O Futuro se Equilibra #014 - Lugar de menina é no laboratório - PORVIR
Ronaldo Abreu / Porvir

Podcast O Futuro se Equilibra

O Futuro se Equilibra #014 – Lugar de menina é no laboratório

O episódio aborda a presença de meninas e mulheres na ciência e como a escola pode incentivar a participação delas nessa área.

por Redação ilustração relógio 11 de maio de 2022

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Podcast O Futuro se Equilibra

Ciência também é uma questão de gênero. A escola pode – e deve – ser este espaço de incentivo para que meninas e mulheres se interessem pela ciência e por áreas que foram, por muito tempo, muito masculinizadas.

O décimo quarto episódio de O Futuro se Equilibra aborda a inserção feminina nas ciências. Com a participação de Cristina Araripe, coordenadora de divulgação científica da Fiocruz, e com Fernanda Sobral, vice-presidente da SBPC, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência.

Apresentação: Tatiana Klix
Produção: Gabriela Cunha e Larissa Werneck
Edição: Gabriel Reis
Roteiro: Ruam Oliveira e Tatiana Klix
Concepção: Ruam Oliveira, Tatiana Klix e Vinícius de Oliveira
Apoio estratégico: Vinícius de Oliveira e José Jacinto Amaral
Direção de arte: Regiany Silva e Ronaldo Abreu
Música: Unicorn Heads, Telecasted, Chris Haugen, GodMode, RKVC,pATCHES, Asher Fulero, Cheel, Steve Adams, Dan Henig e Corbyn Kites.

identidade visual de o futuro se equilibra - o podcast

[Tatiana Klix]

Você está ouvindo O Futuro se Equilibra, o podcast do Porvir sobre equidade na educação que conta com o apoio do Instituto Unibanco.

[Tatiana Klix]

[música de fundo]

Vamos fazer um exercício: Quando perguntam para você sobre nomes de cientistas, quais pessoas vêm à sua mente? De quem você lembra?

É muito provável que os nomes que se lembrou sejam todos de homens. Vamos lá: Galileu, Einstein, Darwin, Copérnico. Mas isso não está certo. A gente deveria lembrar com mais facilidade da Marie Curie, da Katherine Johnson, da Mae Jemison, Florence Rena Sabin. E trazendo para os dias de hoje, da professora Margareth Dalcolmo, da Jaqueline Góes de Jesus… E tantas outras!

Mas será que a gente lembra mais dos homens por uma questão de representatividade? Ou existem mesmo menos mulheres trabalhando com ciência? É sobre isso que vamos refletir neste episódio, a equidade de gênero nas ciências.

Eu sou Tatiana Klix, diretora do Porvir. 

Seja bem vinda e bem vindo!

[música de fundo]

[tatiana Klix]

Em todo episódio, nós apresentamos uma história real, que nos auxilia a compreender a temática. Hoje vamos conhecer a história da Luísa Rios, que é engenheira e doutora em engenharia química. Ela saiu da Colômbia e veio estudar no Brasil, onde iniciou também um projeto de divulgação científica chamado “Women in Science”. Quem interpreta é a Anna Paula Black. 

[início do relato]

[música de fundo]

A gente não quer exclusão, a gente quer equidade. 

É o que eu penso quando o assunto é mulheres na ciência. 

Eu sou professora e pesquisadora na Universidade Sergio Arboleda, em Bogotá, na Colômbia. Dou aulas de análise de ciclo de vida, gestão de resíduos orgânicos e perigosos e química ambiental. 

Mas também faço palestras e preparo oficinas sobre gênero. Os homens também são convidados. Não é pra ser superior, é fazer com que eles entendam e valorizem o lugar que nós mulheres também podemos ocupar. 

Sempre fui curiosa. Desde bem pequenininha.

Mas minha história na ciência não tem árvore genealógica. Meus pais não são cientistas. E sabe de uma coisa? Tanto pelo lado do meu pai, quanto pelo da minha mãe, ninguém tem doutorado. 

Eu sou a primeira, e ainda uma mulher, a ter o título. E isso é motivo de orgulho para minha família: “A Luísa tem doutorado!”, dizem. Mesmo que não saibam muito bem o que é ter um doutorado. 

