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Repetência, Defasagem e Avaliação: Como assegurar a aprendizagem nos Anos Finais

por Grupo de Trabalho Anos Finais 20 de outubro de 2017

Superação da retenção: Repensar os altos percentuais de retenção nos Anos Finais com toda a comunidade escolar e criar estratégias para reduzi-los.

Compreensão da aprendizagem: Ampliar a capacidade dos professores entenderem como seus alunos aprendem.

Reprovação em debate: Rever a política da reprovação, refletindo sobre os seus efeitos e identificando outras estratégias para assegurar a aprendizagem dos estudantes.

Nivelamento/recuperação: Desenvolver laboratórios de nivelamento/ recuperação no contraturno, priorizando a utilização de práticas pedagógicas diversificadas e personalizadas, que atendam ao perfil e às necessidades de cada alunos; designar profissionais específicos para esses laboratórios, tendo como foco não necessariamente o professor especialista, mas educadores benquistos, eficientes, motivadores e atentos.

Alfabetização contínua: Entender a alfabetização como processo de letramento que ocorre durante toda a vida escolar, rompendo com concepções arraigadas de que o processo se conclui nos Anos Iniciais; criar programas de fortalecimento da leitura e da escrita ao longo dos Anos Finais.

Barrando o fracasso: Criar estratégias efetivas para evitar a perpetuação do fracasso escolar nos Anos Finais, inclusive por meio do empoderamento, da elevação da autoestima e da autonomia dos alunos.

Abaixo os estigmas: Ressignificar o conceito de “erro”, para que seja visto como oportunidade para o aprendizado, não como fracasso; perceber a avaliação como estratégia de garantia de aprendizagem e não de punição; acabar com estigmas relacionados a atividades de reforço e à “sala dos repetentes”.

Aprendizagem por ciclos: Trabalhar por ciclos, conforme necessidades e níveis de desenvolvimento dos alunos, contexto e possibilidades da escola, não como períodos compartimentados, mas integrados entre si.

Acompanhamento personalizado: Acompanhar cada aluno de forma personalizada, para que suas especificidades, lacunas e necessidades de aprendizagem possam ser permanentemente identificadas, orientando a adaptação das intervenções pedagógicas e priorização daqueles que mais precisam de ajuda.

Tutoria: Criar programas de tutoria por afinidade em que a relação do professor com o aluno seja mais próxima e atenta.

Monitoria: Criar programa de monitoria entre pares, para que os próprios estudantes possam tutorar seus colegas com mais dificuldade, se necessário contando com algum tipo de bolsa ou incentivo.

Multicompetências: Desenhar atividades paralelas de reforço que integrem e desenvolvam múltiplas competências.

Progressão com consistência: Ressignificar a concepção de progressão, para que seja compreendida como sequenciamento da aprendizagem e não ajuda para o aluno.
Avaliação:

Novos olhares para a avaliação: Compreender a avaliação como meio para assegurar a aprendizagem e o desenvolvimento dos estudantes, tendo como função o diagnóstico, a formação e não a classificação; superar a concepção de avaliação como ameaça; priorizar a avaliação qualitativa, que leve em conta a dimensão subjetiva e o processo vivido pelo aluno.

Avaliação contínua e coerente: Criar processos de avaliação contínuos e formativos, cujos resultados sejam utilizados para orientar intervenções pedagógica e redefinir rumos e estratégias educacionais para assegurar a aprendizagem e o desenvolvimento dos estudantes.

Avaliação participativa: Implantar processos de auto-avaliação e criar outras maneiras para envolver os estudantes e as famílias no processo de avaliação da aprendizagem e do desenvolvimento.

Avaliação na rede de educação: Repensar e qualificar as avaliações externas com foco no diagnóstico; construir programas de monitoramento e apoio pedagógico que funcionem ao longo de todo o ano letivo; criar articulações inteligentes entre as avaliações da rede e das escolas; renovar e diversificar os instrumentos de avaliação.

Avaliação na escola: Reformular a sistemática de avaliação das aprendizagens e das práticas escolares.

Avaliações externas: Realizar avaliações externas de todos os componentes curriculares e com frequência anual, para que gestores possam fazer as intervenções necessárias em espaço de tempo menor.

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ensino fundamental