Conheça certificações de tecnologia para professores, escolas e alunos - PORVIR
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Inovações em Educação

Conheça certificações de tecnologia para professores, escolas e alunos

Veja como programas de formação oferecidos por Apple, Google, Microsoft e Samsung podem apoiar o projeto pedagógico de escolas

por Fernanda Nogueira ilustração relógio 22 de março de 2019

Grandes empresas de tecnologia oferecem certificados educacionais a educadores, escolas e estudantes. Os programas comprovam o uso das ferramentas tecnológicas na aprendizagem e de inovações no ensino e são um atestado de conhecimento importante para quem busca melhorar o currículo e até progredir na carreira. Cada companhia tem seus programas específicos, direcionados a públicos e níveis de conhecimento diferentes. Há opções gratuitas e pagas. Algumas são abertas e outras são voltadas a pequenos grupos escolhidos por meio de processos seletivos.

– Conheça os programas Apple, Google, Microsoft e Samsung
Entenda como aliar tecnologia e projeto pedagógico no guia do Porvir

Essas capacitações, como programação, inovação e criatividade, são necessárias para o mundo atual, segundo o professor José Moran, que trabalha com projetos para transformar escolas e universidades e acompanha formações do tipo. Para ele, há uma sinergia de necessidades entre as escolas, que estão defasadas em tecnologia, e o interesse das empresas em educar futuros consumidores. “Os dois lados têm benefícios”, diz o educador.

Os professores ganham credibilidade diante da comunidade de colegas. Participam de cursos e eventos, discutem melhores práticas, trabalham em comunidades de aprendizagem, trocam experiências, compartilham, recebem e dão apoio. “O fato de dominar aplicativos, trabalhar com projetos, com ferramentas e com plataformas integradas é algo extremamente positivo, mas tem que fazer parte de algo maior, que são as mudanças na forma de ensinar. Senão fica só na tecnologia, que, sozinha, não vai transformar a escola. É um componente de transformação”, afirma Moran.

Tem que ser uma parceria em que a definição principal seja da escola

O importante, segundo o educador, é que a escola tenha um projeto educacional, que explique onde a certificação se insere, de que forma as empresas podem contribuir e até onde podem chegar. “Tem que ser uma parceria em que a definição principal seja da escola. As empresas podem contribuir com plataformas e formações pontuais. Por enquanto, pelo menos, estão dentro do que se chama de apoio”, diz.

A coordenadora de tecnologia educacional Graziella Matarazzo tem as certificações Apple Professional Learning, Apple Teacher e Educador Nível 1 do Google. Para ela, os certificados ajudam os educadores a se manterem atualizados de forma gratuita ou com custo baixo. Beneficiam ainda as escolas no acesso aos programas das empresas.

“É uma formação continuada que a escola pode oferecer com material já pronto e sem custo adicional. Com certeza, para o aprendizado e o dia a dia dos estudantes, quanto mais conectados com estas inovações e novas ferramentas os educadores estiverem mais interessantes e impactantes podem ser as atividades educativas”, explica a professora.

Competências
Julci Rocha atua com formação de professores nas áreas de inovação e tecnologia, é diretora e fundadora da assessoria Redesenho Educacional, parceira da Microsoft no apoio a escolas que queiram usar as soluções da empresa na educação.

Reconhecida pelo Microsoft Certified Educator, a educadora destaca o enfoque da capacitação na integração das tecnologias digitais para o desenvolvimento de competências. “A certificação, para mim, foi formativa, ou seja, ela me ensinou sobre o tema, me ofereceu metodologias para multiplicar isso com outros professores e me chancelou como alguém habilitada para tratar do assunto”, explica.

Dentro das escolas, este tipo de chancela é valorizado em instituições envolvidas nos debates sobre inovação e tecnologias, segundo Julci. “Pode abrir portas em escolas cujos projetos pedagógicos tenham forte relação com os produtos das empresas”, diz. Estas, por sua vez, conseguem mapear pessoas interessadas nos produtos e metodologias que oferecem. “De alguma forma, conseguem obter feedback dessas pessoas a respeito da validade pedagógica do que estão propondo.”

Varal automatizado
O professor Mauro Henrique Santos, da escola estadual de ensino integral Carlos Alberto Pereira, em Itapecerica da Serra (SP), fez cursos online da plataforma Code IoT, da Samsung, e participou de cursos presenciais do Code Day. Aprendeu programação, internet das coisas e criação de aplicativos.

O que mais gostei é que não é só criar e automatizar tudo

“O que mais gostei é que não é só criar e automatizar tudo. Tem uma questão social. A gente recebe uma orientação no curso de solucionar problemas do mundo real com o uso da robótica e da internet das coisas e levar isso para os alunos. Isso torna a aprendizagem muito mais interessante e significativa”, afirma.

O estudante Carlos Gabriel Soares Gandra, de 13 anos, do nono ano do ensino fundamental, aluno de Mauro, criou um projeto de automatização do varal. Quando a umidade do ar está muito alta, o varal recolhe, mesmo que não tenha ninguém em casa. O projeto foi apresentado na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace) deste ano.

“Utilizamos a plataforma Arduino (plataforma de computação de hardware livre e placa única) com os aprendizados que adquirimos no curso. Atrelamos isso com a internet das coisas. Criamos também um aplicativo em que você pode acompanhar a umidade e a temperatura da casa. Se achar que a roupa já está seca, pode recolher”, explica o professor.

 

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aplicativos, competências para o século 21, educação online, programação, robótica, tecnologia

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