E na verdade poucas pessoas da população em geral sabem o que é um doutorado, para que serve ou o que faz um cientista. Eu acho que uma das minhas lutas é essa: fazer com que a população saiba o que faz um cientista, o que acontece num laboratório…

[música de fundo]

E tudo isso sem esquecer do papel das meninas nessa história. 

Eu tenho alguns projetos que vão nessa direção. Um deles é o chamado Women in Science, que em português quer dizer Mulheres na Ciência. É um perfil no instagram. Lá eu decidi mostrar um pouco do meu dia a dia no laboratório e fazer divulgação científica.

Mas, eu estou aqui falando tanto de laboratório e acabei não contando: Eu me formei em engenharia química. Fui para essa área também por uma questão de gênero. 

As minhas opções iniciais eram engenharia elétrica ou mecânica, mas todo mundo me dizia que eram carreiras muito masculinas.

Não me arrependo do caminho que tomei, claro. Fiz graduação, mestrado e doutorado na área. Mas fica sempre aquela sensação de “O que poderia ter acontecido se eu tivesse escolhido engenharia química ou elétrica?”. Ah, isso fica…

[música de fundo]

Eu vivi por 14 anos no Brasil. No início foi bem complicado para mim. Como migrante tinha dificuldade com o idioma, com a moradia, com conseguir me manter financeiramente no país. E a cultura também, né? Quando estava no Brasil eu sentia tanta saudade de comer Arepa, que é tipo uma tortilha. Agora eu sinto falta de pão de queijo!

Quando eu comecei a faculdade aqui na Colômbia, só tinha uma professora doutora. Entre 25 professores. Isso sempre foi estranho pra mim. E essa relação de gênero na ciência é muito forte.

Sabe que antes quando me perguntavam o nome de um cientista, eu sempre falava Einstein. Agora, todas as vezes que me perguntam, eu já sei quem mencionar. Eu falo “Marie Curie”. 

Essa questão de representatividade também tem um pouco a ver com a gente. Como a gente responde a esse tipo de pergunta. Se me pedem pra dizer quem me inspira, quem formou meu caráter, eu falo da minha mãe, falo das minhas avós… Mesmo que elas não tenham altos cargos. 

[música de fundo]

No meu colégio, antes mesmo de pensar em faculdade ou carreira, a gente não tinha muito incentivo nessa área. Não tinha feira de ciências, por exemplo. 

Meus pais mesmo não sabiam por que eu era tão curiosa. Não falo que foi um erro, mas eles não se importavam tanto. Na verdade, eu era até considerada um pouco chata. Minha mãe vivia me pedindo para parar de perguntar, acredita?

E que bom que isso não me impediu de seguir na ciência. Porque quando a gente é criança e não é incentivada, pode ter uma quebra nessa curiosidade. É isso o que acontece com muitas meninas. 

[música de fundo]

A gente ouve muito “matemática é coisa de menino” e muitas vezes as meninas não se interessam por ciência por conta disso. E essas frases podem vir de professores mesmo, então temos que mudar essa docência. 

Tipo, de ser criança e incentivar as meninas, e os meninos também, a se interessar  pela ciência. Eu sei que nem todo mundo tem perfil para ser pesquisador, pesquisadora ou cientista. Mas não é por isso que vamos cortar a curiosidade das crianças. 

Esse é nosso papel como professores e professoras.

[música de fundo]

[Tatiana Klix]

[[música de fundo]

Você que já nos acompanha, sabe que todas essas histórias podem ser lidas na transcrição dos episódios na página do podcast. O endereço é porvir.org/podcasts/ofuturoseequilibra. 

Nosso programa já trouxe histórias sobre desafios da moradia, migração, pobreza menstrual, racismo religioso e outros temas. Você pode ouvir essas interpretações – e as conversas – no feed do podcast. 

[música de fundo]

[Tatiana Klix]

Para este episódio de O Futuro se Equilibra, nós conversamos com duas mulheres cientistas: A Fernanda Sobral, vice-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), e a Cristina Araripe, coordenadora de Divulgação científica na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)

Vamos começar ouvindo a Fernanda e o que ela tem a  nos dizer sobre a presença de meninas e mulheres na ciência. 

