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Inovações em Educação

Alunos preferem recorrer ao Google do que a professores

Pesquisa mostra que estudantes entre 6 e 15 anos perguntam primeiro ao buscador quando têm dúvidas

por Redação ilustração relógio 25 de abril de 2012

Quando o assunto é a quem perguntar, a opção mais procurada pelas crianças britânicas não é o pai ou a mãe, tampouco os seus professores, e sim o Google. É o que comprova uma pesquisa realizada no Reino Unido, que mostrou que 54% das crianças entre 6 e 15 anos recorrem primeiro ao buscador quando têm alguma questão.

No ranking de procura, os pais ficaram com o segundo lugar: 26% das crianças os procuram. Em último, os professores, que têm apenas 3% de preferência.

Ainda segundo o estudo, mais de um terço das crianças (34%) acreditam que seus pais não são capazes de ajudar na realização de suas tarefas escolares. E mais de um em cada dez (14%) não considera seus pais inteligentes. O estudo ouviu 500 meninos e meninas.

A pesquisa foi realizada pela Birmingham Science City, uma associação dedicada à ciência e tecnologia formada pelo governo britânico e entidades privadas.

A diretora da entidade, Pam Waddell, explica que “não é necessariamente algo ruim o fato de as crianças recorrerem primeiro ao Google. Isso demonstra a que ponto a tecnologia digital é familiar às crianças de hoje e como elas a estão usando”, afirma. Saiba mais sobre o estudo aqui (em inglês).

Será que o Google supre corretamente a necessidade das crianças? E mais, será que os pais estão preparados para tirar as dúvidas dos filhos? Deixe sua opinião nos comentários ou acompanhe a repercussão no Facebook.


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Douglas

O lado positivo desses dados é a independência que recursos como o Google permitiram aos alunos que agora são mais autônomos e tem essa ferramenta como via para o necessário momento de estudo individual e pesquisa. Infelizmente, verifica-se como negativo o quão fraca tornou-se a relação aluno-professor que tem feito os estudantes evitarem seus professores, seja por (i) medo/vergonha de exposição diante da sala, (ii) descrença no que é lecionado pelo docente (iii) falta de incentivo do professor para a saudável discussão entre alunos das dúvidas, etc., entre outros motivos. Se essas ferramentas ‘modernas’ tiverem suprindo totalmente o papel do professor, estamos verificando a constatação do fracasso da atividade docente de exortar o aluno ao questionamento e reflexão numa condição coletiva, junto aos colegas em sala de aula e direcionada pelo professor, situação que só possível presencial e não virtualmente.

Leonardo Stravalli

O Google classifica seus resultados de busca colocando os sites mais acessados primeiro, o que para algumas pessoas já seria uma comprovação de credibilidade da informação. Entretanto, estes que pensam deste jeito podem se perder no seu “bom senso” ora falho, principalmente, pela imaturidade do público da pesquisa. Afinal, o mesmo povo que escolhe em quê clicar primeiro, pode ser o que é também a favor da pena de morte.
Além disso, geram uma perda importante no convívio familiar, já tão reduzido pelas necessidades modernas, onde os pais já quase não possuem tempo para conhecerem seus próprios filhos.
O Google é, sem dúvida uma fonte imensa de informações, mas transformar isso num primeiro contato para se esclarecer sobre determinados assuntos, na minha opinião, pode ser um tiro no próprio pé.

Ediberto

Meu Netinho tinha um ano e meio… quando viu a famosa logo na tela e falou: guugol. Essa geraçāo que está chegando é a mais inteligente que já nasceu na Terra. Se nāo desempenharmos nosso papel de debatermos e mostrarmos a informação correta, poderemos estar prejudicando essas crianças, que nāo possuem maturidade e conhecimento suficiente para checar a veracidade das informações. Concordo com o Leonardo em relaçāo ao fato de que estar na primeira página, nāo garante a veracidade da informaçāo.

Agora, um ponto que me preocupa é o seguinte: trabalho numa escola pública e muitos de meus alunos (12/15 anos)estāo tendo contato com o computador agora.

Tenho a clareza que nenhum computador substituirá o papel do professor e que nós pais precisamos ter uma atuaçāo mais efetiva, pois nossas crianças e adolescentes estão à deriva neste mar de informações.

Socorro Vasconcelos

Curioso!! mas, quem foi que postou/pesquisou/desenvolveu/escreveu/criou.. a informação buscada no google.?..não foi um professor, médico, pedagogo, pai ou mãe…?

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