TECNOLOGIA
NA EDUCAÇÃO

Recomendações e experiências para transformar a maneira como se ensina e aprende a partir do uso de ferramentas digitais

POR QUE a tecnologia hoje é cada vez mais importante na educação?

Quais são os principais RECURSOS tecnológicos usados para ensinar e aprender?

Como criar a INFRAESTRUTURA necessária para usar tecnologia nas escolas?

Quais exemplos de aplicação da tecnologia NA PRÁTICA são inspiradores?

O que está POR VIR em tecnologia para a educação?

POR QUE a tecnologia é cada vez mais importante na educação?

Novas ferramentas tecnológicas têm potencial para promover a equidade e qualidade na educação, além de aproximar a escola do universo do aluno.

"A tecnologia está mudando a forma como produzimos, consumimos, nos relacionamos e, até mesmo, como exercemos a nossa cidadania. Agora é a vez de transformar também a maneira como aprendemos e ensinamos..."

Transcrição do vídeo

Para ajudar gestores e educadores a garantirem o acesso a recursos educacionais interativos a todos os alunos brasileiros, o Porvir produziu este especial com recomendações e experiências sobre o tema. O material foi produzido a partir dos documentos Inovações Tecnológicas na Educação: Contribuições para Gestores Públicos, elaborado pelo Movimento Todos Pela Educação e o Inspirare, e Conectividade nas escolas públicas brasileiras, realizado pelo Porvir/Inspirare e a Fundação Lemann, com apoio do Instituto de Tecnologia & Sociedade do Rio (ITS) e da rede Nossas Cidades. As recomendações para a rede pública listadas ao longo deste site são resultado de debates do encontro Série de Diálogos O Futuro se Aprende sobre conectividade, que reuniu profissionais especializados em educação, tecnologia, financiamento e compra de equipamentos, mobilização social, leis e regulação.

<:> Recomendações para mobilização por conectividade

A mobilização por internet rápida nas escolas deve ter uma mensagem simples, direta e fácil de ser comunicada, que traduza os anseios dos alunos para políticos e tomadores de decisão.

É preciso divulgar os bons exemplos de práticas e resultados de aprendizagem para sensibilizar o governo, a comunidade escolar e a sociedade sobre a importância do uso da tecnologia nas escolas.

O desenvolvimento de estudos e uso dados que avaliem o impacto do uso da tecnologia na educação devem ser estimulados nas universidades e centros de pesquisas.

Ver mais recomendações

Histórico

Desde a invenção do quadro negro, passando pela chegada do projetor de transparências, da fotocopiadora e do videocassete, o foco da tecnologia em sala de aula vinha sendo a apresentação da informação. No século 21, em razão da disseminação de computadores e de programas interativos, o desafio agora é outro: como acessar a informação.

Veja abaixo uma linha do tempo com as principais tecnologias já criadas para a sala de aula e as políticas públicas implantadas no Brasil para acompanhar essas inovações:
(Fontes: The New York Times / Edudemic / Slate / MEC)

MACROTENDÊNCIAS

Democratização do saber
Automatização de processos
Informática na educação e inclusão digital nas escolas
O conhecimento nas mãos do usuário

Selecione o período:

1400 – 1900
1900 – 1970
1970 – 2000
2000 - 2015
Inovação
1440

Imprensa: conhecimento disseminado

O alemão Johannes Gutenberg cria a prensa de tipo móvel com caracteres usados na escrita manual e inicia a impressão que temos hoje. Surge um mercado editorial e autores clássicos chegam às mãos de mais leitores.

Inovação
1800

Lousa: educação mais visual

James Pillans, diretor da Escola Superior de Edimburgo (Escócia), uniu placas de ardósia para mostrar mapas na aula de geografia.

Inovação
1876

Mimeógrafo: o bisavô da fotocopiadora

O empresário americano Thomas Edison recebe a patente do equipamento que faz cópias com ajuda de uma manivela e usa álcool e um papel chamado estêncil.

Inovação
1950

Retroprojetor: aulas mais rápidas

Usado para treinar militares na 2ª Guerra, o equipamento ajuda professores a escrever suas lições antes da aula, sem ter que preencher diversas lousas.

Inovação
1950

Laboratório de línguas: aprendizado por repetição

Escolas nos EUA começam a instalar cabines individuais com fones de ouvido e fitas com aulas pré-gravadas.

Inovação
1957

Máquina de ensinar: gabarito instantâneo

Dispositivo do psicólogo americano Burrhus Skinner permitia ao aluno progredir no seu próprio ritmo e tinha como intenção liberar o professor para debater os conteúdos.

Inovação
1959

Fotocopiadora: cópias automáticas

A invenção da Xerox gradualmente substituiu o mimeógrafo e outros equipamentos semelhantes, diminuindo a sujeira e economizando tempo.

Inovação
1960

Liquid Paper: segunda chance

Uma secretaria cansada de cometer erros criou a fórmula da tinta corretiva na cozinha de sua casa.

Inovação
1967

Calculadora portátil: resultados na mão

Engenheiros da Texas Instrument reduziram as calculadoras que antes eram objetos de mesa a equipamentos que cabem na palma da mão.

Inovação
1971

Computador: primeiro passo

Brasil discute o uso de computadores para o ensino de física, em seminário promovido pela Universidade Federal de São Carlos (SP), com a presença de especialistas americanos.

Política Pública
1973

Computador chega à UFRJ: primeiros simulados

Informática começa a ser usada como tecnologia educacional para a avaliação. Alunos de química fazem simulados.

Política Pública
1973

Computador chega à UFRGS: avaliação digital

Primeiro estudo utilizava terminais de teletipo em simulado de física para alunos do curso de graduação. O software Siscai era usado para a avaliação de alunos de pós em educação.

Política Pública
1975

Unicamp faz parceria com EUA: software para crianças

Universidade recebe Seymour Papert e Marvin Minsky para ações de cooperação técnica e investigação do uso de computadores com linguagem LOGO na educação infantil.

Política Pública
1978

Telecurso: aulas na TV

Programa de videoaulas começa com conteúdos para o ensino médio e, mais tarde, avança para o fundamental e para a população que não havia concluído os estudos.