[Fernanda Sobral]

Eu gostaria de dizer que a equidade na educação para mim significa oportunidades semelhantes, tanto em termos de gênero como de classe social, cor e raça. Isso significa equidade na educação. 

[Fernanda sobral]

Se você pensa a equidade na educação dessa forma, o que é que acontece? A equidade na educação, no que se refere a gênero, vai influenciar para que mais meninas se voltem para a ciência. Então, para mim a relação, está muito clara. 

Quer dizer, se elas têm as mesmas oportunidades que os meninos na educação, elas poderão também se aproximar da ciência, como os meninos.  

[Tatiana Klix]

Então, a gente pode pensar que é uma questão de oportunidades, certo? Sim e não. Como tudo o que pensamos na educação, é preciso ter intenção.

Avançamos muito em relação a tratar sobre este assunto, dentro e fora das escolas. Mas ainda há o que fazer. 

[Cristina Araripe]

O fato é que essa preocupação não é recente, ela já vinha sendo manifestada. E para citar um importante exemplo, talvez, a gente pensar na agenda 2030, Os objetivos do desenvolvimento sustentável. Temos lá um dos um desses ODS, o cinco, que a questão do gênero está colocada. E se a gente observa lá essa questão da escola, já chama há muito tempo a atenção de todas nós, mulheres cientistas

[Tatiana Klix]

Aqui, a Cristina Araripe.

[Cristina Araripe]

[música de fundo]

Os números são preocupantes no mundo inteiro. Cerca de um terço apenas das meninas têm acesso ao ensino médio que a gente chama no Brasil, o ensino médio. E se a gente for pensar entre a partir desse um terço dessas meninas, aquelas que vão ter acesso ao ensino superior isso fica ainda mais, a situação fica ainda muito mais grave. Porque um pequeno número, apenas isso, muito claro, de região para o continente, para o continente, no nosso país, no Brasil, não é muito diferente.

[música de fundo]

[Tatiana Klix]

O item cinco dos Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável trata especificamente sobre igualdade de gênero. Os desafios para alcançá-lo são muitos e falar especificamente sobre eles renderia uma temporada inteirinha. 

Mas hoje a nossa intenção é refletir como meninas e mulheres podem estar mais presentes na ciência e como a escola pode contribuir positivamente nesta história.

[Cristina Araripe]

[[música de fundo]

o nosso tempo hoje, entre outras, entre outros tantos desafios que são colocados, temos esse de procurar, atentar e apoiar políticas afirmativas, políticas, portanto, de gênero, especialmente na ciência que tenham como uma de suas finalidades incentivar, permitir que mais meninas conheçam o fazer científico e porque não se interessem por carreiras científicas.

[Fernanda Sobral]

Os próprios professores reproduzem essa ideia de que as meninas são menos competitivas, aí elas não chegam lá. Porque uma das coisas mais importantes que eu considero na ciência independente de gênero, as pessoas se atraem pela ciência quando elas têm curiosidade, são pessoas curiosas. Então, porque é justamente na hora que você quer saber o porquê, o como, é que você vai atrás, que daquela atração pela pela ciência, por fazer ciência. 

[Tatiana Klix]

[música de fundo]

Meninas iguais à Luísa, que era curiosa e continuou sendo até depois de ficar adulta. Mesmo sem o apoio da escola, ela ainda assim conseguiu ingressar na área. 

Mas isso não é o ideal, vamos combinar. A escola precisa apoiar as meninas e existem muitas formas de fazer com que isso aconteça. 

A Fernanda Sobral mencionou a Olimpíada Brasileira de Matemática e o quanto participar desse tipo de evento pode ter um impacto positivo no jeito como as meninas enxergam a si mesmas dentro do universo do  STEAM, a sigla em inglês para –  Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática. 

