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Reforma do ensino não define regra para noturno

por Redação ilustração relógio 21 de março de 2017

A reforma do ensino médio que tornou mais flexíveis os conteúdos a serem ensinados, com opção para que o aluno escolha a área que deseja seguir (formação técnica, linguagens, matemática, ciências da natureza e ciências humanas), trouxe também incertezas para mais de 1,8 milhão de alunos que cursam a etapa de ensino à noite. São muitas as perguntas a serem respondidas:

Como aumentar a carga horária de quem estuda das 19h às 23h e trabalha durante o dia? Como uma mesma escola estadual vai estender a carga horária das aulas da manhã e da tarde, sem perder o horário da noite? Como evitar que as aulas do período noturno tenham qualidade inferior? Como garantir que os alunos da noite tenham as mesmas opções de escolha de áreas curriculares e professores para todas as disciplinas?

A nova legislação deixa a cargo dos Estados, responsáveis constitucionais por oferecer esta etapa de ensino, as definições sobre as regras para os alunos que estudam à noite. Transformar a lei em realidade nas salas de aula exigirá enorme trabalho e capacidade de organização dos Estados, na opinião dos educadores e especialistas consultados pelo Valor. Com isso, a reforma corre o risco de se tornar mais uma lei descumprida da educação brasileira, a exemplo dos dois planos nacionais de educação sancionados nas últimas duas décadas.

 

 

 


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Leonardo Ricardo Dos Santos

A partir de 16 anos, o aluno tem que ter direito de escolher turno e não limitar o aluno ao matutino e vespertino, assim o país será verdadeiramente democrático. Limitar o acesso aos cursos noturnos aos maiores de 18 anos vai sobrecarregar as escolas e poderá causar a maior evasão escolar de todos os tempos.