Professora trabalha pensamento computacional com crianças de até 7 anos - PORVIR
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Diário de Inovações

Professora trabalha pensamento computacional com crianças de até 7 anos

Como uma forma de ensinar conteúdos e questões sociais, projeto propõe atividades com tecnologias para crianças a partir do maternal

por Cláudia Elizabeth Souza De Morais ilustração relógio 26 de outubro de 2016

Em países desenvolvidos, o ensino do pensamento computacional e da programação já faz parte do currículo das escolas. Depois que tivemos palestras aqui na escola Algodão Doce, em Belo Horizonte, eu introduzi no currículo o ensino do pensamento computacional a partir do Maternal 3.

Antes, as atividades de cada idade eram uma vivência do que já estava programado. A partir de 2015, nós começamos a fazer testes com algumas turmas e percebemos que as crianças melhoraram muito e já apresentavam um entendimento mais rápido das dinâmicas das aulas. Por isso, em 2016, fiz um planejamento e comecei a trabalhar novas tecnologias com alunos bem pequenos, a partir dos três anos.

Assim como nas aulas de música, artes ou educação física, nós temos um horário semanal onde cada turma tem um contato maior com a tecnologia e dispositivos programáveis.

No contato com a tecnologia, as pessoas aprendem, além de conceitos matemáticos e de lógica, estratégias para resolução de problemas, elaboração de projetos e comunicação de ideias

Nos primeiros anos, quando as crianças são menores, o objetivo é estimular a criação do pensamento computacional. Essa competência é desenvolvida na interação dos alunos com o meio físico e social, para que eles se tornem habilitados não só no ambiente de trabalho como também para participarem efetivamente deste mundo digital.

Nós também trabalhamos conteúdos como esquerda/direita, contagem termo a termo, letras e números, sequência matemática, assim como a questão de ganhar e perder.

Acervo Pessoal

Já os alunos mais velhos, a partir dos sete anos, começam a aprender programação. Nesse contato com a tecnologia, as pessoas aprendem, além de conceitos matemáticos e de lógica, estratégias para resolução de problemas, elaboração de projetos e comunicação de ideias.

Para que tudo isso seja possível, nós usamos tablets, um robô programável que parece um abelha chamado Beebots, o kinect e outras ferramentas. O uso dessas tecnologias, juntamente a estímulos adequados, favoreceu o desenvolvimento cognitivo e motor das crianças. Elas não têm indisciplina nem desinteresse, porque é tudo muito colorido, dinâmico e interativo.

Acervo Pessoal

Como coordenadora do projeto TIC – Tecnologia de Informação e Comunicação, eu tenho horários que trabalho em salas de aula com os alunos, e outros que trabalho com orientação das professoras. Aqui na escola, o TIC não se resume a usar tecnologias nas aulas com as crianças. Nós usamos também no processo de comunicação com os pais e entre pessoas da equipe mesmo.

Eu e as professoras já percebemos uma maior autonomia das crianças. Elas conseguem levar adiante ações que tenham uma finalidade, como atividades e jogos, além de formularem questões mais elaboradas, trabalharem diante de um problema, desenvolverem estratégias, criarem ou mudar regras de jogos, revisar o que fizeram e discutir entre pares as diferentes propostas. Agora, a gente não precisa ajudar tanto e elas estão mais seguras de si. O melhor de tudo é que elas não se importam de errar e tentar de novo.


Cláudia Elizabeth Souza De Morais

Sou professora há mais de 20 anos e estive em sala de aula com turmas da educação infantil - do maternal 1 ao 2º período. Hoje, além de fazer parte da coordenação pedagógica da escola Algodão Doce, em Belo Horizonte (MG), desenvolvo em sala de aula, o projeto TIC - Tecnologia de Informação e Comunicação com crianças de 3 a 7 anos.  

TAGS

aprendizagem colaborativa, educação infantil, ensino fundamental, programação, tecnologia

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Leandro Zanolla
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Leandro Zanolla

Olá professora, estou realizando uma dissertação de mestrado, que tem como enfoque exatamente o que você vem aplicando com seus alunos, poderia partilhar mais do que é feito com eles, digo de material, autores, etc… gostaria muito de ter acesso a este feito que pra mim é épico. qualquer coisa pesquise meu perfil no Facebook podemos conversar Leandro Zanolla UMESP

Cláudia Morais
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Cláudia Morais

Estou à disposição Leandro. Meu e-mail é claudiaad17@gmail.com

Ruth Espínola Soriano DeMello
Visitante
Ruth Espínola Soriano DeMello

Muito interessante!. Tenho trabalho esse tema em debates em sala com alunos universitários da PUC-Rio. E estou precisando de artigos e casos internacionais que fundamentem essa orientação de antecipar e democratizar a lógica da programação para crianças.. . Teria como indicar algo?

LAIS DE RAMOS RECHINELI
Visitante
LAIS DE RAMOS RECHINELI

Boa tarde. Parabéns pela ideia. As duas imagens do artigo são bem sugestivas. Poderia descrever as atividades realizadas? Sou professora de Educação Infantil e adoraria propôr para os meus pequeninos ou adapata-las para eles.
Grata