas para transformar passeios considerados chatos pelos jovens em experiências culturais significativas

por Heather Greenwood Davis, do Family Time 11 de dezembro de 2014

Algo estranho acontece conosco quando nos tornamos pais: nós esquecemos quão chato “o pensamento adulto” pode ser.

Quando eu era criança, a ideia de passar horas em um museu ou galeria de arte já era o suficiente para me fazer fechar a cara. E, no entanto, algumas vezes, eu me encontro oferecendo os mesmos argumentos de “devemos ir para o museu” para meus próprios filhos e, em seguida, me vejo surpresa por eles não ficarem empolgados com a proposta.

Mas, depois de dezenas de visitas a museus e uma diminuição no número de reclamações, eu acho que encontrei um segredo que vou compartilhar. Encoraje seus filhos a aprender ao longo da vida com esses cinco truques:

1. Leve em conta o que eles querem

Muitas vezes, nós, pais, começamos levando nossos filhos aos museus que estão ao nosso redor, em vez de procurar os que despertem maior interesse deles. Começando a partir dos interesses, irá garantir que eles queiram fazer o passeio, pelo menos a princípio.

Seu filho ama dinossauros? O museu Royal Tyrrell, em Alberta, nos Estados Unidos, será um sucesso (será que ainda existem fósseis de dinossauros ainda a ser descoberto nas redondezas). Eles querem ser astronautas? Então o Kennedy Space Center, vai levá-los à loucura, assim como o museu Air and Space, em Washington DC.

E se você não pode ir ao museu que te sirva com maior precisão, pelo menos, faça uma pesquisa prévia para escolher as exposições certas. A grande placa que diz “você está aqui” na entrada do museu não é hora de começar a decidir como você vai passar o seu dia.

2. Repense como é o passeio em um museu

Paredes, teto, portas… Tudo isso é para ser levado em conta quando você está procurando uma experiência museológica. Hoje em dia, arte pode ser encontrada nos mais diversos lugares. Pense nos murais de arte pela Filadélfia, uma caminhada para ver os grafites de Toronto, ou nas exposições anuais ao ar livre em Sarasota, na Flórida, para começar.

E mesmo em suas caminhadas diárias, considere procurar arte na arquitetura em torno de você, isso pode transformar o significado que o “ir para o museu” tem para seu filho.

Você poderia ir a Paris e nunca por os pés dentro do Louvre e ainda ter muita “arte” para discutir. Deixe seu filho adolescente tirar selfies na frente de Le Mur des je t’aime. O mural possui a frase “eu te amo” escrita em mais de 250 línguas e seu interesse pode despertar. Uma visita ao popular parque Champ de Mars significa que você vai ver as imagens da famosa Torre Eiffel.

3. Mantenha interativo

É a maneira infalível de tocar o coração das crianças, mas exposições interativas deixará as crianças maiores (e os pais) entretidos, também. Muitos de nós, jovens e menos jovens, aprendem melhor através do toque e de jogo. Procure por museus que incentivem a interação.

Levei meus filhos ao museu Experience Music Project (EMP), em Seattle, e o que era suposto ser uma visita de uma hora se transformou em uma tarde inteira, eles encontraram os instrumentos que mais gostavam em um cenário que era convidativo e não intimidador. Era comum eu precisar usar muita persuasão para fazer meu filho de 10 anos ir para as aulas de piano, mas lá ele estava lendo os tutoriais, aprendendo notas e acordes, sem eu precisar falar nada.

Não tem certeza se seus filhos gostam de arte? Leve-os para um dos tours de pijama do Artime ou às gincanas criadas dentro da Barnes Foundation, na Filadélfia, que eles vão gostar para sempre. O museu em si é muito bom para crianças e não impõe regras sobre como o passeio deve ser conduzido.

