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Acolhimento: Como fazer a transição para os anos finais do ensino fundamental

Tema foi destaque de evento promovido pelo MEC em parceria com o Banco Mundial, o Unicef e o Instituto Inspirare

por Redação ilustração relógio 20 de outubro de 2017

Os desafios dos anos finais do ensino fundamental são inúmeros. Para debater o que as escolas podem fazer para engajar e envolver os adolescentes, o Seminário Internacional Desafios e Oportunidades para os anos finais do ensino fundamental no Brasil, reuniu especialistas em educação nos dias 27 e 28 de setembro, em Brasília (DF). Na agenda, estiveram também propostas de políticas públicas que podem suavizar a transição dos anos finais do ensino fundamental para o ensino médio e como os sistemas educacionais podem garantir uma aprendizagem equitativa.

O seminário foi promovido pelo MEC (Ministério da Educação) em parceria com o Banco Mundial, o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e o Instituto Inspirare. Participaram também secretários estaduais e municipais de educação, órgãos como a Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação) e Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação), coordenadores de ensino fundamental e fundações de apoio à qualidade do ensino.

Veja um resumo das propostas reunidas pelo Grupo de Trabalho Anos Finais

  • Foco no acolhimento: Incluir a contextualização dos novos alunos no planejamento da equipe da escola, garantindo momentos de discussão coletiva, para que todos conheçam a realidade e o perfil dos adolescentes que estão chegando ao 6º ano.
  • Tutoria: Criar programas interessantes de acolhimento e tutoria para os novos estudantes dos Anos Finais.
  • Orientação: Orientar os estudantes do 5º ano e recém-chegados ao 6º ano, de forma consistente e continuada, sobre os novos componentes curriculares, a nova relação professor-aluno e as demais mudanças que enfrentarão na transição para os Anos Finais.
  • Professor de referência: Ter um professor de referência para cada turma do 6º ano.
  • Laços: Promover estratégias para a criação e fortalecimento de laços afetivos entre os alunos e professores no 6º ano, como, por exemplo, convivência na hora do recreio/merenda.
  • Entre alunos: Promover vivências e grupos de conversas entre alunos de 5º e 6º anos.
  • Alunos acolhedores: Criar um programa para que estudantes assumam o papel de acolher os novos alunos, para apresentarem a eles o espaço físico, promoverem a integração com os colegas, compartilharem informações sobre as aulas etc.
  • Aluno de referência: Parear cada aluno do 6º ano com um estudante de referência/tutor do 7º, 8º ou 9º anos, responsável por ajudá-lo na sua adaptação.
  • Período de acolhimento: Criar a semana, quinzena ou mês de acolhimento para acolher o aluno e sua família e alinhar detalhes sobre as mudanças e novidades dessa transição.
  • Envolvimento das famílias: Criar estratégias e programas para preparar as famílias a participar ativamente e contribuir com o processo de transição dos adolescentes dos Anos Iniciais para os Anos Finais.
  • Revisão do currículo: Considerar as especificidades da transição na revisão curricular de 5º e 6º anos, de forma transversal e sistemática.
  • Estudo orientado: Promover atividades de estudo orientado para que os estudantes, especialmente do 6º ano, possam ampliar sua capacidade de se organizar para a aprendizagem de forma mais autônoma.
  • Aulas por área de conhecimento: Planejar e executar aulas por áreas de conhecimento, como forma de ampliar o tempo de aula, a interdisciplinaridade e as possibilidades de interação entre os professores e destes com seus alunos.
  • Nivelamento: Diagnosticar os níveis de aprendizagem e desenvolvimento dos alunos que chegam ao 6º ano e criar um amplo programa de nivelamento que inclua o apoio pedagógico dentro e fora da escola.
  • Contraturno: Oferecer atividades de contraturno, com foco no nivelamento e no desenvolvimento de novas linguagens.
  • Monitoria: Criar programas de monitoria em que alunos mais velhos ou mais avançados sejam monitores dos colegas e os ajudem a aprender e se desenvolver.
  • Histórico dos estudantes: Criar os históricos e registrar o percurso de aprendizagem de cada estudante, a ser alimentado e consultado constantemente pelos professores, e estruturar um sistema efetivo de monitoramento de dados com base nesses históricos e registros individuais.
  • Manutenção de turma: Quando a transição se der na mesma escola, criar estratégias para manter a turma de alunos na transição entre os Anos Iniciais e Finais.

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