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Inovações em Educação

Governo brasileiro está em busca de startups

Programa Startup Brasil abrirá inscrições, a partir de 31 de março, para escolher 150 empresas, que serão aceleradas até 2014

por Patrícia Gomes e Vagner de Alencar 25 de março de 2013

O MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação) está de olho nas startups. Tanto que acaba de colocar em prática seu mais novo programa: o Startup Brasil, iniciativa que pretende acelerar 150 microempresas até o fim de 2014. Depois de eleger nove aceleradoras no último mês, agora é vez selecionar as startups que receberão mentoria e investimentos de R$ 200 mil cada. As inscrições serão abertas a partir de 31 de março. Podem participar, startups nacionais ou internacionais (até 25% das iniciativas podem ser estrangeiras) com pelo menos três anos no mercado, que apresentem um plano de negócios, grau de inovação e estrutura de trabalho em equipe.

Os interessados precisam preencher um formulário eletrônico disponível no site do programa, procurar a opção “inscrições” e selecionar a correspondente para empreendedores nacionais ou estrangeiros. O processo seletivo será realizado semestralmente e é destinado a todas as áreas de tecnologia – embora sejam priorizadas as ideias que envolvam mais de uma experiência (como saúde e tecnologia ou educação e saúde).

lightpoet / Fotolia.com

Na última quinta-feira (22), durante o lançamento oficial do edital para a seleção das startups, Virgilio Almeida, secretário de Política de Informática do MCTI, afirmou que pretende estreitar os vínculos entre jovens e universidades. “O objetivo é fomentar a inovação e o empreendedorismo. Queremos criar pontes, por exemplo, entre os jovens cheios de ideias e as universidades com projetos avançados de tecnologia.”

De acordo com Rafael Moreira, coordenador do Startup Brasil,  o programa foi inspirado por uma variedade de experiências internacionais, como o Startup Chile e outras iniciativas semelhantes ao Estados Unidos, Canadá e Israel. Depois de estudar esses casos, eles selecionaram as melhores práticas e as adaptaram à realidade brasileira.

Adaptado do site Startup Brasil

O governo pretende iniciar o programa em junho, que será formado por sete etapas. A primeira e a segunda envolveram a seleção das aceleradoras que farão parte do processo. As nove que foram escolhidas serão responsáveis por apoiar entre oito e dez empresas iniciantes por meio de mentoria, planejamento, gestão e financiamento do desenvolvimento de cada uma delas (confira as fases no infográfico acima; que agora está na etapa 3).

Em aceleração

No país, vêm crescendo o número de startups focadas em educação. No início do ano, por exemplo, a revista Exame apontou seis startups que estão inovando nessa área e que o Brasil precisava ficar de olho em 2013 – todas elas, inclusive, já destacadas pelo Porvir ao longo do último ano. É o caso da Geekie, fundada em 2011 por Claudio Sassaki e Eduarto Bontempo, especializada no desenvolvimento de ferramentas para personalização do ensino. Outro modelo é o Qranio, criado pelo mineiro Samir Iásbeck a empresa tem o objetivo de levar o aprendizado por meio de jogos. Para participar, o usuário só precisa criar um perfil no site do aplicativo e responder perguntas sobre diversos temas como música, cinema e história. Já o Descomplica, que foi lançado em março de 2011 por Marcos Fishben, oferece vídeos online para ajudar estudantes do ensino médio que irão prestar o Enem.

As startups também vêm ganhando a atenção também de empresas privadas. O grupo de educação internacional MacMillan, recentemente, passou a investir em duas startups nacionais. A primeira delas, a Easyaula, é uma plataforma de crowdsourcing onde usuários podem oferecer e participar de cursos. A outra é o Veduca, site com mais de 5.000 videoaulas das melhores universidades do mundo, inclusive, com legendas em português.

Patrícia Gomes, editora-assistente do Porvir está visitando o EdSurge, nos Estados Unidos. Uma versão dessa matéria também foi publicada em inglês.

Essa matéria foi atualizada no dia 27/03/2013

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empreendedorismo, negócios de impacto social, tecnologia