Política Pública
1979

SEI: criação de ecossistema

Governo lança a Secretaria Especial de Informática com o objetivo de desenvolver as atividades apoiadas pelo computador.

Política Pública
1979

SEI: criação de ecossistema

Governo lança a Secretaria Especial de Informática com o objetivo de desenvolver atividades apoiadas pelo computador.

Política Pública
1981

Documento "Subsídios para a Implantação do Programa Nacional de Informática na Educação": regras de atuação

Governo recomenda que as iniciativas nacionais devem estar centradas nas universidades e não diretamente nas secretarias de educação.

Política Pública
1983

NIED: base de estudos

Unicamp cria o Núcleo Interdisciplinar de Informática Aplicada à Educação.

Política Pública
1984

Projeto EDUCOM: criação de base científica

Governo fomenta a criação de núcleos interdisciplinares de pesquisa e formação de recursos humanos nas universidades federais.

Inovação
1985

CD-ROM: enciclopédias em um disco

Um único disco armazenava uma coleção inteira de enciclopédias, além de trazer recursos multimídia como vídeos e fotos.

Inovação
1985

Calculadora gráfica: gráficos na hora

Facilitou a resolução de equações.

Política Pública
1987

Projeto Formar

Iniciativa de formação de profissionais para atuar nos diversos centros de informática educativa dos sistemas estaduais e municipais de educação.

Política Pública
1989

PRONINFE (Programa Nacional de Informática na Educação): informática no sistema público

Governo lança o Programa Nacional de Informática na Educação com o objetivo de desenvolver a informática educativa e seu uso nos sistemas públicos de ensino.

Inovação
1989

World Wide Web (www) - início da internet

O britânico Tim Berners Lee cria o sistema que utiliza o hipertexto para funcionar na Internet e é usado para ligar páginas web e transferir dados.

Política Pública
1995

PDDE (Programa Dinheiro Direto na Escola): reforço financeiro

Ajuda financeira às escolas públicas da educação básica das redes estaduais, municipais e do DF e às privadas de educação especial mantidas por entidades sem fins lucrativos.

Política Pública
1996

TV Escola - aperfeiçoamento à distância

Canal de televisão do MEC começa a capacitar e atualizar educadores da rede pública.

Política Pública
1997

Proinfo: equipando escolas

Governo cria o Programa Nacional de Tecnologia Educacional para fomentar o uso pedagógico de ferramentas digitais na rede pública de ensino fundamental e médio.

Inovação
1999

Lousa interativa: aula multimídia

O modelo tradicional ganha um concorrente com computador e tela sensível ao toque.

Inovação
2004

Facebook: a rede social

Os americanos Mark Zuckerberg, Dustin Moskovitz e Chris Hughes e o brasileiro Eduardo Saverin criam a rede social na Universidade de Harvard.

Inovação
2004

YouTube: popularização dos vídeos

Site abre espaço para que educadores compartilhem conteúdo, incluindo o Khan Academy, com estudantes do mundo todo.

Inovação
2006

Laptop XO - computador de US$ 100

Estrela do programa “Um Computador por Aluno”, custava US$ 100 e era distribuído gratuitamente por governos para crianças, inclusive no Brasil.

Política Pública
2008

PBLE - (Programa Banda Larga nas Escolas) - escolas conectadas

Programa para conectar todas as escolas públicas urbanas à internet e incrementar o ensino público.

Inovação
2007 - 2015

Smartphones e Tablets: aprendizado móvel

Dispositivos móveis permitem a interação, produção e consumo de material de fotos, textos e vídeos em tempo real.

Política Pública
2010

PROUCA (Programa Um Computador por Aluno): alunos conectados

Projeto que destina a cada aluno um pequeno computador com material didático digital que pode ser levado para casa e trazido às aulas.

Inovação
Hoje

Aplicativos: aula personalizada

Aplicativos permitem estudar a qualquer hora e em qualquer lugar, de acordo com o ritmo do aluno. Dados medem desempenho individual e traçam planos específicos de aula.

Quais são os melhores RECURSOS TECNOLÓGICOS para educação?

Conheça diferentes tipos de ferramentas digitais para facilitar o trabalho do professor e melhorar a experiência do aluno.

Animações / Jogos / Simuladores / Videoaulas / Outros

OBJETOS DIGITAIS
DE APRENDIZAGEM

OBJETOS DIGITAIS
DE APRENDIZAGEM

Ambientes virtuais de aprendizagem / Plataformas adaptativas / MOOCs

PLATAFORMAS

PLATAFORMAS

Correção de prova / Gestão de sala de aula / Gestão escolar

FERRAMENTAS DE
GESTÃO

FERRAMENTAS DE
GESTÃO

Realidade aumentada e virtual / Laboratório virtual / Museu virtual

AMBIENTES
VIRTUAIS

AMBIENTES
VIRTUAIS

Fabricação digital / Plataforma de programação / Ferramentas de autoria e produção audiovisual

FERRAMENTAS DE
EXPERIMENTAÇÃO

FERRAMENTAS DE
EXPERIMENTAÇÃO

Redes sociais / E-mail / Aplicativos para engajamento de familiares

FERRAMENTAS DE
COMUNICAÇÃO

FERRAMENTAS DE
COMUNICAÇÃO

Editores de texto, foto, vídeo, áudio / Planilhas / Formulários / Apresentações / Infográficos / Armazenamento

FERRAMENTAS DE
TRABALHO

FERRAMENTAS DE
TRABALHO

Objetos digitais de
aprendizagem

Objetos digitais de aprendizagem são recursos que apoiam a prática pedagógica dentro e fora de sala de aula, como jogos, animações, simuladores e videoaulas. Eles podem ser utilizados por educadores para facilitar o processo de aprendizagem, trabalhando conteúdos e competências e auxiliando no planejamento de atividades educativas mais criativas, que despertam o interesse dos alunos. Também podem ser utilizados diretamente pelo estudante e por seus familiares para estudar e aprender fora da escola.