Os centros de ciência são sempre um sucesso com as crianças. NEMO, em Amsterdam, oferece diversão por dentro e por fora (há um telhado inclinado, areeiros, e uma mini-praia). No Centro de Ciências de Glasgow, na Escócia, você vai se divertir tanto quanto eles vão nas áreas de arte e educação.

4. Comece enquanto eles ainda são jovens

Você não tem que estar na Itália – ou em qualquer outro país estrangeiro – para fazer uma visita ao ser parte da rotina.

Certa vez eu estava pronta para levar as crianças para a Galeria de Arte de Ontário, no Canadá, e os deixei engatinhar do lado de fora, onde esculturas gigantes os mantiveram hipnotizados. Um dinossauro gigante do Museu Real de Ontário nas janelas superiores fez meus filhos me pedirem para entrar, e não o contrário.

Museus também podem ser incríveis experiências de ensino para as crianças mais velhas começarem a compreender alguns aspectos menos lisonjeiros da humanidade.

No Newseum, em Washington DC, falamos sobre raça e cultura, no Anne Frank Housein, em Amsterdã, falamos sobre o Holocausto através da perspectiva desta heroína corajosa, e no museu The Apartheid, em Joanesburgo, aprendemos sobre os efeitos da segregação, pois eles lhe entregam um cartão de identificação de sua raça que dita o caminho que irá percorrer pela exibição.

5. Vá embora cedo

Este é o segredo para qualquer coisa. Os deixe querendo mais.

Qualquer espaço se tornarchato quando você fica muito tempo nele. E quem quer voltar a um espaço quando você já esgotou todas as atividades que ele oferece?

Faça a você mesmo esse favor e não tente percorrer todo o museu em uma única tarde. Escolha algumas exposições e siga em frente muito antes das crianças pedirem isso.

* Texto publicado originalmente em inglês, no site Family Time, da National Geografic.

TAGS

engajamento familiar, uso do território

  • Pingback: Como tornar o museu atrativo para as crianças?  | Catraquinha()

  • Douglas

    Traduçoes, traduçoes….parece que ninguem consegue escreve no Brasil. Com tantos museus que temos, esse texto e ridiculo. E nao surpreende nossos museus serem vazios, pois para divulga-los voces nada fazem.

  • Maaria do Carmo Nassar Mácola

    -Novas práticas para o ensino da arte em Museu de Arte de Belém (MABE ) já tem sido adotada em parceria com escolas através de Ações educativas de Arte ,com a finalidade de desenvolver a educação estética e artística sensibilizando os alunos para a valorização de patrimônios históricos e artísticos estabelecendo relações entre a obra e a própria experiência enquanto leitor.Desse modo o contato com a arte propicia a aquisição de cognição e o desenvolvimento da sensibilidade, na busca de novos significados e desenvolvimento da criatividade com a leitura de imagens.
    Podemos dizer que a Arte pode atuar como facilitadora para outras disciplinas de uma maneira prazerosa.

  • E o texto seria infinitamente mais interessante e mais útil se vocês o tivessem adaptado com sugestões de espaços brasileiros.

    • Cristiane Alberta

      Totalmente apoiada.
      Uma infinidade de museus no Brasil… e só citam os estrangeiros. ..
      Valorizam mais o que é dos outros. ..

  • Pingback: 5 truques para fazer as crianças gostarem de museus | Porvir()

  • Roselaine Peres

    Lindo Artigo que me levou para um cenário…eu e meu Pai passeando pela cidade como quem não quer nada! Assim adentrávamos os lugares (teatro, bibliotecas, bares pitorescos…e Museus da cidade) E tudo tornava-se mágico sem tempo sem espaços limitados pela Grana que não tinhamos. Mas meu Pai trazia a Magia no Coração para Abrir Portas e me Apresentar estóriass.. Empoderada destes caminhos então, a escola teve o Compromisso de fortalecer o Significado de Museu que foi me Conectar com a Minha Ancestralidade. Isto passou a ser um Momento sagrado que me Acolhe para fortalecer a Minha Estória.