É uma maneira de quebrar o velho estereótipo, de que a matemática é coisa de menino! As pessoas falam tanto essas coisas que a gente acaba acreditando…

[Fernanda Sobral]

Isso justamente que eu quis dizer: Eu acho que elas não são menos competitivas, nem são menos curiosas, mas se coloca esse valor na cabeça delas. Aí elas assumem isso, como se fosse verdade. Sabe aquela pessoa que eu já tive uma pessoa que diz para mim: Eu não nasci para os livros, eu sou ignorante, porque eu não nasci para os livros. Eu parei, disse assim: não, não existe isso, senão todo teve a oportunidade de conviver os livros. Então, essa questão da oportunidade de é muito importante.

[Tatiana Klix]

Vamos pensar em estratégias: O que é possível fazer nas escolas para seguirmos em busca da equidade?

[Cristina Araripe]

Olha, tem muita coisa que pode ser feita. Primeiro é a gente abrir esse diálogo com a escola. Eu acho que isso é um dos papéis das mulheres cientistas hoje. Eu tenho trabalhado, por exemplo, pessoalmente comigo, incentivar o diálogo entre as mulheres cientistas e os colegas que estão trabalhando com a educação básica. Em que sentido? 

[música de fundo]

Talvez seja isso seja importante que você está chamando a atenção da gente em termos de o que pode ser feito. O que pode ser feito é primeiro a gente tentar evitar, continuar trabalhando com muitos estereótipos. Porque, infelizmente, se a gente pensar na história da ciência, de falar, diga aí nomes de cientistas que vocês conhecem, bom, a própria Fundação Oswaldo Cruz fez alguns anos atrás de uma pesquisa que o nome de Oswaldo Cruz, médico sanitarista que criou a nossa instituição, vai aparecer entre alguns citados talvez outros importantes cientistas de renome internacional. Penso aqui, tanto em figuras da história da ciência mais clássica Galileu, mas também Einstein, para falar de um nome que está mais próximo da gente aqui.

O que eu acho que a escola pode fazer, trabalhar um pouco melhor essa questão dos estereótipos que estão por trás dessas dessa mensagem que sempre, até bem pouco tempo, trouxe para dentro da escola, para a sala de aula apenas referências históricas homens. Então, o que a gente tem feito é buscar trabalhar nomes e referências de pesquisadoras de cientistas mulheres. Temos algumas, felizmente, isso é bastante importante. Então, o que é que a gente tem que fazer? A gente tem que chegar com essa informação até a escola, até a sala de aula. Chegara ao professor e o professor entender que o papel dele é fundamental nesse momento. Então, desde trabalhar para a gente em questões de políticas, de livros didáticos, por exemplo, que a gente pode fazer, não aceita mais livros de idade que se atenham exclusivamente a citar figuras masculinas…

[música de fundo]

[Tatiana Klix]

Educadores e educadoras também são muito necessários neste processo. Em alguns casos, um professor ou professora faz toda a diferença.

[Fernanda Sobral]

Eu acho que a formação do professor para essa questão, eu vi também na questão das olimpíadas de matemática. Sabe o que era mais importante para o pessoal de ser bom em matemática na escola? era um professor. Nós descobrimos uma escola no Acre, uma escola assim que era a sensação. Todo ano que eu medalhas, eu fui atrás para saber qual era provocador, era uma professora. 

Aí fiquei pensando assim gente, no dia que essa professora se aposentar, o que vai ser? Então a formação, dos professores e dos gestores é muito importante no sentido de não dizer para uma para uma menina isso não é coisa para você tem que pensar nisso, não naquilo. Então, eu coloco a questão da formação dos professores e dos dos gestores para a equidade de gênero é muito importante.

[música de fundo]

[Tatiana Klix]

Tudo isso ajuda a incentivar trajetórias múltiplas de mulheres. Mas sabemos  que a questão de gênero extrapola o que acontece na escola, está arraigada na sociedade. Simplesmente o fato de pertencer ao gênero feminino pode carregar consigo uma série de entraves, de desafios e barreiras.

