Por que vale a leitura:

Encontre sugestões de filmes gratuitos para diferentes etapas de ensino

Trabalhe temas como inteligência artificial, neurociência, meio ambiente e infância

Saiba como assistir online e realizar sessões gratuitas na sua escola ou cidade

Que tal tirar um neurocientista do laboratório para entender como a brincadeira conversa com a pesquisa científica? Ou descobrir o que está por trás das cores e dos movimentos da aurora boreal? Ou ainda refletir sobre o que muda quando o ChatGPT entra na sala de aula?

Esses são alguns dos caminhos propostos pelos filmes da 8ª edição do Festival de Filmes de Ciência, o SFF Brasil.

Realizado internacionalmente desde 2005 pelo Goethe-Institut, o festival acontece no Brasil desde 2019, em correalização com o Midiativa (Centro Brasileiro de Mídia para Crianças e Adolescentes) e apoio da Spcine.

Neste ano, a inteligência artificial ganha sessões especiais, com filmes sobre seus impactos na sala de aula, no meio ambiente, nas relações humanas e na comunicação. O protagonismo de meninas e mulheres na ciência também aparece entre os destaques.

Clique aqui e confira a programação completa.


Como assistir de maneira gratuita

O acesso aos filmes é gratuito. As inscrições são feitas por meio de formulário disponível no site e no perfil do festival no Instagram. Depois do cadastro, o participante recebe por e-mail as informações de acesso, com login e senha para assistir aos vídeos disponibilizados no Vimeo até o dia 20 de dezembro.


Para ajudar professores a explorar a programação com os estudantes, o Porvir selecionou sete produções:

Professora Flávia Aparecida Soares e Sidarta Ribeiro conversam enquanto seguram as mãos
A professora Flávia Aparecida Soares e o neurocientista Sidarta Ribeiro em cena de “Na Prática: Interface entre Ciência e Educação”. Crédito: Divulgação

Na prática: interface entre ciência e educação

Brasil | 2025 | Classificação Livre
Etapa de referência: todas as etapas
Direção: Sidarta Ribeiro e Denise Danon

O neurocientista Sidarta Ribeiro visita a Escola no Quintal, na Pedreira Prado Lopes, em Belo Horizonte (MG), para acompanhar uma experiência pedagógica conduzida pela professora Flávia Aparecida Soares.

Brincadeiras, histórias e participação ativa das crianças aproximam pesquisa científica e prática educativa e ajudam a discutir como curiosidade, criatividade e cultura da infância participam dos processos de aprendizagem.

Menino com headset conversa com robô sobre uma mesa com recipientes coloridos
Menino conversa com um robô em cena de “Os Truques do Nosso Cérebro”. Crédito: Divulgação

Os Truques do Nosso Cérebro

França | 2025 | Classificação Livre
Etapa de referência: ensino médio
Direção: Vincent Amouroux

Por meio de ilusões, experiências e situações do cotidiano, o neurocientista Albert Moukheiber mostra como o cérebro filtra informações, cria atalhos e pode nos levar a interpretações equivocadas. O filme abre espaço para discutir percepção, vieses cognitivos, pensamento crítico e como construímos nossas certezas.

Nave estilizada atravessa cenário espacial com planetas, estrelas e formas coloridas
Nave percorre um cenário cósmico em cena de “Sonhos Voadores”. Crédito: Divulgação

Sonhos Voadores

Brasil | 2025 | Classificação Livre
Etapa de referência:
anos iniciais do ensino fundamental
Direção: Luiz do Futuro, Marcus Vinicius Vasconcelos e Vanessa Fort

Theo sonha em ser astronauta, mesmo quando outras crianças duvidam que isso seja possível. Com a ajuda da irmã e da avó, transforma um velho rádio em uma nave e embarca em uma viagem em que música, memória e saberes ancestrais se tornam combustível.

Homem posiciona as mãos sobre aparato com esfera iluminada em tons violetas
Demonstração de experimento luminoso em cena de “Aurora Boreal: A Hora do Encontro” Crédito: Divulgação

Aurora Boreal: A hora do encontro

França | 2025 | Classificação Livre
Etapa de referência:
anos finais do ensino fundamental e ensino médio
Direção: Bernadette Gilbertas e Olivier Grunewald 

Com a intensificação da atividade solar, cresce a expectativa para observar a aurora boreal. Fascinado pelo fenômeno há mais de 25 anos, o fotógrafo Olivier Grunewald se une à cineasta Bernadette Gilbertas para registrar suas cores e movimentos em tempo real. O filme combina imagens do fenômeno com explicações científicas sobre os processos que dão origem às auroras.

Apresentador segura tablet com a palavra ChatGPT em cena de “Nove e Meio: ChatGPT na Aula”
Apresentador exibe um tablet com o ChatGPT em cena de “Nove e Meio: ChatGPT na Aula”. Crédito: Divulgação

Nove e Meio – ChatGPT na Aula

Alemanha | 2024 | Classificação Livre
Etapa de referência:
anos iniciais do ensino fundamental
Direção: Antía Martínez Amor

Uma estudante usa inteligência artificial escondida para fazer a lição de casa enquanto os colegas realizam as atividades por conta própria.

A situação abre espaço para discutir autonomia, autoria, benefícios e limites do uso da IA na aprendizagem. O tema está entre os destaques desta edição do festival.

Três personagens animais brincam ao redor de um castelo de areia em cena de “Uau Lisa: Conchinhas”
Personagens de “Uau Lisa: Conchinhas” brincam com baldes e um castelo de areia em cenário de praia. Crédito: Divulgação

Uau, Lisa! – Conchinhas

Chile | 2024 | Classificação Livre
Etapa de referência:
educação infantil
Direção: Antonia Herrera e María Elisa Soto Aguilar

Durante um passeio pela praia, Lisa encontra uma concha e um pequeno animal que parece procurar um novo lar. A animação aborda amizade, cuidado e respeito aos seres da natureza.

Criança brinca com elefante de pelúcia entre animais e árvores de papelão
Criança brinca com um elefante de pelúcia em cena de “O Elefante no Meio da Sala”. Crédito: Divulgação

O Elefante no Meio da Sala

Países Baixos | 2026 | Classificação Livre
Etapa de referência:
educação infantil
Direção: Jura Bakx

Uma menina transforma o próprio quarto em uma savana africana. Seu elefante de pelúcia vira o guardião daquele ecossistema, mas, quando desaparece, tudo começa a entrar em colapso.

A aventura usa imaginação e ciência para apresentar às crianças a importância dos elefantes para o equilíbrio dos ecossistemas.


Leve o Festival de Filmes de Ciência para a sua cidade

Escolas, universidades, museus e outros espaços culturais e educativos também podem participar do circuito de exibição do SFF Brasil. As sessões são gratuitas e podem ser organizadas em diferentes cidades do país até 20 de dezembro.

Para participar, os interessados devem entrar em contato com o festival pelo Instagram, no perfil @sff_br.

Em 2025, foram realizadas exibições em 71 cidades de dez estados brasileiros: Bahia, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo e Tocantins.

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Jornalista especializada em educomunicação, com estudos em mídia e cultura na América Latina. Trabalhou no Instituto Paulo Freire, onde aprofundou seu compromisso com a EJA e a educação em direitos humanos. No Porvir, escreve para todas as editorias....

Estudante de Jornalismo e estagiária. Tem forte interesse em educação e cultura, atuando na produção de conteúdos para redes sociais e na cobertura dos temas educacionais.