Alunos de ensino médio técnico têm mais chances de emprego, mostra pesquisa
Crédito: EBC

Em busca de qualificação profissional, muitos jovens optam por cursar o ensino médio técnico para garantir uma boa posição no mercado de trabalho. Inclusive, a meta 11 do Plano Nacional de Educação estipula triplicar as matrículas na educação profissional de nível médio, com a proposta de expandir, ao menos, em 50% os números atuais.

A despeito da crescente procura (um aumento de 17% nos últimos sete anos), apenas 8% dos estudantes brasileiros estão nessa modalidade de ensino, sendo que, na União Europeia, o número chega a 40%.


Nome do estudo: “Indicadores de Qualidade do Egresso do Ensino Técnico”

Quem fez? Encomendado pelo Itaú Educação e Trabalho e realizado por pesquisadores do Insper, Sergio Firpo e Alysson Portella.

Data de publicação: janeiro de 2022


Conclusões:

O estudo “Indicadores de Qualidade do Egresso do Ensino Técnico”, encomendado pelo Itaú Educação e Trabalho e realizado pelos pesquisadores Sergio Firpo e Alysson Portella, do Insper, mostra que os egressos da EPT (Educação Profissional e Tecnológica) contam com melhores indicadores em relação aos que cursaram apenas o ensino médio ou não completaram o ensino superior.  Contam, porém, com o pior ganho salarial em relação a quem completou o ensino superior.

“Com esse estudo, vimos que o ensino técnico tem inúmeras vantagens e é uma porta de entrada também para o ensino superior. O objetivo foi o de criar indicadores que possam ser usados para a avaliação dos egressos do ensino técnico e para pautar a agenda pública. Com este levantamento, podemos mostrar a trajetória do egresso de educação técnica no mundo do trabalho e, assim, colaborar com as políticas públicas que podem melhorar a relação desses jovens com o setor produtivo”, afirma a gerente de Gestão de Conhecimento do Itaú Educação e Trabalho, Carla Christine Chiamareli.


Clique aqui para baixar o estudo.


Metodologia:

Com base em dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) e PNAD contínua, com amostra para jovens de 18 a 29 anos, foram elencados cinco indicadores para se chegar a um índice de qualidade de presença no mundo do trabalho, que mensuraram a qualidade da Educação Profissional e Tecnológica em relação ao ensino médio e o ensino superior. São eles:
1. Participação na força de trabalho (se busca ou não);
2. Ocupação (se está ocupado ou desempregado);
3. Trabalho formal ou empregador ou contribuinte do INSS;
4. Salário (se recebe três salários-mínimos ou mais);
5. Intensidade de tarefas de rotina (RTI), que avalia a possibilidade de uma atividade do trabalhador ser substituída por uma máquina considerando o atual cenário e as mudanças em curso devido às novas tecnologias.
A escolha pela faixa etária entre 18 a 29 anos é pelo fato de ser o grupo com a formação escolar mais recente.

Pontos para o debate:

  • Quem conclui o ensino profissional tem vantagem sobre quem tem só ensino médio e sobre quem tem ensino superior incompleto. “Esse índice mostra que o profissional ganha ao adquirir uma competência que vai permitir a ele um ingresso rápido no mercado de trabalho e com mais qualidade”, diz o economista Sergio Firpo.
  • “Com o Novo Ensino Médio, a ideia é que os jovens possam adquirir habilidades e competências gerais, além de técnicas, que eles possam usar nos mais diversos setores, pois o mundo do trabalho está em constante transformação”, afirma o pesquisador.
  • A transição para o ensino superior também é maior entre os que cursaram o ensino técnico do que do que os que fizeram apenas o ensino médio. “O jovem que faz a EPT pode seguir cursando o ensino superior e se aperfeiçoando na carreira que vai querer seguir. É importante que todos os jovens consigam sair do ensino técnico com competências e habilidades para o mundo do trabalho”, reforça Carla Christine Chiamareli.

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1 Comment

  1. PROJETO : PREVENIR , EDUCAR , RECICLAR , técnico com habilitação plena explorado em suas atribuições e competências .

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