A Escola Digital e o Portal do Professor (MEC) são alguns exemplos de plataformas que reúnem em seus repositórios objetos categorizados por série, disciplina e conteúdo, facilitando a busca dos educadores por esses recursos. Enquanto alguns objetos estão sujeitos a licença de uso do proprietário, outros são disponibilizados de forma livre. Os chamados Recursos Educacionais Abertos são aqueles que estão sob domínio público ou licença aberta, possibilitando a utilização e adaptação por qualquer pessoa.

Plataformas

Plataformas são ambientes online de ensino e aprendizagem, que facilitam a troca de informações e o acompanhamento do percurso pedagógico de cada aluno. Dentro de um ambiente virtual de aprendizagem é possível armazenar e publicar conteúdos, acompanhar o progresso dos estudantes e promover interações entre diferentes agentes do processo educativo, permitindo a criação de cursos a distância e também servindo como suporte ao ensino presencial.

Alguns ambientes utilizam softwares inteligentes que ajudam a personalizar o ensino, as chamadas plataformas adaptativas. Elas avaliam dados e estabelecem padrões de comportamento, propondo atividades diferentes para que cada aluno possa aprender do seu jeito e no seu ritmo. Outra alternativa são os MOOCs (Cursos Online Abertos Massivos, na sigla em inglês), que oferecem conteúdos de nível universitário e especializações para atrair milhares de alunos em cursos virtuais gratuitos que ampliam o acesso ao conhecimento.

Ambientes virtuais de aprendizagem

Blackboard

Dokeos

Moodle

Plataformas adaptativas

DreamBox

Geekie

Knewton

Ferramentas de Gestão

As ferramentas de gestão auxiliam na organização dentro e fora de sala de aula, permitindo que gestores e professores automatizem procedimentos e gastem menos tempo com tarefas burocráticas. Existem recursos de gestão escolar que organizam o sistema financeiro da instituição, otimizam tarefas e monitoram o desempenho dos alunos.

Também existem ferramentas que permitem ao professor fazer a gestão da sala de aula, incluindo recursos que organizam planos de aula, gerenciam o recebimento de tarefas escolares e fazem a correção de provas. Isso permite que os educadores tenham mais tempo para se dedicar à prática pedagógica e ao planejamento de projetos.

Correção de prova

Imaginie

Plataforma SGP

Pod

Gestão escolar

ClassDojo

Pertoo

WPensar

Ambientes virtuais imersivos

As tecnologias imersivas aumentam o envolvimento dos alunos e criam oportunidades para eles interagirem com os conteúdos de forma mais engajadora. Por meio de imagens virtuais, os dispositivos de realidade aumentada proporcionam experiências que mesclam o mundo real com o mundo virtual.

Superando as barreiras do espaço físico, os ambientes virtuais permitem que os alunos aprendam e naveguem por museus virtuais do mundo inteiro. Em laboratórios virtuais, eles podem fazer experiências científicas que facilitam o entendimento de diversos conteúdos do currículo, tornando mais acessíveis os equipamentos que estariam presentes em um laboratório físico.

Ferramentas de experimentação

As ferramentas de experimentação transformam os alunos em protagonistas e possibilitam que eles desenvolvam produtos e projetos. Em processos de educomunicação, por exemplo, eles trabalham com ferramentas de autoria e produção audiovisual para criarem seus próprios podcasts, sites, livros digitais, jornais, vídeos e tantos outros formatos. Essas atividades estimulam o desenvolvimento de competências cognitivas e socioemocionais, valorizando o trabalho em equipe e desenvolvendo habilidades de comunicação.

Com equipamentos de fabricação digital, eles criam os seus próprios dispositivos e testam soluções rápidas. Os kits de robótica, a impressora 3D e outras ferramentas de prototipagem ajudam a transformar ideias em produtos, integrando teoria e prática. Em plataformas de programação eles deixam de ser apenas consumidores de tecnologia e criam jogos, sites, aplicativos e pequenas animações.

Ferramentas de autoria e produção audiovisual

Audacity

Issuu

Livros digitais

Plataforma de programação

App Inventor

Codecademy

Scratch

Ferramentas de comunicação

As ferramentas de comunicação facilitam a interação entre diferentes agentes do processo educativo. Elas estimulam trocas de informações entre professores e alunos e viabilizam a formação de comunidades virtuais de aprendizagem. Com os aplicativos para o engajamento de familiares também é possível aproximar os pais da escola, enviando recados e comunicados sobre lições e provas.

Alunos e professores também podem utilizar as redes sociais para desenvolverem atividades e trabalharem conteúdos curriculares. Existem diversas estratégias para promover o aprendizado por meio dessas ferramentas, como a criação de comunidades, canais de jornalismo estudantil e desafios (confira dicas de atividades aqui).

Aplicativos para engajamento de familiares

Pertoo

Remind

Ferramentas de trabalho

As ferramentas de produtividade simplificam o dia a dia de professores e alunos. Elas oferecem recursos que agilizam tarefas e ajudam na organização de arquivos. Os editores de texto, foto, vídeo, áudio oferecem suporte para diferentes atividades. As plataformas para criação de formulários, planilhas, apresentações e infográficos oferecem recursos para preparação de materiais de aula e o desenvolvimento de trabalhos escolares.

Para evitar que o professor carregue pilhas de papéis, as ferramentas de armazenamento permitem salvar arquivos na internet, criando as chamadas salas de aula na nuvem. Professores e alunos podem acessar esses materiais em qualquer lugar e conseguem interagir virtualmente. Os alunos conseguem criar portfólios digitais com suas atividades e os professores podem acompanhar essa produção em tempo real.

Como criar a INFRAESTRUTURA necessária para usar tecnologia nas escolas?

O aproveitamento dos recursos digitais depende de mudanças no sistema de telefonia fora da escola, uma rede interna bem configurada, política de compra eficiente, assistência técnica e reorganização dos espaços.

