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Inovações em Educação

Edtech domina lista do Start-Up Brasil

Dentre as 56 empresas selecionadas para o programa de aceleração do governo, 11 são startups de educação, 20% do total

por Patrícia Gomes 1 de agosto de 2013

O governo brasileiro anunciou nesta semana as 56 empresas que vão participar do Start-Up Brasil, programa que vai acelerar iniciativas de até três anos que tragam propostas inovadoras, multidisciplinares e tecnológicas para o mercado. Com quase 20% do total de representantes, educação é a área do conhecimento que aparece com mais força, seguida de varejo, eventos e turismo, saúde e finanças. Entre os produtos e serviços oferecidos pelas empresas de edtech escolhidas estão livros digitais e softwares educativos, plataformas para dar e receber aula, otimizar um banco de professores particulares, dar aulas de língua estrangeira, dentre outras.

Confira aqui a lista com as 11 selecionadas e alguns detalhes sobre o produto que oferecem.

AppProva
Aplicativo em formato de jogo, onde os candidatos podem testar os conhecimentos em questões do Enem e dos principais vestibulares do País
https://www.facebook.com/appprova

Aulalivre
Oferece gratuitamente cursos completos de revisão para o Enem. Portal possui mais de 100 videoaulas de várias disciplinas.
http://www.aulalivre.net

EADBox
Disponibiliza plataforma on-line intuitiva para inclusão e venda de cursos on-line fornecidos por terceiros.
http://www.eadbox.com

Easy Aula
Serviço on-line onde qualquer pessoa pode se candidatar a ser um professor, sobre qualquer assunto. Depois de selecionado pelo portal, candidatos podem dar palestras, workshops e cursos virtuais.
http://www.easyaula.com.br

EduSynch
Uma das empresas estrangeiras selecionadas. Seu empreendedor vem dos EUA. Ainda não há detalhes disponíveis sobre os produtos que oferece.
http://www.edusynch.com

EvoBooks
Editora digital de conteúdo educacional que oferece aulas digitais interativas, livros eletrônicos, softwares educativos 3D e outros produtos.
http://www.evobooks.com.br/

Kiduca
Plataforma interativa que simula jogos numa cidade virtual onde os estudantes podem passear por bairros que representam disciplinas e conteúdos do ensino fundamental.
http://www.kiduca.com.br/kiduca

Kudo Learning
Plataformas móveis voltadas a ensinar linguagens para crianças pequenas. É uma das iniciativas estrangeiras selecionadas (EUA).
http://www.kudolearning.com/

MobGeek
Plataformas que oferecem videoaulas que ensinam programação. Todos os vídeos são em português.
http://mobgeek.com.br/

Mundo de Aventura
Ambiente mobile que oferece treinamento cognitivo infantil por meio de jogos focados no desenvolvimento da memória, atenção, velocidade e resolução de problemas
http://www.playful.com.br

Profes
Portal que conecta professores particulares e alunos
http://br.portalprofes.com/

crédito peshkova/Fotolia.com

“Acho que isso [a grande participação de startups de educação] reflete um momento de efervercência deste mercado, que, de fato, oferece diversas oportunidades para quem desenvolva soluções com base tecnológica”, afirma Felipe Matos, COO do Start-Up Brasil. Um dos pré-requisitos do programa era que as soluções envolvessem mais de uma área do conhecimento, necessariamente incluindo tecnologia da informação. “Recebemos muitas propostas da área [de educação]”, completa ele. Ao todo, o programa teve 908 inscrições, sendo 672 brasileiras e 236 estrangeiras, de 37 países. Das iniciativas de fora,  Edusynch e Kudo Learning, são propostas de edtech.

Com o Start-Up Brasil, a intenção do governo é fazer do país um hub de inovação. Por isso, o programa estava, desde o início, aberto à participação de empresas estrangeiras. “Nós queremos ser um pólo de exportação de startups. Nessa área de TI, a competição é global e trazer gente de fora enriquece o processo”, afirmou Rafael Moreira, coordenador na Secretaria de Política de Software do ministério, ao Porvir em fevereiro, quando o governo se preparava para lançar o edital de convocação das startups. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, inclusive, está montando um escritório no Vale do Silício para possibilitar um maior intercâmbio entre os empreendedores do programa e o que há de mais inovador no mundo.

As empresas candidatas foram selecionadas segundo quatro critérios diferentes. O que mais valia pontos, com peso 4, era o modelo de mercado. Neste quesito, foram avaliados a escalabilidade, a clareza da proposta de valor e dos canais de comercialização, além de tamanho, relevância e atratividade da iniciativa e de seus fatores competitivos de diferenciação. Com peso 3, a comissão julgadora avaliou a solução trazida pela proposta, considerando inovação, consistência técnica, fase de evolução do produto e efetividade na resolução do problema. Com peso 2, estavam os fatores relacionados à equipe, como currículo, competência, experiência. Com peso 1, os avaliadores analisaram a motivação do empreendedor e o potencial de impacto da iniciativa.

Pelo cronograma do Start-Up Brasil, começa agora a fase de aceleração das 56 empresas, que deve durar 12 meses e será feita pelas nove aceleradoras escolhidas no início do ano pelo próprio programa – que conta com a participação de governo, setor privado, academia, empreendedores e mercado de capital. Cada startup pode receber até R$ 200 mil por um ano, além de apoio em infraestrutura, mentoria, consultoria técnica e outras facilidades no período de aceleração. Fica a cargo das aceleradoras um investimento que pode ser de R$ 20 mil a R$ 1 milhão adicionais em cada startup, em troca de uma participação acionária a ser negociada.

Estão previstos três processos de aceleração, que devem chegar a 150 startups e envolver R$ 40 milhões. A seleção das aceleradoras para a segunda edição começa já neste ano, em novembro, paralelamente ao período de aceleração da primeira turma.

crédito MCTI

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empreendedorismo