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Diário de Inovações

Estudantes produzem bioglitter e ecoconfete para curtir carnaval sustentável

Projeto desenvolvido em escola do Rio de Janeiro (RJ) contou com a participação de professores de biologia, física, matemática, português e química

por Rodrigo Zani Ali ilustração relógio 27 de fevereiro de 2019

Sou professor de biologia e coordeno a área de ciências da natureza do Colégio Marista São José Barra, no Rio de Janeiro (RJ). Às vésperas do carnaval, junto com os professores Clerinaldo Sales, de matemática, Edgar Maia, de física, Felipe Diogo, de português e Marcus Ramos, de química, desenvolvemos um projeto que incentivou alunos do ensino fundamental e médio a produzirem bioglitter e ecoconfete para integrar diferentes áreas de conhecimento.

Quem teve a ideia de desenvolver essa atividade foi o professor Marcus Ramos, que é muito engajado em projetos inovadores. Diante da tendência, cada vez maior, de tutoriais rápidos na internet, ele apresentou a proposta de produzir bioglitter. Pensamos que seria fantástico porque trabalhar com uma coisa que os alunos gostam traz mais sentido para a aprendizagem.

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Com esse projeto, foi possível trabalhar diferentes conteúdos. Em química, além de aprender o processo confecção do bioglitter, que utiliza uma mistura de gelatina e corante natural feito de beterraba, repolho roxo e cenoura, os alunos estão pesquisando sobre ebulição e fórmulas químicas. Na área de biologia, estamos discutindo o efeito do plástico no organismo dos seres vivos, principalmente a fauna marinha que sofre bastante com o seu descarte. Enquanto física trabalha basicamente com cor e luz, o professor de linguagens está auxiliando os alunos na criação de tutoriais e o de matemática entrou na jogada para tratar sobre quantidades, proporções e volume de materiais que seriam usados na produção.

Além da produção em si, cada turma está desenvolvendo uma atividade diferente. No ensino fundamental, o nono ano está criando um tutorial para elaboração do bioglitter. Já no ensino médio, o primeiro ano produz um site com informação sobre bioglitter, o segundo ano começou uma pesquisa científica e o terceiro ano é responsável por uma proposta de comercialização do material.

Acoplada a essa ideia, também fizemos um ecoconfete. Com folhas caídas de árvores, as turmas do sexto ao oitavo ano do ensino fundamental fizeram pesquisas e criaram confetes ecológicos em formato de coração, floco de neve, quadrado e bolinha. O melhor é que depois esse material não precisa ser recolhido, ele pode ser varrido para o canteiro do colégio onde vai se tornar adubo.

Já está tudo pronto para curtir o bloco de carnaval da escola na próxima sexta-feira (1). O projeto deu um samba legal, e os alunos estão curtindo bastante. Conseguimos perceber o empenho deles durante todo o processo, que teve início há cerca de três semanas.

Quando os alunos colocam a mão na massa, a coisa flui. Eles não querem nem sair mais do laboratório. A ideia é que a culminância do projeto não fique restrita apenas ao carnaval, queremos aprimorar a receita e trabalhar a habilidade dos alunos em pesquisa.


Rodrigo Zani Ali

É coordenador de ciências da natureza do Colégio Marista São José Barra. Também atua como professor de ciências, biologia e laboratório (fundamental 1, 2 e médio) no Colégio Santa Marcelina, e como professor de biologia do Colégio Estadual Stella Matutina e do Colégio Marista São José, todos no Rio de Janeiro (RJ). Possui licenciatura plena em ciências biológica e pós-graduação em administração escolar e supervisão pedagógica, ambas pela Universidade Veiga de Almeida.

TAGS

aprendizagem baseada em projetos, educação mão na massa, ensino fundamental, ensino médio, sustentabilidade

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