Conectividade

Internet veloz é premissa para uso de tecnologia para fins pedagógicos

Crianças e adolescentes já usam internet de maneira intensa quando estão em casa ou na rua, mas quando entram na escola parecem ter voltado no tempo. A conexão, na maioria dos casos, é muito ruim e não permite o uso das ferramentas pedagógicas digitais de forma plena. O vídeo que roda no celular corre o risco de não carregar no computador da sala de aula quando todos querem assisti-lo ao mesmo tempo. Para resolver esse problema, o primeiro passo é garantir infraestrutura para que a internet veloz chegue até a porta de todas as escolas do Brasil.

Os dados viajam pela internet de maneira diferente para professores e alunos de uma escola urbana, rural ou remota. Na maioria das escolas urbanas, a conexão pela rede da operadora – conhecida como última milha – é feita por banda larga fixa (xDSL, fibra ótica ou cabo). Os dados passam por uma estrada de internet local, o backhaul, até chegar ao backbone, infraestrutura central de rede no Brasil. A partir deste momento, a ligação é feita por cabos submarinos até a estrutura de telecomunicações nos Estados Unidos. O servidor libera o acesso e os dados seguem o caminho de volta até o computador do usuário. Com escolas rurais, o caminho até o backhaul geralmente é feito por 3G, usando a rede de telefonia móvel. Para instituições em áreas mais distantes, uma antena “fala” com o satélite, que, por sua vez, conversa com o backbone e envia dados até o servidor.

No entanto, esses caminhos ainda estão longe de serem suaves para quem acessa a internet. Assim como ocorre com carros e caminhões nas rodovias brasileiras, dados não circulam com facilidade em regiões mais periféricas ou menos desenvolvidas. Nesses locais, o acesso acompanha o mapa de desigualdades visto em outros setores da sociedade: quanto mais afastada a região e menor a renda média de seus habitantes, mais escassa será a oferta de infraestrutura.

Três indicadores, que trazem recortes complementares, mostram o cenário - ineficiente - da presença da internet nas escolas:

Acesso à internet

Censo Escolar 2014, realizado pelo MEC com a colaboração das secretarias estaduais e municipais de educação, mostra a desigualdade existente entre o ensino público e privado e entre escolas urbanas e rurais:

Tipo de tecnologia

Pesquisa TIC Educação 2013, feita pelo Comitê Gestor da Internet (CGI.Br) com 897 escolas, aponta que a maior parte dos acessos é feita por tecnologia DSL, que divide espaço com a transmissão de voz no cabo telefônico e, por isso, é mais sujeita a instabilidades do que a de fibra ótica:


TIC 2013- NIC.br - Base: 897 escolas que possuem conexão à internet. Respostas múltiplas e estimuladas. Dados coletados entre setembro e dezembro de 2013.

Velocidade das conexões

Censo Escolar 2014, realizado pelo MEC com a colaboração das secretarias estaduais e municipais de educação, mostra a desigualdade existente entre o ensino público e privado e entre escolas urbanas e rurais:

Origens da desigualdade

O PBLE (Programa Banda Larga nas Escolas), principal via de fornecimento de acesso a internet para as escolas, foi criado somente em 2008, quando o governo mudou as regras do setor de telecomunicações e, entre outras medidas, obrigou as concessionárias de telefonia a levarem internet de pelo menos 2 Mbps ou a velocidade equivalente à melhor oferta disponível comercialmente no entorno das escolas urbanas brasileiras.

A gestão do programa é realizada conjuntamente pelo FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) e pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), em parceria com as Secretarias de Educação Estaduais e Municipais. Pelo acordo, as operadoras são responsáveis pela manutenção da banda larga nas escolas até 2025, com compromisso de ampliação periódica da velocidade de conexão.

No entanto, as velocidades ofertadas estacionaram em 2 Mbps, razão pela qual a internet na maior parte das escolas urbanas é insuficiente para uma turma inteira de alunos usar simultaneamente usar uma plataforma de aprendizado, por exemplo, para que a velocidade mínima aumente, é necessário um consenso entre a Anatel e as operadoras. Porém, a falta capacidade de fiscalização e a possiblidade de a operadora alegar “inviabilidade técnica” ou “indisponibilidade de capacidade" dificultam essa mudança.

Dados fornecidos pelo Ministério das Comunicações a respeito da execução do progama mostram que, em maio de 2015 3.920 (6%) das 66.883 escolas urbanas ainda não estavam conectadas.

Como o PBLE não possui orçamento próprio e as operadoras não são remuneradas pelo serviço, o ambiente não atrai investimento e nem propicia a busca por qualidade. Nas localidades mais afastadas dos centros urbanos onde não existe interesse comercial, a tendência é que empresas de telefonia façam o menor investimento possível.

Desde o ano 2000, um montante de aproximadamente R$ 17,7 bilhões (dados de 2014) está parado no FUST (Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações), mecanismo que e serviria justamente para socorrer regiões com cobertura deficiente. Entretanto, o fundo alimentado por 1% da receita operacional bruta de todas as operadoras, tem sido utilizado pelo governo para outros fins.

Diante da urgência do problema, outras iniciativas estaduais e municipais tentam conectar as escolas públicas a velocidades adequadas para o uso pedagógico das tecnologias de comunicação

Iniciativas locais buscam resolver as dificuldades com conexão nas escolas

Amazonas

Projeto de 8 mil Km de fibra que usa calha do rio

Ceará

inturão Digital, projeto de 2.500 km de fibra

Pará

rojeto combina fibra e rádio para conectar escolas

Paraná

Conectadas escolas de 146 cidades a 10 Mbps

Piauí

Projeto de balões do Google leva sinal de 4G às zonas rurais

Porto Alegre

Parceria garante internet em todas as escolas

São Paulo (estado)

Conexão de 8 Mbps para 5 mil escolas

São Paulo (município)

Acordo para rede de fibra ótica de 800 km

Rondônia

Rede de fibra para todas as cidades e 428 escolas

Uberaba (MG)

Conexão de 70 escolas com 100 Mbps

Situação nas escolas rurais

As escolas rurais são atendidas majoritariamente por duas iniciativas. A primeira teve início em 2012 e impõe metas de atendimento às operadoras de telefonia móvel vencedoras de uma licitação para transmissão de dados no padrão 4G. As empresas foram obrigadas a cobrir a área rural do país, atendendo pelo menos 80% das áreas compreendidas até a distância de 30 km do limite das localidades sede de todos os municípios. O programa, no entanto, não foi colocado em prática na totalidade (veja quadro a baixo).

