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foto: Transformar

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Transformar 2014 apresenta inovações para resolver problemas reais da educação

Evento reuniu 800 pessoas em São Paulo e teve transmissão ao vivo, pelo Canal Futura, levando o debate para espectadores de todo o Brasil

por Redação 29 de abril de 2014

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Transformar

Em 28 de abril, dia mundial da educação, o Transformar 2014 reuniu em São Paulo experiências inovadoras nacionais e internacionais que estão promovendo a personalização, o engajamento e a equidade para os alunos e reduzindo as desigualdades na educação. Cerca de 800 pessoas compareceram ao evento, que teve  a transmissão ao vivo feita pelo site do canal Futura. Realizado por Fundação Lemann, Inspirare/Porvir e Instituto Península, o objetivo do evento é debater propostas para levar a educação brasileira para o século 21.

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Anna Penido, diretora do Inspirare, destacou o crescente engajamento dos participantes em relação aos temas apresentados. “As pessoas estão se apropriando mais da discussão sobre as mudanças que precisam acontecer na educação. Hoje completamos dois anos de Porvir, é a segunda edição do Transformar e, comparando o que tínhamos no início com o que temos hoje, já vemos uma maturidade maior no debate”, analisa.

Segundo Penido, o evento visa ampliar a discussão sobre possíveis soluções para construir uma educação que atenda às demandas da sociedade e do aluno do século 21 a partir de um melhor uso das tecnologias e de outras soluções disponíveis. “Todos os envolvidos com educação, sejam professores, empreendedores, estudantes ou gestores, precisam estar juntos, buscando novos modelos, se inspirando para adaptá-los à cultura brasileira”, ressalta a diretora.

Ana Maria Diniz, conselheira do Instituto Península, ressalta a importância de o evento trazer pessoas que estão colocando em prática metodologias inovadoras, dentro e fora do Brasil. “Criamos uma oportunidade para as pessoas se encontrarem com as melhores experiências, se inspirarem e pensarem em meios de escalar esses projetos, tirar as ideias do papel e colocá-las em prática”, afirma.

Para Denis Mizne, diretor da Fundação Lemann, reunir palestrantes de peso, assim como um público engajado, é a melhor maneira de qualificar o debate. “Também faz diferença trazermos professores para a discussão. São eles que implementam as mudanças e só faz sentido discutir a evolução da educação com a presença deles.”

O primeiro debate, que aconteceu pela manhã, reuniu Luis Junqueira, professor de português do ensino fundamental em um colégio de São Paulo que desevolveu um projeto que estimula seus alunos a escreverem seus próprios livros; Alison Elizondo, professora norte-americana também do ensino fundamental que criou um laboratório com várias abordagens pedagógicas em sua sala aula e desenvolveu habilidades socioemocionais em seus alunos; Michael Horn, especialista em ensino híbrido, que apresentou tendências e metodologias que mesclam o ensino on-line e presencial; David Nicoll, fundador da Studio School, rede de escolas britânicas que trabalha com o modelo de ensino baseado em projetos e aproxima jovens do mercado de trabalho; e Zach Sims, fundador da Codecademy, plataforma on-line que oferece aulas gratuitas para quem quer aprender a programar. Durante o evento, Sims anunciou o lançamento da versão em português da plataforma, realizada em parceria com a Fundação Lemann.

À tarde, o público foi dividido em três salas e um espaço de experimentação. A primeira tinha como temática o fortalecimento de negócios de impacto em educação e contou com a participação do jornalista Tony Wan, da revista eletrônica Edsurge, que falou sobre as tendências globais no uso de tecnologias educacionais; Peter Vesterbacka, da Rovio Entertainment, empresa criadora do jogo Angry Birds e que hoje desenvolve produtos para educação infantil; Bernardo Gradin, predidente do Inspirare, falando sobre investimentos no setor; o consultor Thiago Rached, que deu dicas sobre modelos de nogócio; e Rafael Parente, que foi Subsecretário de Novas Tecnologias Educacionais do Rio de Janeiro, falou sobre o impacto dos negócios sociais nas escolas.

Em outra sala, Michael Horn e Rod Allen, superintendente de Educação de Colúmbia Britânica, no Canadá, conversaram sobre como desenvolver políticas públicas inovadoras em educação. Na terceira sala, o debate foi sobre como promover novos modelos de ensino superior, com a presença de um exemplo internacional e outro nacional, protagonizados por Ben Nelson, do Projeto Minerva, e Ryon Braga, da Faculdade Uniamérica.

Além dos espaços de discussão, em uma sala realizada em parceria com o Google, o público pode experimentar e entender como utilizar recursos digitais na sala de aula, como as plataformas de programação Scratch e Codecademy; games desenvolvidos pelas empresas Tamboro, Xmile e Mangahigh; e as plataformas adaptativas Khan Academy e Geekie. Neste espaço, o Google apresentou ainda o Google Apps for Education, o Google Cultural Institute e o YouTube EDU. Este último anunciou o lançamento de uma campanha para incentivar professores do ensino fundamental a produzirem videoaulas.

No encerramento do Transformar, Mitchel Resnick, do Media Lab MIT (Massachusetts Institute of Technology), apresentou o Scratch, plataforma on-line criada por ele, que permite aprender a programar. Rescnick falou sobre a importância de as pessoas aprenderem a linguagem de programação para entenderem melhor o mundo contemporâneo.

TAGS

aprendizagem baseada em projetos, competências para o século 21, ensino híbrido, ensino superior, experimentação, negócios de impacto social, personalização, programação, transformar