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Inovações em Educação

Versão educativa do Minecraft chega à sala de aula

Jogo, ainda não disponível no Brasil, terá novas ferramentas que permitem o professor ter mais controle sobre as atividades dos alunos

por Marina Lopes 29 de janeiro de 2016

Com peças virtuais que podem construir qualquer cenário, não é de hoje que o Minecraft deixou de ser considerado apenas diversão. Como uma espécie de Lego, o jogo já se transformou em ferramenta pedagógica para ensinar diferentes conteúdos, de ciências humanas até lógica de programação. Para alcançar mais educadores, na última semana a Microsoft anunciou o lançamento de uma versão educativa do game, que deve chegar às salas de aula ainda neste ano.

Seguindo a lógica do jogo tradicional, o Minecraft: Education Edition ganhará recursos adicionais para serem utilizados em sala de aula. Entre as novas funcionalidades, a edição educativa terá espaço para criação de portfólios, sugestões de planos de aula, avatares personalizados, cenários de paisagens históricas e a possiblidade de colocar uma classe de 40 alunos para construir projetos em conjunto. De acordo com Antonio Moraes, diretor de Educação da Microsoft Brasil, o professor também contará com recursos que permitem ter maior controle sobre as atividades feitas pelos alunos.

A nova edição dá continuidade à adaptação MinecraftEdu, criada pela startup finlandesa TeacherGaming. Com o uso deste mod (como são chamadas as alterações criadas por usuários) ou até mesmo com a versão tradicional, o jogo já foi utilizado em salas de aula de mais de 40 países, como Estados Unidos, Suécia e Irlanda. No Brasil, também não faltam exemplos de experiências criativas, como a da professora de artes Sabrina Quarentani, que compartilhou no Diário de Inovações o relato de como trabalhou Impressionismo com blocos do Minecraft.

No Colégio Porto Seguro, em São Paulo, o professor de tecnologia educacional Francisco Tupy já utilizou o jogo para ensinar diversos conteúdos. Segundo ele, que já recebeu o título de Microsoft Innovative Expert Educator e tem se especializado em pesquisar o uso de jogos na educação, o Minecraft traz inúmeras possibilidades para o professor, como construir um campo arqueológico para os alunos escavarem virtualmente, sugerir a construção de cenários para histórias de livros e filmes ou até mesmo criar museus.

Durante a nona edição da Campus Party, o professor compartilhou a sua experiência sobre o uso educativo do jogo. Para Tupy, o Minecraft ajuda a desenvolver competências como pensamento crítico, autonomia, protagonismo, raciocínio lógico e cidadania digital. “A gente vê o quanto esse aluno se desenvolve como um líder natural, age melhor com processos e suas notas sobem naturalmente” explica.

Para o professor, que já tem trabalhado com o mod do MinecraftEdu, a nova versão anunciada pela Microsoft irá ampliar as possibilidades de trabalho do professor. “Vão ter coisas para ajudar o professor gerir a sala de aula. Não é apenas um sistema, é todo planejamento de educação”, conta.

Uma versão teste do Minecraft: Education Edition deverá ser disponibilizada nos Estados Unidos entre junho e julho. Por enquanto, ainda não existe previsão de chegada ao Brasil. Segundo o diretor de Educação da Microsoft Brasil, as escolas que já têm o Office 365 conseguirão incorporar o game com maior facilidade. “A ideia é tornar a plataforma viável, desde escolas pequenas até grandes grupos educacionais”, conta Moraes.

Segundo o professor embaixador da Microsoft, Rodrigo Assirati, enquanto a nova versão não chega ao país, os professores podem ter acesso a uma comunidade global de educadores da Microsoft, que trocam experiências e compartilham ideias de como trabalhar o jogo tradicional. “Utilizando o jogo no modo criativo, permitimos que o aluno construa qualquer tipo de coisa. O professor consegue direcionar isso para ter um benefício pedagógico em qualquer disciplina.”

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campus party, experimentação, jogos, programação, tecnologia