Fonte: Ministério das Comunicações

A segunda iniciativa se refere ao programa de conexão de áreas remotas, o GESAC (Governo Eletrônico - Serviço de Apoio ao Cidadão), executado pelo Ministério das Comunicações. O projeto busca conectar à internet telecentros, escolas, postos de saúde, comunidades indígenas, postos de fronteira militares e outras instituições, muitos das quais em áreas remotas, via satélite e por linhas fixas.

Dos serviços públicos que usam o GESAC, 3.520 são escolas, sendo 27% delas na zona urbana e 73% na zona rural, por meio de velocidade de 1 Mbps para download e 256 kbps de upload. Não existem, porém, dados sistematizados a respeito das velocidades efetivamente ofertadas.

O que precisa ser feito

Para que a tecnologia ajude a impulsionar a educação pública em todo o país e a reduzir as desigualdades do sistema escolar é preciso reforçar princípios de universalidade e equidade.

Além de garantir o acesso, deve-se propiciar o uso efetivo da conectividade para todos, sem discriminação de renda, região ou localidade. Isso significa que nenhuma escola pública brasileira pode ser deixada para trás. Um tratamento diferente entre as escolas tende a reforçar as disparidades já existentes, quando o que se busca é justamente a redução das inequidades.

Para tanto, a conexão das escolas rurais e de áreas remotas, bem como em bairros periféricos de grandes e médias cidades, demanda maior atenção e investimentos por aluno em comparação às escolas de zonas urbanas de bairros mais favorecidos. Nessa mesma estratégia, municípios menores, sem infraestrutura material e com baixa capacidade de gestão, também devem receber especial atenção de gestores e reguladores.

Em iniciativas que podem servir de inspiração ao Brasil, diversos países tem estabelecido metas ambiciosas para melhora de infraestrutura de conectividade. Em comum, privilegiam a implementação de grandes redes de fibra ótica, material durável, de fácil instalação e imune a interferências, para suportar o tráfego de dados cada vez maior.

Austrália - 90% das escolas com fibra até 2019
Cingapura - já tem 99% de sua rede escolar com 1 Gpbs
Coréia do Sul - 100% de escolas com fibra em 2015
Estados Unidos - Wi-Fi de 1 Gbps em todas as escolas até 2018
Finlândia - 100 Mbps é um direito legal
Índia - 99,9% das escolas com fibra até 2020
Irlanda - já tem todas as escolas conectadas a 100 Mbps
Nova Zelândia - 99,9% dos estudantes com acesso por fibra até 2017
Uruguai - Plano Ceibal tem 41% das escolas com fibra

E por aqui, como uma situação como essas pode se tornar realidade? O Plano Técnico Conectividade nas Escolas Brasileiras propõe que a marca de 1 Gbps com Wi-Fi em todo ambiente urbano seja atingida em 2025. Isso somente será possível mediante uma ampla modernização da infraestrutura do setor de telecomunicações, com fibra ótica chegando gradativamente a todos os municípios e escolas urbanas. No caso das rurais, mesmo com o governo federal planejando um novo satélite para 2017, o aumento de tráfego logo voltará a acionar o alerta e, de novo, a fibra aparece como solução para se diminuir os custos.

Ao longo desse percurso, será necessário impôr ainda novas obrigações contratuais às concessionárias de telefonia, abrir espaço para o uso compartilhado das redes estatais que formam a espinha dorsal da internet no país e ainda permitir acesso aos troncos secundários de fibra ótica por prestadores de serviço locais para que se amplie as áreas de cobertura.

Por fim, uma ampla mobilização da sociedade se tornará gradualmente mais importante para que cada meta seja cumprida e todas as escolas sejam plenamente atendidas. A campanha Internet na Escola convoca alunos, professores e gestores a mandarem email para a presidenta Dilma Rousseff, reforçando o pedido por uma internet mais rápida na rede pública de ensino. Além disso, oferece ferramenta para as escolas testarem a velocidade de sua internet.

A pedido do Porvir e da Fundação Lemann, alguns professores fizeram o teste e contaram quais recursos conseguem trabalhar com a velocidade que dispõem na escola. O gráfico abaixo é uma amostra de como o trabalho em sala de aula pode ser limitado ou qualificado, dependendo da qualidade da internet oferecida.

1 Mbps

EEE Bernardino Sena Campos - Araranguá - SC
- Ambiente virtual de aprendizagem

Ginásio Carioca Anísio Teixeira - Rio de Janeiro - RJ
- Sites de busca
- Ferramentas para criar livros digitais

2 Mbps

Emeb Manoel Estevam de Miranda - Barra de São Miguel – PB
- Jogos didáticos
- Pesquisas
- Videoaulas

EM Emílio Carlos - Rio de Janeiro - RJ
- Quizz
- Questionários
- Pesquisas

4 Mbps

EE Orígenes Lessa - Diadema- SP
- Objetos Digitais de Aprendizagem

10 Mbps

Colégio Municipal de Indaial - Indaial -SC
- Ferramentas para criar livros educacionais digitais
- Conferências

Instituto Monsenhor Hipólito - Picos - PI
- E-mail - Redes sociais - Vídeos
- Jogos online - Pesquisas
- Leitores de QR Codes

60 Mbps

EEFM Dr. César Cals - Fortaleza - CE
- Robótica
-Videoconferência

100 Mbps

Emef Luciano Poletti - Ferraz de Vasconcelos - SP
- Plataforma adaptativa

<:> Recomendações para infraestrutura externa de internet

A legislação deve ser alterada para que fundos do governo federal que usam receitas setor, como o FUST, possam ser usados para universalizar o acesso à internet veloz nas escolas.

As obrigações de fiscalização do serviço de internet oferecido para escolas, que são centralizadas pela Anatel, devem ser compartilhadas com Estados, para garantir maior eficiência.

