A imagem mostra uma professora e um aluno interagindo de forma amigável e engajada, ambos segurando tablets.
Crédito: rawpixel.com/Freepik

É difícil encontrar professores que não utilizem algum tipo de tecnologia em suas tarefas cotidianas. Quando se trata de profissionais voltados à educação bilíngue, fica ainda mais raro pensar naquele educador que consultava o dicionário impresso para procurar um sinônimo durante a aula. Ou mesmo naquela professora que demorava um bom tempo até encontrar o ponto da fita cassete para treinar uma pronúncia, cenas comuns para quem estudou inglês nos anos 1980 e 1990.

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A tecnologia traz dinamismo e proporciona uma série de facilidades que, em tempos analógicos, eram imagináveis ou demoradas de implementar. Além disso, atualmente, nem é preciso ter uma internet com altíssima velocidade para desfrutar de tais recursos.

Em Maracanaú, região metropolitana de Fortaleza (CE), o sinal pode até oscilar, mas a professora Gênesis Menezes, coordenadora bilíngue da Escola Genciano Guerreiro de Brito, não abre mão das ferramentas digitais para apoiar seus planejamentos de aulas para educadores. “Kahoot e Wordwall são dois aplicativos já incluídos no meu dia a dia”, conta.

Kahoot é uma plataforma de aprendizagem em jogos, com testes gratuitos de múltipla escolha sobre diversos assuntos. Já o Wordwall, também voltado para a gamificação, cria atividades personalizadas a partir de poucas palavras, como questionários e enquetes. Ambas as opções podem ser acessadas gratuitamente ou com funcionalidades extras na versão paga. Gênesis também recomenda o Plickers, outra plataforma gamificada e gratuita, para a criação de quizzes com perguntas e respostas. “Eu utilizo o Picklers em aulas avaliativas. É uma ferramenta muito interessante para avaliar sem a pressão de saber que está sendo avaliado.”

Além das recomendações da gestora, o Porvir consultou André Castelo Branco, assessor pedagógico da Wings – solução educacional para o ensino de língua inglesa pensada para os anos iniciais do ensino fundamental na rede pública de ensino –, para reunir mais ferramentas digitais que apoiarão sua aula. Confira as indicações:

Genially

Plataforma que permite a criação de infográficos, conteúdos interativos e mapas mentais, tornando as aulas mais interativas, com modelos já prontos para edição (tanto na versão gratuita quanto no site pago).

Education Center

A plataforma da Microsoft oferece uma série de funcionalidades para os professores, independentemente da disciplina. Inclui aplicativos para organização de materiais, preparação de aulas e exercícios. 

Evernote

Disponível para dispositivos iOS e Android, o aplicativo gratuito ajuda o professor a organizar suas aulas e a manter um acervo de materiais sempre à mão. Também oferece suporte para gravação de áudios e realização de pesquisas.

Conker.AI

O Conker é uma ferramenta online que utiliza IA (inteligência artificial) para auxiliar professores na criação de questionários personalizados e alinhados aos padrões educacionais. Seus recursos facilitam a criação, a avaliação e o acompanhamento do aprendizado dos alunos.

Write and Improve

Nesta ferramenta gratuita, criada em parceria com a Universidade de Cambridge, no Reino Unido, o estudante pode escrever um texto em Inglês e enviá-lo para o sistema. Em questão de minutos, a plataforma dá um retorno sobre aspectos como gramática, concordância e vocabulário.

Weekly

Também desenvolvida pela Universidade de Cambridge, esta ferramenta auxilia professores a elaborar planos de aula.

Cathoven

A Cathoven é uma plataforma educacional projetada para oferecer aprendizado de idiomas de forma interativa e personalizada. Combinando gamificação e recursos tecnológicos, permite que os alunos pratiquem habilidades linguísticas por meio de jogos, vídeos e outras ferramentas dinâmicas.

TeacherKit

Esse aplicativo apoia questões de gerenciamento de classe: com ele, o professor pode monitorar  faltas e presenças, além de atrasos, e ajuda a organizar o lançamento de notas.

Jornalista especializada em educomunicação, com estudos em mídia e cultura na América Latina. Trabalhou no Instituto Paulo Freire, onde aprofundou seu compromisso com a EJA e a educação em direitos humanos. No Porvir, escreve para todas as editorias....

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