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Inovações em Educação

Minerva: primeira universidade de elite criada em 100 anos

Larry Summers, ex-presidente de Harvard, tem US$ 25 milhões e dois anos para criar a melhor universidade on-line do mundo

por Patrícia Gomes 30 de abril de 2012

O que é possível fazer com US$ 25 milhões num período de dois anos? Larry Summers, que foi secretário americano do Tesouro e presidente de Harvard, aceitou o desafio de, com esse dinheiro e nesse espaço de tempo, ajudar a construir a melhor universidade on-line do mundo.

Chamado de Minerva, o projeto se autodenomina “a primeira universidade americana de elite lançada nos últimos cem anos”. A brincadeira faz referência ao fato de a mais nova instituição da Ivy League, organização que reúne as universidades top dos EUA, ter sido criada em 1865.

 

crédito Fortune Live Media
Larry Summers tem o desafio de criar uma universidade de elite on-line, em dois anos


Entre os envolvidos com a fundação da instituição estão figuras de renome, como Ben Nelson, empresário de 36 anos com experiência no mercado digital, além do fundo Benchmarck Capital, especializado em startups e responsável pelo aporte milionário de verba inicial.

A proposta desse time é criar uma instituição que entenda a internet como um meio legítimo de acesso a conhecimento de alta qualidade. “O papel pedagógico do Minerva é preparar os alunos para prosperar no mundo real”, diz o site da iniciativa ao definir os seus pilares.

“Quase todos os aspectos do Projeto Minerva são inovadores. O mais importante é que o currículo da universidade é centrado em um orientação analítica, que ensina os estudantes a pensarem criticamente em qualquer circunstância”, disse a assessoria do projeto ao Porvir. A instituição usa a figura de Minerva, deusa da sabedoria, e tem como slogan “inteligência crítica”.

“Nossa missão é acelerar a trajetória de vida dos estudantes mais brilhantes e dedicados do mundo para construirmos coletivamente nosso futuro”

Com um processo de admissão rigoroso e a missão de formar líderes internacionais, Minerva deseja atrair não apenas alunos que costumam se inscrever para universidades como Harvard, Yale e Stanford, mas também bons alunos espalhados pelo mundo que não chegam a essas instituições. “Nossa missão é acelerar a trajetória de vida dos estudantes mais brilhantes e dedicados do mundo para construirmos coletivamente nosso futuro”, afirma a instituição.

Os estudantes terão à disposição cursos nas áreas de ciências sociais, ciências naturais, ciência da computação e negócios. Como nas universidades tradicionais, os cursos terão quatro anos. No primeiro, a sugestão é que eles vivam em seu país de origem e recebam uma formação básica. Nos subsequentes, os jovens serão encorajados a viver em outras cidades ou países para incorporar essa vivência em suas formações.

Se a intenção é promover um ensino de excelência comparável ao das universidades top dos EUA, uma diferença, no entanto, poderá ser sentida no bolso: como a plataforma é on-line, os fundadores esperam conseguir que as taxas sejam ao menos metade dos US$ 50 mil anuais cobrados pelas outras instituições.

Também seguindo essa tendência, São Paulo lançou, na semana passada, a Univesp (Universidade Virtual do Estado de São Paulo), voltada exclusivamente para o ensino à distância. A instituição terá R$ 24 milhões para dar início às atividades. Em quatro anos, a intenção do governo estadual é ter 24 mil alunos matriculados em cursos de engenharia de produção e da computação e tecnologia em processos gerenciais.

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