Uma maneira de viabilizar a instalação de redes de fibra ótica é aproveitar outros projetos de infraestrutura em andamento. Por exemplo, pode-se aproveitar a construção de rodovias ou a instalação da rede elétrica para criar estruturas paralelas de fibra ótica.

Ver mais recomendações

Rede Interna

Bom funcionamento da internet dentro da escola depende de rede sem fio e política de uso eficiente

Quando a operadora de telefonia entrega uma velocidade apropriada para a escola e ainda assim professores e alunos não conseguem aproveitar a internet e os benefícios da tecnologia, é preciso olhar para o que acontece na rede interna. Em algumas situações, essa infraestrutura não suporta os picos na demanda por dados e alunos correm o risco de ficar para trás enquanto parte da turma avança em atividades na sala de aula.

Essa realidade tende-se a agravar com a popularização de dispositivos móveis. Governos passaram a distribuir notebooks e tablets e a estratégia usada para os tradicionais laboratórios de informática com conexão cabeada se mostrou insuficiente. Agora, a missão é cobrir todas as dependências da escola e traçar uma política de uso que defina como, onde e o que cada usuário pode acessar.

Equipamentos básicos

Roteador

Equipamento ligado ao cabo da empresa provedora de acesso que define a fronteira entre a escola e a internet. Tudo o que acontece do roteador para dentro é responsabilidade da escola, o que reforça a necessidade de que sejam criados filtros de conteúdo e de palavras-chave para controlar o que os alunos acessam. É aqui que são criadas as primeiras barreiras contra invasões.

Switch

Sua função é receber o sinal de internet e distribuí-lo a vários outros aparelhos, por meio de cabos. A ele são conectados diversos cabos de rede que chegam aos computadores, telefones, impressoras, pontos de acesso e outros switches.

Controladora da rede sem fio

É o cérebro da rede Wi-Fi. É o equipamento que define em quais espaços a rede sem fio estará disponível e quem tem autorização para se conectar a ela.

Servidor

Computador que armazena dados administrativos da escola, informações sobre frequência de alunos e avaliações.

Ponto de Acesso

equipamento que distribui o sinal de internet sem fio pela escola. É configurado por meio da controladora. Se um ponto de acesso falhar, a controladora fica ciente deste problema e pode aumentar a potência dos outros distribuidores de sinal no entorno daquele que falhou. Outra função desse aparelho é vigiar usuários que estiverem tentando violar as regras de acesso.

Ambiente controlado

Além de se preocupar com levar o sinal de internet para todas as áreas da escola, gestores precisam calibrar suas políticas de uso para proteger a rede interna sem prejudicar o potencial pedagógico. Por exemplo, de nada adianta impôr um filtro muito restrito para vídeos, sendo que boa parte dos recursos como videoaulas estão em canais de YouTube.

No entanto, para evitar surpresas indesejáveis, segundo Oscar Castro, professor convidado de pós-graduação em redes do Núcleo de Computação Eletrônica da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), é importante diferenciar as autorizações de alunos e funcionários: "Os funcionários precisam ter acesso à base de dados dos alunos, que podem estar no servidor local. Mas os alunos não precisam ter acesso a isso e nem ao download e instalação de aplicativos", diz.

Castro também levanta a possibilidade de restringir acesso por horário. "A rede dos alunos pode funcionar até o último horário de aulas, mas sempre sem acesso a servidores da instituição. Isso pode ser definido pela direção e traduzido na configuração dos equipamentos". Para o professor, a definição de padrões dentro da rede torna muito mais fácil o trabalho da equipe de tecnologia da informação, que pode aplicar as configurações e evitar discussões diárias.

Apesar de direcionado a gestores americanos, o guia Future Ready Schools: Building Technology Infrastructure for Learning (Escolas prontas para o futuro – Criando infraestrutura tecnológica para aprendizado), criado pelo Escritório de Tecnologia Educacional dos Estados Unidos traz orientações que podem ser seguidas por qualquer líder educacional, inclusive no Brasil. Veja exemplos abaixo:

Checklist da instalação da rede

Quando for planejar uma rede para sua escola, diversas dúvidas precisam ser tiradas com a equipe responsável pela implantação do projeto, tais como:

Detecção de invasores – Foram configurados alertas automáticos se algum programa malicioso tentar obter dados pessoais ou alguém não autorizado tentar acessar a rede escolar?

Segurança – O equipamento de rede está protegido de roubo ou vandalismo?

Firewall – Você está preparado para restringir os tipos de dados que entram e saem da rede?

Balanceamento de carga – Você tem certeza de que os recursos disponibilizados para a rede escolar atendem ao uso de professores e alunos?

Filtro de conteúdo – As ferramentas para restringir acesso a conteúdo inapropriado comprometem o uso de recursos de aprendizado?

Manutenção da rede – A rede pedirá algum tipo de atualização de software para a conexão sem fio de dispositivos?

Mobilidade - A rede está configurada de maneira a permitir que alunos continuem conectados mesmo se tiverem que se deslocar para diferentes espaços da escola?

Log-ins de usuários – Os usuários vão precisar fazer log-in para acessar a rede?

Equipamentos

Dispositivos oferecidos para professor e aluno precisam estar a serviço do plano pedagógico

Os benefícios da conectividade na escola podem ser percebidos mais claramente quando professores e alunos têm acesso direto à tecnologia. Os computadores desktop, tão comuns nos laboratórios, restringem o uso a dias e horários específicos e limitam a personalização do ensino, o trabalho colaborativo e as possibilidades do educador e dos estudantes usarem os recursos digitais quando e onde bem entenderem.

Antes de assinar contratos de compra, gestores educacionais precisam verificar como os recursos digitais serão usados para apoiar o projeto político-pedagógico da escola. Neste quesito, os dispositivos móveis mostram-se flexíveis, pois ampliam o tempo e os espaços de uso das tecnologias no cotidiano escolar.

