Uma em cada 10 crianças entre 10 e 15 anos na Grã-Bretanha costuma se sentir solitária, de acordo com as primeiras estatísticas oficiais sobre a solidão infantil. As crianças que ganhavam refeições escolares gratuitas, viviam em áreas urbanas, relatavam baixa satisfação com sua saúde ou com relacionamentos com amigos e familiares e eram mais propensas a se sentirem sozinhas, segundo a análise do Instituto Nacional de Estatística (ONS).

Constatou-se que a solidão foi mais prevalente entre as crianças menores, com idades entre 10 e 12 anos (14%), do que as crianças mais velhas, com idades entre 13 e 15 anos (8,6%). Muitos dos gatilhos de solidão identificados na pesquisa, tanto qualitativa quanto quantitativa, estão relacionados ao ambiente escolar.

O ONS descobriu que 27,5% das crianças que recebiam refeições escolares gratuitas disseram que muitas vezes eram solitárias, em comparação com 5,5% das que não recebiam refeições escolares, um diferencial sugerido que poderia ser explicado por uma combinação de privação e estigma social.

Outros fatores para a solidão incluem isolamento e exclusão, abordagens para apoiar crianças com deficiências – por exemplo, ter que ter alguém com elas em todos os momentos – e bullying

É diretor e editor do Porvir e faz parte da equipe desde 2014. Nesse tempo, já produziu séries sobre formação de professores e guias multimídia sobre temas como educação socioemocional, tecnologia, participação estudantil e aprendizagem prática....

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