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Inovações em Educação

Grupo feminista dos EUA lança 1° Mooc colaborativo

Destacando a atuação feminina na evolução tecnológica, o curso não deixa de criticar a formatação centralizada dos MOOCs

por Davi Lira 27 de agosto de 2013

Ao passo em que vão se tornando mais populares dia após dia, os MoocsGlossário compartilhado de termos de inovação em educação(cursos on-line gratuitos, em escala) veem recebendo cada vez mais críticas. Mesmo sendo visto por muitos, como a possibilidade de democratizar o acesso ao conhecimento acadêmico por meio das videoaulas de professores de grandes universidades, não faltam alfinetadas sobre esse modelo de ensino. Inaugurados por instituições americanas de ponta, os cursos abertos presentes em plataformas como edX e Coursera veem sendo criticados pela suposta baixa apropriação do conhecimento pelo aluno que aprende por meio dos vídeos. A centralização na produção de conteúdos, tida como pouco participativa, é outra questão levantado pelos críticos.

Esse último ponto foi um dos principais argumentos que levou o FemTechNet, um grupo virtual de discussão feminista centralizado nos Estados Unidos, a lançar um MOOC mais colaborativo. Intitulado Diálogos sobre Feminismo e Tecnologia, o curso disponibilizado de forma virtual não é um MOOC qualquer. Contrariando o modelo de produção atual dos cursos on-line gratuitos e massivos – onde, na maioria dos casos, o professor grava a aula e depois vincula na rede –, o grupo decidiu renomear a sigla. Descartou a sigla MOOC (Massive Open Online Courses) e incorporou-se uma outra, a DOOC (Distributed Open Collaborative Course).

crédito andrey kiselev / Fotolia.com

Buscando ser mais aberto à colaboração dos usuários participantes do curso, o DOOC tem como foco, além de questionar a formatação atual dos MOOCs, destacar o protagonismo feminino nas discussões sobre tecnologia.  Sendo assim, os participantes poderão contribuir com seus conhecimentos e pontos de vista por meio de uma plataforma wiki, que será utilizada durante o curso. Nela, os próprios estudantes vão escrever e compartilhar informações adicionais sobre o tema e também pensar outros desdobramentos das discussões iniciadas pelas aulas. Os inscritos também vão contar com chat aberto para conversarem entre si.

Com previsão de início para setembro, o curso piloto terá duração de dez semanas e será ofertado apenas para estudantes de 15 universidades norte-americanas e canadenses. Em 2014, os organizadores pretendem disponibilizá-lo para internautas de qualquer país, incluindo o Brasil.

Críticos de uma visão machista, que apontam os homens como os principais propulsores do desenvolvimento tecnológico, o DOOC busca dar mais visibilidade às atividades de ciberfeminismo realizadas desde da popularização da internet. O desenvolvimento de métodos de ensino inclusivo, de ações para popularização de espaços de discussão sobre questões de gênero e direitos das mulheres serão alguns dos conteúdos presentes no curso. Focados em 10 vídeos gravados com especialistas, os conteúdos também vão propor um debate sobre corpo, transformações sociais e sexualidade. Todos esses tópicos sempre inseridos no contexto da evolução hi-tech.

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mooc, tecnologia