Indicadores de qualidade de estudantes egressos do ensino técnico - PORVIR
Crédito: EBC

Inovações em Educação

Indicadores de qualidade de estudantes egressos do ensino técnico

Estudo realizado pelo Insper aponta: estudantes da educação técnica adquirem competências que, entre outros pontos, facilitam sua entrada no mercado de trabalho

por Redação ilustração relógio 31 de janeiro de 2022

Em busca de qualificação profissional, muitos jovens optam por cursar o ensino médio técnico para garantir uma boa posição no mercado de trabalho. Inclusive, a meta 11 do Plano Nacional de Educação estipula triplicar as matrículas na educação profissional de nível médio, com a proposta de expandir, ao menos, em 50% os números atuais.

A despeito da crescente procura (um aumento de 17% nos últimos sete anos), apenas 8% dos estudantes brasileiros estão nessa modalidade de ensino, sendo que, na União Europeia, o número chega a 40%.


Nome do estudo: “Indicadores de Qualidade do Egresso do Ensino Técnico”

Quem fez? Encomendado pelo Itaú Educação e Trabalho e realizado por pesquisadores do Insper, Sergio Firpo e Alysson Portella.

Data de publicação: janeiro de 2022


Conclusões:

O estudo “Indicadores de Qualidade do Egresso do Ensino Técnico”, encomendado pelo Itaú Educação e Trabalho e realizado pelos pesquisadores Sergio Firpo e Alysson Portella, do Insper, mostra que os egressos da EPT (Educação Profissional e Tecnológica) contam com melhores indicadores em relação aos que cursaram apenas o ensino médio ou não completaram o ensino superior.  Contam, porém, com o pior ganho salarial em relação a quem completou o ensino superior.

“Com esse estudo, vimos que o ensino técnico tem inúmeras vantagens e é uma porta de entrada também para o ensino superior. O objetivo foi o de criar indicadores que possam ser usados para a avaliação dos egressos do ensino técnico e para pautar a agenda pública. Com este levantamento, podemos mostrar a trajetória do egresso de educação técnica no mundo do trabalho e, assim, colaborar com as políticas públicas que podem melhorar a relação desses jovens com o setor produtivo”, afirma a gerente de Gestão de Conhecimento do Itaú Educação e Trabalho, Carla Christine Chiamareli.


Clique aqui para baixar o estudo.


Metodologia:

Com base em dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) e PNAD contínua, com amostra para jovens de 18 a 29 anos, foram elencados cinco indicadores para se chegar a um índice de qualidade de presença no mundo do trabalho, que mensuraram a qualidade da Educação Profissional e Tecnológica em relação ao ensino médio e o ensino superior. São eles:
1. Participação na força de trabalho (se busca ou não);
2. Ocupação (se está ocupado ou desempregado);
3. Trabalho formal ou empregador ou contribuinte do INSS;
4. Salário (se recebe três salários-mínimos ou mais);
5. Intensidade de tarefas de rotina (RTI), que avalia a possibilidade de uma atividade do trabalhador ser substituída por uma máquina considerando o atual cenário e as mudanças em curso devido às novas tecnologias.
A escolha pela faixa etária entre 18 a 29 anos é pelo fato de ser o grupo com a formação escolar mais recente.

Pontos para o debate:

  • Quem conclui o ensino profissional tem vantagem sobre quem tem só ensino médio e sobre quem tem ensino superior incompleto. “Esse índice mostra que o profissional ganha ao adquirir uma competência que vai permitir a ele um ingresso rápido no mercado de trabalho e com mais qualidade”, diz o economista Sergio Firpo.
  • “Com o Novo Ensino Médio, a ideia é que os jovens possam adquirir habilidades e competências gerais, além de técnicas, que eles possam usar nos mais diversos setores, pois o mundo do trabalho está em constante transformação”, afirma o pesquisador.
  • A transição para o ensino superior também é maior entre os que cursaram o ensino técnico do que do que os que fizeram apenas o ensino médio. “O jovem que faz a EPT pode seguir cursando o ensino superior e se aperfeiçoando na carreira que vai querer seguir. É importante que todos os jovens consigam sair do ensino técnico com competências e habilidades para o mundo do trabalho”, reforça Carla Christine Chiamareli.

TAGS

educação profissional, ensino médio, estudos e evidências, novo ensino médio, pesquisas

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