Há 50 anos, morria o maior idealizador da escola pública brasileira - PORVIR

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Há 50 anos, morria o maior idealizador da escola pública brasileira

por Redação ilustração relógio 19 de março de 2021

Artigo da Deutsche Welle lembra os 50 anos da morte do educador, escritor e jurista Anísio Spínola Teixeira (1900-1971). Em 11 de março de 1971, Teixeira foi encontrado morto no fosso do elevador do prédio. Oficialmente, um acidente. O artigo ressalta, no entanto, que muitos acreditam que Teixeira tenha sido vítima da ditadura militar.

Defensor da educação universal, laica e gratuita para todos, os posicionamentos de Anísio incomodavam o regime ditatorial. Foi um dos signatários do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, de 1932, e um dos idealizadores da Universidade de Brasília – da qual seria reitor mas que, com o golpe de 1964, foi aposentado compulsoriamente pelos militares.

50 anos após sua morte, o legado de Anísio ainda é visível na educação brasileira. “A ideia de uma escola pública, laica, gratuita e de qualidade para todos é talvez a mais lembrada, mas seu legado é ainda mais amplo. Não é possível discutir educação integral sem recorrer aos escritos de Anísio, que influenciaram as primeiras experiências no país”, afirma o ex-secretário de Educação de São Paulo Alexandre Schneider, presidente do Instituto Singularidades e pesquisador da Universidade de Columbia e da Fundação Getúlio Vargas.

Nos anos 1930, quando atuava como secretário de Educação do Rio de Janeiro, Teixeira tornou-se um dos 26 autores do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova – considerado um marco inaugural da organização do ensino brasileiro, ao definir premissas que resultariam em um plano nacional de educação e princípios de gratuidade, universalidade, obrigatoriedade e laicidade.

Anísio teve influência também na criação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação e seu pensamento segue presente em sua versão mais atual, sancionada em 1996 − redigida com grande participação do educador Darcy Ribeiro (1922-1997), que era próximo de Teixeira.


Leia a matéria original em Deutsche Welle

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