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Como Inovar

4 dicas para engajar e acolher os estudantes na volta às aulas

Porvir reuniu algumas ferramentas e técnicas de facilitação de grupos que podem ser usadas na sala de aula para incentivar o compartilhamento de ideias

por Redação 25 de julho de 2017

Após um período do recesso, estudantes voltam cheios de energia para escola. Apesar dos ânimos renovados, também tendem a ficar dispersos e pouco engajados com a rotina escolar. Mas como atrair a atenção deles e transformar a volta às aulas em um momento acolhedor? Para auxiliar professores que estão em busca de estratégias inovadoras para o início do segundo semestre letivo, o Porvir reuniu algumas dicas de ferramentas e técnicas de facilitação de grupos que fortalecem o diálogo e a cooperação entre crianças e adolescentes. Confira:

World Café
Que tal estimular a criatividade de crianças e adolescentes por meio da interação? Com a metodologia World Café, os educadores podem aproveitar o período de volta às aulas para planejar um tempo de diálogo e compartilhamento de ideias.

Criada por Juanita Brown e David Isaacs, a técnica pode ser aplicada em diferentes contextos para criar um espaço acolhedor de diálogo. Em geral, os participantes se dividem em pequenos grupos e conversam em torno de um tema central. Durante esse processo, as pessoas trocam de mesa em diferentes rodadas de conversa, promovendo a troca de ideias e a construção coletiva do conhecimento.

Incorporada ao ambiente escolar, essa metodologia pode ser usada como uma atividade de diálogo coletivo para saber quais são os interesses e expectativas dos estudantes para o próximo semestre letivo. Em diferentes rodadas de conversa, eles podem debater as seguintes questões: Quais conhecimentos e habilidades vamos desenvolver? O que não pode faltar durante as aulas? Como podemos aprender tudo isso de uma forma divertida?

Saiba como organizar um World Café: http://www.theworldcafe.com/wp-content/uploads/2015/07/World_Cafe_Para_Viagem.pdf.

Open Space
Outra ferramenta para estimular o diálogo no retorno do recesso escolar, a metodologia Open Space conta com o envolvimento dos próprios participantes para listar e organizar a discussão de diferentes temas.

Iniciada por Harrison Owen, a metodologia organiza encontros sem uma agenda previamente pactuada. A partir daí, os envolvidos definem seus temas de interesse e montam diferentes rodas de conversa simultâneas. Cada participante permanece em um grupo enquanto ainda tiver interesse e estiver contribuindo com a discussão.

Trazendo essa metodologia para o contexto escolar, os professores podem aproveitar o início do segundo semestre letivo para fazer um momento de debate e reflexão sobre temas considerados importantes pelos alunos.

Descubra como trabalhar a metodologia Open Space com os estudantes: http://openspaceworld.org/wp2.

Jogos cooperativos
Para quem procura uma atividade dinâmica capaz de melhorar o relacionamento entre a turma, os jogos cooperativos podem ser uma boa opção de trabalho. Com processos que incentivam a empatia, a colaboração e a participação, eles trazem boas possibilidades de aplicação pedagógica para sensibilizar os estudantes na volta às aulas.

Apesar da proposta de usar jogos cooperativos ter surgido há milhares de anos, o pesquisador canadense Terry Orlick é uma das principais referências mundiais sobre tema. Em uma lógica diferente da competição, essa técnica prevê que todos os participantes devem trabalhar em equipe para alcançar resultados.

Como uma estratégia de socialização, os professores podem fazer inúmeras dinâmicas, como a construção de uma caixa de presente recheada de valores positivos, a montagem coletiva de uma trilha de dominós ou até mesmo a produção de autorretratos que estimulam a percepção das diferenças.

Conheça algumas sugestões jogos cooperativos: http://jogoscooperativos.com.br/jogos.php.

Design Thinking
Nada melhor do que começar o semestre letivo com um desafio. Com conexão com o ambiente escolar, o design thinking é uma abordagem que permite buscar a solução de problemas da escola de forma coletiva e inovadora.

Aplicada em diferentes áreas, de processos criativos a negócios, a técnica costuma ser dividida em cinco etapas: identificação, definição, ideação, prototipação e teste. Em cada uma delas, os participantes trabalham em grupo para buscar um novo olhar capaz de resolver problemas complexos.

No período de volta às aulas, os professores podem organizar a turma em grupos para trabalhar com a abordagem do design thinking em prol da solução de problemas da escola. As demandas apresentadas pelos estudantes podem se transformar em um projeto integrado entre diferentes disciplinas.

Veja estratégias para aplicar o design thinking na sala de aula: http://www.dtparaeducadores.org.br/site/sobre-o-material.