Pandemia e ensino remoto impulsionam crescimento de edtechs - PORVIR
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Coronavírus

Pandemia e ensino remoto impulsionam crescimento de edtechs

Mapeamento feito pelo CIEB em parceria com a ABStartups mostra que em 2020 o faturamento de edtechs no Brasil cresceu em relação ao ano anterior

Parceria com CIEB

por Ruam Oliveira ilustração relógio 19 de abril de 2021

O ramo das edtechs, empresas que adotam a tecnologia como facilitadora de processos de aprendizagem e melhoria dos sistemas educacionais, cresceu durante o período da pandemia de Covid-19, apesar da crise econômica que atingiu a economia brasileira. Entre 2019 e 2020, o número de negócios desse tipo avançou 26%, para 566.

Este cenário está amparado no aumento da demanda de ensino remoto e uso de tecnologias digitais nos contextos de educação. Segundo o Mapeamento de EdTechs 2020, 208 edtechs apontaram que o faturamento ficou igual ou superior ao ano passado e 90% dessas empresas não precisaram realizar cortes em seu quadro de funcionários.

Em sua maioria, as edtechs estão concentradas no sudeste, sendo São Paulo a cidade com o maior número delas.

Tanto escolas de ensino básico quanto de ensino superior e até mesmo instituições que promovem cursos preparatórios e de educação corporativa  passaram a ter maior contato com edtechs, sendo comercializadas no segmento de “Sorftware como Serviço” (ou SAS, software as a service, como é conhecido em inglês).

Nem tudo são flores

O mapeamento mostrou, por outro lado, que as edtechs ainda não chegaram a todos os setores, em especial ao setor público. Apenas 13% das empresas que participaram do estudo conseguiram vender ou prestar serviço para as redes públicas de ensino.

Em conjunto com o estudo “Como o mercado de tecnologias educacionais se relaciona com a rede pública de ensino”, produzido pelo CIEB, desta vez com o Plano CDE, a instituição indica que uma das maiores dificuldades encontradas nesse setor é a morosidade e complexidade encontradas nos processos de compra da rede pública.

“Secretarias e órgãos da administração pública estadual e municipal que tiveram avanços nas compras públicas de tecnologias educacionais nos últimos anos só alcançaram tais feitos por construírem um cenário institucional onde existiam, concomitantemente, três fatores”, aponta Thalles Gomes, coordenador jurídico e de parcerias públicas do CIEB.

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Os fatores elencados por Gomes são: previsão orçamentária e decisão política clara; a existência de uma equipe multissetorial engajada e capacitada e aquisição de infraestrutura necessária para o uso dessas tecnologias educacionais por alunos e professores.

Uma possibilidade apontada para mudar esse cenário, é tornar regras de processos de compra aptas a abarcar as edtechs, que são startups e podem variar o modelo de trabalho encontrado em empresas tradicionais com quem o setor público está acostumado a trabalhar.

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coronavírus, ensino híbrido, tecnologias

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