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Inovações em Educação

Empresa une currículo e programação para desenvolver habilidades

Mind Makers desenvolve sala especial e programa para escolas apresentarem programação, robótica e universo maker a seus alunos

por Vinícius de Oliveira 15 de agosto de 2017

Com uma receita que inclui uma sala especial com todos os recursos tecnológicos para aproximar o aluno da programação e estimulá-lo a criar seus próprios projetos, a Mind Makers, leva a escolas e unidades próprias em São Paulo (SP) e Belo Horizonte (MG) um programa que se propõe a instigar o pensamento computacional e habilidades como criatividade e pensamento crítico em crianças a partir de sete anos.

Criada em 2016 pelos empreendedores João Lacerda e Paulo Alvim, que acumulam experiência em empresas educacionais e de tecnologia, a empresa atua desde o começo do ano junto a quatro escolas privadas: Stella Maris (SP), São Francisco (Palmas/TO), Santa Doroteia e Jesus Maria José (Brasília).

Nas escolas ou nas franquias, alunos têm a oportunidade de aprender com a mão na massa conceitos de programação, maker e robótica. Em comum aos ambientes Mind Makers, está a sala colorida planejada para a colaboração, com materiais consumíveis, circuitos de eletrônica e papelaria convivendo lado a lado com computadores Raspberry Pi, do tamanho de um cartão de crédito.

Para introduzir alunos à programação, o time de instrutores utiliza plataformas abertas code.org, que permite às crianças cumprir diferentes fases criando algoritmos de modo visual e intuitivo. “Não é necessário reinventar a roda. Na nossa parte de programação, usamos a Code.org e o interessante é que linkamos isso à Base Nacional em suas quatro áreas”, diz João Lacerda, presidente da empresa.

Ele coloca essa proximidade com as novas exigências para o ensino fundamental como primordial. “Se não tiver isso, não teremos condição de entrar na área acadêmica das escolas. Não é uma conversa fácil, porque muitos diretores são refratários. Além disso, a decisão também passa pelos pais, que precisam entender a necessidade da criança ser alfabetizada em uma linguagem digital”, explica.

Como é na prática

O Porvir visitou o Colégio Stella Maris em Pinheiros, na zona oeste de São Paulo (SP) e pôde conhecer de perto histórias dos alunos do período integral que começaram neste ano a dar os primeiros passos na programação e a desenvolver projetos no universo maker. Na ocasião, ngelo Oliveira, 10, do 5º ano, era desafiado a criar um conjunto de algoritmos para fazer o zumbi chegar até a planta e passar de nível. Com alguns blocos de direita e esquerda, seguidos pelo comando de repetir, a missão estava completa. Mas difícil mesmo, segundo ele, foi fazer um boneco preencher um círculo na tela. “Ele tem que andar para frente e para trás 360 vezes. Eu errei bastante, mas consegui chegar. O professor falou que não pode desistir, porque errando é que se aprende”, disse.

Com entusiasmo semelhante, Heitor Medeiros, 9, do 3º ano, fala do projeto que uniu geografia e robótica. “Eu gosto mais de controlar o sphero (robô em formato de esfera). Você conecta ele com o computador e põe comandos. A gente colocou o mapa mundi aqui e viajou pelos países como se fossem as primeiras rotas humanas”, disse.

Segundo o professor e instrutor da Mind Makers Thiago Vale, o fato da metodologia atender aos interesses dos alunos faz com eles mesmos busquem conectar o que aprendem no espaço de tecnologia com o que veem na sala tradicional. “Os próprios alunos já pediram para o professor de matemática usar a plataforma code.org porque nela existem partes relacionadas a ângulo e trigonometria”. Em algumas ocasiões, as crianças avançam para fases que demandam conhecimentos para além do que já foi apresentado a elas nas aulas regulares, como foi o caso de ngelo, que se deparou com enunciado de perímetro. Nessas ocasiões, o instrutor entra em ação.

Para os pais, que diante de tantos novos conteúdos se veem distantes do que que acontece na escola, o sistema da Mind Makers envia relatório com as tarefas que o filho desenvolve em sala de aula e o que ele deve estudar em casa. Além disso, a empresa prevê oferecer curso online de seis horas para os pais que buscam entender como colocar a mão na massa junto com seus filhos.

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competências para o século 21, mão na massa, programação, robótica