Estudante de Minas Gerais é 1ª brasileira em Conselho Estudantil internacional - PORVIR
Crédito: Criativos da Escola/Alícia Peres

Inovações em Educação

Estudante de Minas Gerais é 1ª brasileira em Conselho Estudantil internacional

Premiada pelo Desafio Criativos da Escola, Maria Clara integra grupo com estudantes do mundo inteiro para apoiar as ações do movimento Design for Change Global

por Andrea Xavier e Helisa Ignacio, do Criativos da Escola ilustração relógio 10 de março de 2021

Já parou para pensar como seria o mundo se a gente ouvisse mais o que as crianças e os adolescentes têm a dizer? Quantas contribuições valiosas temos perdido ao não pararmos para escutá-los? Como seriam a política, a economia, a saúde, a educação, o meio ambiente, ou seja, as nossas vidas se as decisões levassem em conta a perspectiva dos estudantes?

Saiba mais sobre esse assunto no Guia Participação dos Estudantes na Escola

Por muito tempo, houve a crença de que crianças e adolescentes são o futuro, que “um dia” irão crescer e fazer do mundo um lugar melhor. Mas, como diria o ator e slammer (artista que faz rimas de improviso) Lucas Penteado: “É que o povo fala tanto que a gente é o futuro, que acaba esquecendo que a gente é o presente! Se a gente não mudar agora, o que vai ser do povo lá na frente?”.

Ao deixarmos os adultos decidirem os rumos do mundo, acabamos criando um ciclo em que crianças e adolescentes crescem pensando que não são levados a sério e que não podem fazer acontecer sozinhas e sozinhos. E, na verdade, podem criar, sim — e já estão criando — as mudanças positivas que querem ver no presente e, também, no futuro.

Estudante Maria Clara conversa com uma menina e um menino. Eles estão sentados no chãoCrédito: Criativos da Escola

Diante da inquietação de criar espaços de cocriação e de reconhecer que os estudantes são protagonistas, criativos, proativos e responsáveis, surge o Conselho Estudantil (Students’ Council) do Design For Change.

Um conselho global
O Conselho Estudantil é o ambiente para que crianças e adolescentes expressem seus pensamentos e opiniões sobre formas de promover o empoderamento de estudantes e as transformações ao redor do mundo. O grupo é formado por 11 estudantes de diferentes países com idades de 11 a 16 anos, e, pela primeira vez, tem uma estudante brasileira.

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Maria Clara dos Santos, 14 anos, de Itabira (MG), é integrante do projeto Fora da Bolha – premiado no Desafio Criativos da Escola de 2019 -, e foi escolhida para representar o Brasil no Students’ Council. “Ser a primeira brasileira a fazer parte do Conselho é um sentimento muito gostoso. Uma experiência única e muito bacana de conhecer outras pessoas de outros países e outras culturas. Estou com muitas expectativas!”, comemora a estudante do Colégio Municipal Professora Didi Andrade.

Junto com Maria Clara, meninas e meninos do Chile, Peru, Sérvia, Sudão, Espanha, Nigéria, Quênia, Estados Unidos, Uruguai e Israel se reunirão, virtualmente, ao longo de 2021 para as atividades do Conselho Estudantil. (Conheça demais integrantes do Students’ Council aqui)

Protagonismo plural
O grupo vai ajudar o movimento do Design For Change em uma mobilização internacional e diversa, a fim de mostrar que estudantes do mundo inteiro são, sim, capazes de transformar suas realidades agora. Para Maria Clara, essa pluralidade de vozes faz toda a diferença: “Acho importante ter o Conselho com estudantes de diferentes idades, diferentes países e culturas para que o DFC Global possa entender como a gente se sente.”

Com reuniões periódicas por vídeochamada, os conselheiros são informados sobre as ações do DFC e têm espaço para expressarem suas opiniões, questões e decisões. Assim, os estudantes têm papel fundamental de direcionar as estratégias da organização global no desenvolvimento de ações transformadoras.

Novas possibilidades para aprender
Com grandes conquistas, há também desafios. Para Maria Clara, as diferenças de idioma trazem certa dificuldade durante as reuniões do grupo. Porém, ela encara a questão como uma oportunidade: “Fiz amizades com outros integrantes do conselho e a gente conversa em inglês, isso está me ajudando muito. Também estou estudando bastante pra conseguir me comunicar com eles.”

Além de poder treinar seu inglês, a estudante vê sua participação no grupo como um grande aprendizado sobre a diversidade. Ela conta que tem a expectativa de conhecer mais sobre diferentes culturas e costumes entre os colegas, e também conhecer mais pessoas. “Acho que o mais importante de tudo pra mim é poder aproveitar essa experiência”, conclui.

* Publicado originalmente no Portal Criativos da Escola e reproduzido mediante autorização


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educação mão na massa, protagonismo jovem

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Iramaia Barbosa de Almeida

É imprescindível mesmo, mudanças de posturas, consciência e atitudes adultas e patrióticas. E isso terá mesmo que vir dos jovens. Nós adultos brasileiros, estamos impregnados por uma aculturação ,onde todos ainda se escondem atrás do brasileiro submisso, bonzinho e boa praça. É hora de mudança. Chega de levar tudo de forma irresponsável.
Num futuro bem distante , do qual não desfrutaremos, talvez haja uma luz para jovens e crianças brasileiros .