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Crédito: flucas/Fotolia.com

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Ipatinga convoca estudantes para identificar oportunidades no território

Processo dá origem a 22 convênios, que oferecem atividades culturais e esportivas para estudantes da educação infantil até a Educação de Jovens e Adultos

por Redação na Rua 19 de setembro de 2016

Um dos princípios da educação integral é a necessária articulação com o território, explorando todo seu potencial educativo. A escola não é uma ilha, pois está inserida em um espaço que tem determinadas condições políticas, sociais, históricas e aparelhos públicos e privados que, se articulados em rede, podem proporcionar oportunidades educativas essenciais para as criança e jovens.

Partindo dessas premissas, a Secretaria Municipal de Educação de Ipatinga pediu às escolas da rede municipal e aos seus estudantes que buscassem no território onde se encontravam as oportunidades educativas disponíveis, para que se estabelecesse a rede.

judo_ipatinga_prCrédito: Divulgação

O primeiro passo foi elaborar um documento chamado “Programa: o que a cidade tem?”, que elencava todas as ações que envolvem a educação integral no município. A Secretaria convocou reuniões com gestores escolares e educadores comunitários para apresentar a ideia.

No encontro, foram entregues quatro formulários, o primeiro era destinado ao preenchimento junto à família, o segundo, buscava identificar espaços. O terceiro identificava colaboradores e, o último, buscava consolidar os dados obtidos a partir do mapeamento.

Na fase seguinte, os estudantes, de pranchetas na mão, foram caminhar pelo território em um raio de 1 quilômetro da escola, a fim de identificar locais e possíveis parceiros.

Além das caminhadas e do preenchimento, nas aulas os alunos também foram estimulados a refletir sobre o território. Os professores realizaram atividades com os estudantes, pedindo para que eles descrevessem e desenhassem o percurso que realizam da casa até a escola, destacando os detalhes e a presença de hospitais, lojas, prédios e casas.

ipatinga_musica_prCrédito: Divulgação

Os resultados do mapeamento foram organizados em relatórios posteriormente analisados pela prefeitura. Ao final desse processo, entre janeiro e fevereiro, foram estabelecidos convênios com 22 parceiros que geraram 1.849 oportunidades educativas para estudantes da educação infantil até a Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Os estudantes passaram a ter acesso a atividades como judô, natação, capoeira, danças urbanas, ballet, futebol, jiujitsu, teatro, música (flauta doce, violão, violino, guitarra, bateria e teclado).

As famílias também foram chamadas a participar do processo de mapeamento. Os jovens, adolescentes e crianças levaram para casa um formulário que foi preenchido junto com os responsáveis que apontaram os pontos do território que poderiam estabelecer relações com a escola.

Usipa 

O Centro de Referências em Educação Integral acompanhou alguns desses espaços. Uma das principais parcerias da prefeitura ocorre com a Associação Recreativa Usipa, fundada em 1959 para atender aos funcionários que trabalharam na construção da Usiminas. Aos poucos, ela foi se abrindo para o resto da população. As crianças chegam ali, vindas das escolas, com um ônibus fornecido pela prefeitura.

ballet_ipatinga_prCrédito: Divulgação

As crianças fazem uma espécie de rodízio por diversas atividades esportivas. Praticam judô, capoeira, natação, futebol e diversas outras modalidades, sempre intercaladas para que os estudantes tenham contato com o maior número de atividades possíveis. Além de praticar esporte, as crianças e jovens comem no local e têm um período para aproveitar a imensa área verde do local. A reportagem também foi a um local menor, onde meninas pequenas praticavam balé.

História dos bairros

A intenção do projeto para além, por meio de parcerias com o território, ampliar as oportunidades educativas, é reforçar e valorizar a imagem e os laços entre os estudantes e seu bairro, estimulando, dessa forma, a descoberta da sua identidade territorial. Assim, a temática “bairro” se tornou mais presente, permitindo a reflexão sobre as localidades em que a escola e suas casas estão.

Ao longo do mapeamento, os estudantes também foram estimulados e procurar antigos moradores da comunidade que pudessem apresentar as principais transformações que aquele espaço passou ao longo dos anos, estimulando a pesquisa sobre a história do bairro por meio memória oral e escrita dos moradores mais antigos.

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TAGS

autonomia, educação de jovens e adultos, ensino fundamental, ensino médio, uso do território