O que comprar

Conheça vantagens e desvantagens a serem levadas em consideração na hora de decidir qual equipamento é o mais adequado:

Tablets

Equipamento leve, com tela sensível ao toque e bateria com vida mais longa que notebooks. Fica pronto para o uso segundos após ser ligado e possibilita uma interação com textos mais amigável do que um notebook. Entretanto, o acesso a ferramentas educacionais que não foram desenvolvidas especificamente para tablets pode dificultar o uso. Uma escola que já possui uma cesta de ferramentas digitais que rodam em computadores com Linux, OSx ou Windows, por exemplo, deve ter certeza de que sistemas como Google Android ou Apple iOS serão compatíveis antes de fazer a migração.

Vantagens

Tablets tendem a ser mais baratos, leves e ter interface mais simples do que notebooks, o que facilita seu o uso por crianças menores;

A facilidade para ligar o dispositivo simplifica o acesso.

Desvantagens

Tablets não possuem teclado físico, o que torna a digitação de textos longos mais difícil;

A tela pequena dificulta a criação de conteúdo;

Nem todos os recursos digitais disponíveis em alguns sistemas operacionais são compatíveis com os tablets;

Tablets não possuem o mesmo poder de processamento de notebooks para criação multimídia.

Notebooks

Menos portáteis do que tablets, os notebooks possuem tela maior, processador mais rápido e teclado mais confortável que netbooks, além de leitor e gravador CD/DVD. Alguns modelos possuem sistema operacional baseado em ferramentas na nuvem, que liberam mais espaço no disco rígido. Secretarias de educação costumam fornecê-los a professores.

Vantagens

Notebooks possuem telas maiores (em alguns casos sensíveis ao toque) e processador mais rápido para estudantes criarem seus conteúdos e usarem programas mais complexos;

Possuem teclado completo;

São compatíveis com uma infinidade de recursos digitais e programas educativos.

Desvantagens

A bateria dura menos que a dos tablets;

Tamanho prejudica a mobilidade;

Preço mais alto do que o de tablets e netbooks.

Netbooks

Chegaram ao mercado em 2008, mas hoje dividem a atenção com os tablets nos programas de distribuição de dispositivos para alunos. São mais leves que notebooks, em geral possuem telas de 10 ou 12 polegadas e consomem pouca energia.

Vantagens

Mais baratos, menores e mais leves que notebooks, eles cabem na mochila de crianças;

Aceitam software livre e tem maior compatibilidade com recursos digitais do que tablets;

Aceitam diferentes tipos de conexão: Wi-Fi, Bluetooth, modem 3G externo e entrada para cabo de internet.

Desvantagens

Como é ultraportátil, a tela não é tão confortável quanto a de um tablet e seu teclado não tem tanto espaço quanto o de um notebook;

Em geral, não possuem drive de CD/DVD;

Não é possível realizar melhorias significativas de hardware ou software neste tipo de equipamento.

Carrinho

Serve para armazenamento, transporte e recarga de notebook, netbooks e tablets. Detalhes que merecem atenção!
Conforme o termo de referência do FNDE para a aquisição de carrinhos, eles devem seguir algumas das especificações técnicas:
Rede elétrica de 220v e com capacidade de 20 A.
Espaço interno com 36 posições de carregamento para acomodação individual dos dispositivos.
Sistema de fechamento com duas portas e travamento com fechaduras.
Estrutura giratória e com alças de transporte, permitindo mobilidade do equipamento.
Dispositivo de segurança para proteção de sobrecarga elétrica.

Como comprar

As redes públicas de ensino têm a disposição dois programas federais para viablizar a compra de tecnologia para as escolas:

Proinfo

Criado em 1997 como Programa Nacional de Informática na Educação e, em 2007, rebatizado como Programa Nacional de Tecnologia Educacional, o ProInfo busca promover o uso pedagógico da informática na rede pública de educação básica. O programa leva às escolas computadores, recursos digitais e conteúdos educacionais e soluções multimídia para uso em sala de aula. Em contrapartida, estados, Distrito Federal e municípios devem garantir a estrutura adequada para receber os laboratórios e capacitar os educadores para uso das máquinas e tecnologias.

UCA e PROUCA

O Projeto Um Computador por Aluno (UCA) foi lançado em 2007, com o objetivo de intensificar a presença de tecnologia nas escolas, por meio da distribuição de computadores aos alunos da rede pública. Implementado de forma heterogênea em todo o país, o UCA foi substituído, em 2010, pelo Programa Um Computador por Aluno (PROUCA) e pelo Regime Especial de Aquisição de Computadores para Uso Educacional (Recompe), descentralizando o projeto inicial e possibilitando a estados e municípios incentivos fiscais e o uso de pregões feitos pelo governo federal para adquirir laptops.

Os canais de acesso

Para adquirir equipamentos pelo Proinfo e PROUCA, estados e municípios encontram especificações completas e valores de computadores e tablets no site do Portal de Compras do FNDE. Uma vez decididos quais dispositivos são mais apropriados, gestores devem solicitar as quantidades desejadas pelo sistema SIGARPWEB (Sistema de Gerenciamento de Atas de Registros de Preços), que dispõe da lista de fornecedores escolhidos em licitações nacionais. Para mais informações sobre editais, especificações técnicas, atas de registro de preços, audiências públicas e contatos de fornecedores, visite o site ou ligue para 0800-616161.

Fundações e associações também podem ajudar escolas a receber equipamentos, porém cada esfera do poder público (União, estados ou municípios) possui regras próprias. “O procedimento começa com a abertura de processo administrativo e a análise, por parte da administração pública, de sua conveniência, utilidade e oportunidade para o recebimento da doação”, diz a advogada Valéria Trezza, mestre em administração pública e governo pela FGV-SP. Se o resultado for positivo, a autoridade competente deve expressar formalmente que aceitou a doação e declarar os valores dos bens e serviços recebidos.

Valéria explica ainda que doações em dinheiro devem ser feitas, preferencialmente, por meio de um fundo público, como o Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente. O setor de educação também abre outra possibilidade, como o repasse a por meio das Associações de Pais e Mestres (APM), instituições privadas criadas com vocação institucional de apoio às escolas. Quando bem organizadas e com gestão competente, são um meio mais flexível a ser utilizado.

<:> Recomendações compra e o uso de equipamentos

O aluguel de equipamentos tecnológicos é uma forma de facilitar o acesso a eles por parte das escolas.