[Cristina Araripe]

A gente sabe que tem um problema no Brasil, vou citar um, poderia citar muitos: a gravidez na adolescência. Que é que acontece, isso é já vem na literatura científica, Isso já vem de décadas. As meninas engravidam e saem da escola, exatamente, A gente está falando de um problema que não tem a ver em si com a questão da saúde reprodutiva, claro, temos que ter políticas para falar sobre esse tema na escola. Mas a gente está falando de algo que é muito, muito mais enraizado, que é essa sociedade patriarcal onde a gente vive, onde os homens decidem pelas mulheres. 

música de fundo]

[Cristina Araripe]

A possibilidade para que elas continuem para que as meninas e mulheres continuem avançando em suas carreiras profissionais ela é muito concreta, mas existem dificuldades e números muitas vezes para dar sequência, que é o meu raciocínio. Quando essas moças chegam, no momento que elas ingressam, às vezes uma faculdade numa universidade e elas têm que lidar com situações extremamente difíceis, porque aparecem questões ligadas ao preconceito, portanto, o preconceito de gênero. Sem contar as outras como a gente também, que poderia desde já introduzir aqui o tema dessa discussão sobre interseccionalidade. Nós temos a questão do gênero, mas nós temos outros problemas, mulheres negras, o acesso ao ensino superior, como o serviço na nossa sociedade, as famílias pobres, a dificuldade que a gente tem para que meninas de origem, que vivem em situações de pobreza, não estou nem falando pobreza extrema, de pobreza, muito mais difícil para essas meninas ingressarem permanecerem nas universidades. E a soma de todas essas, todas essas dificuldades vividas pelas mulheres e pelas meninas acabam tendo um grande impacto na própria forma como uma ciência no Brasil vem se organizando e vem, sobretudo, lidando com as políticas cotidianas estão necessárias para que as mulheres possam, permanecer, possam ingressar na universidade, permanecer na universidade e darem seguimento às suas carreiras. 

[música de fundo]

[Tatiana Klix]

A Cristina compartilha uma dica valiosa: Para colaborar com a busca por equidade na educação, falar mais sobre o tema é uma forma de colaboração. Falar mais, escrever mais e trocar informações pode servir de fonte de inspiração para muitas meninas e mulheres. 

[Cristina Araripe]

uma feira de ciências numa escola brasileira hoje, que leve para as crianças, para os jovens informações sobre essas mulheres, fazer palestras, levar mulheres, importante para conversar com as crianças na escola. 

[música de fundo]

Eu acho que a gente tem que ter cuidado. Eu estou muito atenta. No mundo acadêmico, por exemplo, a gente tem mais equidade, a gente fala de equidade de gênero que é isso. Não vou convidar só sabe? Os pais homens que foram bem sucedidos para irem lá na escola falarem sobre eles suas trajetórias, porque vamos convidar mais mulher. Esse esforço é importante, ele pode parecer pequeno, mas eu acredito que para e passo nós vamos levando para os alunos, às alunas jovens informações que mostram que é possível. Sim, nós precisamos acreditar.

[Tatiana Klix]

O Futuro se Equilibra é uma produção do Porvir com apoio do Instituto Unibanco.
Obrigada a você que nos ouviu até aqui. Não esqueça de seguir o podcast para não perder nenhum episódio. Você também pode avaliar o podcast no Spotify.

Agradeço à Luísa por dividir um pouco de sua trajetória com a gente. Espero que ela inspire outras meninas e mulheres a entrar para a ciência. Vamos deixar os links para os projetos da Luísa na página deste episódio no porvir. 

Obrigada Anna Paula Black pela interpretação.

Obrigada Fernanda Sobral e Cristina Araripe pela conversa.

Gabriel Reis editou este episódio. Larissa Werneck e Gabriela Cunha produziram. 

Eu e o Ruam Oliveira escrevemos este roteiro. 

Compartilhe o podcast com mais gente, isso nos ajuda a crescer!
O Futuro se Equilibra agora também é transmitido pela Rádio Universitária da Universidade Federal do Piauí, o que nos deixa muito contentes! Se você também quer veicular os episódios em sua rádio ou escola, basta escrever para a gente no contato@porvir.org

Voltamos daqui ha quinze dias, no seu tocador de podcasts preferido.

Eu sou a Tatiana Klix, diretora do Porvir. 

Obrigada pela escuta!


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competências para o século 21, equidade, podcasts

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