Projeto que ensina eletrônica pede financiamento - PORVIR
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Inovações em Educação

Projeto que ensina eletrônica pede financiamento

Engenheiro do Rio Grande do Sul recebe doações no site Catarse para o kit Elétrons Mania, que mostra como circuitos funcionam na prática

por Vinícius de Oliveira ilustração relógio 13 de janeiro de 2015

Para ajudar aqueles que já passaram da fase dos porquês, mas ainda mantêm viva a curiosidade para descobrir como a luz acende ou como o motor do carrinho funciona, o engenheiro Luís Fernando Krause, 29, de Porto Alegre (RS), criou um kit de eletrônica para iniciantes chamado Elétrons Mania. A inspiração para o projeto veio de um conjunto que brincava quando pequeno, mas que não encontrou nas lojas para presentear um primo.

O Elétrons Mania busca mostrar que eletrônica não é um “bicho de sete cabeças” e vai muito além dos cálculos que mais tarde eles vão aprender na escola. O conjunto permite experimentar, por exemplo, motor, resistor, capacitor e um pequeno LED e saber, segundo Krause, o que cada um faz “na vida real”. “Assim como um profissional, a criança só precisa conectar as peças na placa de desenvolvimento e usar pilhas pequenas para testar”, explica.

No Catarse, o projeto de Krause tem como meta R$ 6 mil (clique para acessar), valor que cobre facilmente o valor dos componentes e ajuda a bancar a impressão colorida de mil livros pelo site americano da varejista online Amazon por um décimo do que é cobrado no Brasil. O material didático explica o funcionamento de cada uma das 15 tipos de peças do conjunto. “No capítulo sobre resistor, é possível testar como acender uma lâmpada. Depois, vem a parte que detalha motor e sensor e, no final do livro, um projeto engloba o funcionamento de tudo”, explica.

Este é a segunda invenção de Krause a buscar financiamento, mas a primeira a usar a ajuda de doadores pela internet. Há alguns anos, abriu uma empresa na incubadora da PUC-RS e desenvolveu em conjunto com um sócio veterinário um sistema para identificar a adulteração no leite, prática de produtores que tem sido denunciada com frequência nos últimos anos. “Não consegui financiamento a juro baixo e, na hora da fabricação, faltou capital. Como tínhamos que tratar com grandes empresas, era difícil usar o método do financiamento coletivo e o projeto ficou congelado”, lembra.

Independente do resultado do financiamento coletivo, Krause diz planejar a venda direta do conjunto de eletrônica e também desenvolver uma versão para escolas. “Em vez de um kit individual, é possível montar uma bancada completa e distribuir um livro para cada aluno. Para o professor, ficará mais fácil”.

O projeto Elétrons Maia está perto de seu prazo final para doações. Com R$ 30, o doador ganha uma cópia em PDF do livro que ensina como manipular os componentes eletrônicos. Com valores maiores, recebe-se um kit completo, mais peças e agradecimentos pela participação no financiamento do projeto.

Saiba mais detalhes sobre o projeto no site Catarse


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financiamento coletivo, tecnologia

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