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Empresas formam líderes em sustentabilidade

Assim que terminou a faculdade de biologia, em 2009, Rafael Morais Chiaravalloti, 25, tinha duas escolhas: fazer um mestrado acadêmico com bolsa garantida ou pagar por um mestrado profissional focado em inovações para a sustentabilidade.

Rafael ficou com a segunda opção, seguindo seu desejo de atuar mais rapidamente no mercado. Há dois anos, recebeu o título de mestre em sustentabilidade ao se especializar no Mestrado Profissional em Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável, oferecido pela ESCAS (Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade), em Nazaré Paulista, interior de São Paulo.

A escola é fruto de uma parceria entre o IPÊ (Instituto de Pesquisas Ecológicas) e a Natura com o intuito de incentivar propostas inovadoras e práticas, focadas nas reais necessidades das áreas de conservação e sustentabilidade socioambiental no Brasil. O mestrado tem dois anos de duração e é recomendado pela Capes, órgão que fomenta a pós-graduação no país.

crédito: © itestro - Fotolia.com
 

“A escola apresenta uma proposta fundamental que é de trazer respostas para um mundo com mais equilíbrio entre as questões ambiental, social e econômica. E essa resposta é encontrada através de ações práticas, que tornam o conhecimento científico mais aplicável”, afirma Rafael.

“A proposta é realmente especializar e formar líderes em conservação e sustentabilidade socioambiental”

Ao final do curso, os alunos não precisam apresentar uma tese, mas sim elaborar um produto que agregue valor a essa busca pelo equilíbrio. No caso de Rafael, a opção foi a produção do livro Escolhas Sustentáveis. “Tentamos descomplicar, explicando em uma linguagem acessível e bem humorada o que é sustentabilidade, biodiversidade e aquecimento global, temas nem sempre tão claros para todos”, diz.

De acordo com Cristiana Martins, coordenadora do curso, essa modalidade de pós-graduação é a única no país com foco em biodiversidade. “A proposta é realmente especializar e formar líderes em conservação e sustentabilidade socioambiental. O curso nasceu a partir da necessidade que as empresas tinham de capacitar pessoas para desenvolver projetos e pesquisas que estavam na pauta de seus institutos”, afirma.

Desenvolvimento regional

Em Uruçuca, no sul da Bahia, foi criado um extracampus do curso, que conta com o apoio do Instituto Arapyaú  e tem o objetivo de fomentar ações de desenvolvimento regionais. O curso tem o formato modular e é voltado para estudantes com perfil profissional.

Como fruto da formação, Fabiana dos Santos da Silva lançou, no final de 2011, uma cartilha baseada não no PIB – Produto Interno Bruto, mas no FIB – Felicidade Interna Bruta, indicador criado no Butão, pequeno país da Ásia. A publicação A Felicidade na Vila de Serra Grande estudou as características da cidade baiana de Serra Grande, tendo como referência os indicadores do FIB. A cartilha avalia a relação da comunidade com os recursos naturais disponíveis na região. A expectativa é que ela sirva como auxílio para o desenvolvimento de políticas públicas.

A próxima etapa será o desenvolvimento de mais uma parceria com o Instituto Estadual de Florestas, de Minas Gerais, que irá oferecer o mestrado no estado.

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