Gestores devem montar kits de recursos educacionais combinados com equipamentos para facilitar o acesso e uso da tecnologia pelas escolas.

Os processos burocráticos para compra e contratação de serviços deveriam ser mais simples. Uma forma de facilitar é dar maior autonomia para as próprias escolas usarem recursos e realizarem as aquisições.

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Manutenção

Cuidado com equipamentos e redes demanda equipes capacitadas e diálogo entre escolas e secretarias

O cuidado com a tecnologia que chega até a escola não pode terminar após a compra dos equipamentos. Quando o sistema não liga no início da aula ou a conexão cai durante uma prova, a escola precisa ter alguém para acionar e, principalmente, resolver o problema. Secretarias devem dispor de equipes para acompanhar as demandas diárias de cada escola, com técnicos capazes de identificar eventuais falhas, tanto no hardware quanto nos sistemas operacionais dos dispositivos de alunos e de professores.

Em uma conta que tenta equilibrar eficiência no atendimento e custos, os municípios adotam diferentes modelos para atender suas escolas. O Porvir ouviu duas redes de tamanhos distintos, a secretaria estadual de São Paulo, a maior do país com 4,1 milhões de alunos, e a a secretaria municipal de Joinville (SC), com 64 mil alunos, para entender melhor como cada uma funciona.

Prazo de Validade

Segundo o Guia de Infraestrutura do Departamento de Educação dos EUA, após quatro anos, a combinação do desgaste pelo uso e a necessidade de atualização de software demandam a substituição dos equipamentos. A publicação traz a palavra de Doug Levin, da Associação de Diretores de Tecnologia Educacional (SETDA, na sigla em inglês): “Dentro de três ou quatro anos, é menos caro substituir o dispositivo do que consertá-lo”. A saída então é revender, reciclar ou doar para os próprios alunos, como no caso de Cascavel (PR).

São Paulo

Em São Paulo, a rede estadual com 5.666 mil escolas de ensino médio precisa administrar um parque de 140 mil máquinas. O processo de compra, gestão, manutenção e descarte é quase uma “operação de guerra”. Atualmente, o estado aluga as máquinas em um processo semelhante ao que acontece na iniciativa privada, onde os ativos não fazem parte do patrimônio da empresa.

Em um contrato de 48 meses, as empresas que concorrem na licitação devem garantir tanto a instalação dos laboratórios quanto a reposição em caso de furto ou defeito. Também é estabelecido um tempo máximo para o atendimento de uma ocorrência tão logo a escola abre uma requisição junto à secretaria.

Neste regime, o poder público assume o papel de fiscalizador e, por meio de planilhas, consegue diagnosticar o nível de eficiência do trabalho realizado pelo terceiro.

Vantagens

Facilita a gestão e a operação.

Desvantagens

Custo mais alto.

Joinville

A cidade catarinense de Joinville, por outro lado, deixa a maior parte do serviço de manutenção por conta de uma equipe própria comandada pelo Núcleo de Tecnologia Municipal. Na rede de 64 mil alunos e 150 escolas, somente serviços temporários, como instalação de redes e de computadores são terceirizados.

Os equipamentos são adquiridos por meio de uma Ata de Registro de Preços, um instrumento jurídico que viabiliza aos municípios acesso a produtos e preços licitados nacionalmente pelo FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação).

Em cada escola municipal de Joinville existe ainda um "facilitador de mídias", nome dado a um professor ou funcionário da administração capacitado para analisar as demandas. Em caso de reparos, o facilitador encaminha para o fornecedor o equipamento que estiver dentro do prazo de garantia. Se o produto for mais antigo, técnicos da própria secretaria são incumbidos de realizar o trabalho.

Vantagens

Usa servidores da própria secretaria e tem custo mais baixo.

Desvantagens

Lidar com grande número de equipamentos quando a garantia expira.

<:> Recomendações para uma boa gestão de equipamentos

Escolas podem escolher um profissional de sua equipe para realizar a gestão de processos relacionados aos equipamentos tecnológicos. O ideal é que essa pessoa não execute todas as tarefas, mas organize responsabilidades e comunique orientações.

Alunos devem ser envolvidos e responsabilizados por manter laboratórios organizados e cuidar dos equipamentos, bem como por fazer bom uso da internet. Eles também podem trabalhar como monitores em laboratórios de informática, incentivados por bolsas de iniciação científica ou estágios.

Equipamentos antigos, com poucos recursos, devem ser usados para tarefas que exigem menos desempenho das máquinas, como digitação de textos.

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Mobiliário

Escolha dos móveis deve levar em conta atividades que serão realizadas com a tecnologia

O uso de tecnologia na educação também passa pelo planejamento e a reorganização do espaço físico. A disposição dos ambientes e o mobiliário escolar são elementos que servem de apoio para o processo de ensino e aprendizagem.

Na rede pública de ensino, os mobiliários são selecionados por meio de uma concorrência pública, em que os fornecedores garantem a produção e a entrega dos itens solicitados. O FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) é o responsável por renovar e padronizar os móveis escolares de todo o país, seguindo especificações e dimensões inseridas em normas técnicas brasileiras, como ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) e INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia Normalização e Qualidade Industrial).

Não existem fórmulas prontas para a escolha dos mobiliários. A concepção dos espaços deve estar alinhada ao projeto pedagógico da escola.

Sala de Aula

A sala de aula deve oferecer infraestrutura para o uso de netbooks e tablets. Se uma instituição irá trabalhar com a proposta de um dispositivo por aluno, por exemplo, é importante prever locais adequados para armazenar e carregar os dispositivos. Também é necessário considerar que os mobiliários devem permitir a reorganização do espaço de acordo com as atividades propostas.

Mesas de tamanho adequado

As superfícies de trabalho não podem ser muito pequenas, como uma carteira tradicional. Devem proporcionar espaço para um tablet ou netbook, além de outros materiais, como um caderno.

Mesas modulares

São versáteis e permitem reorganizações na estrutura da sala. Com formas que se encaixam, elas montam diferentes estações e facilitam a interação durante trabalhos em grupo.

Cadeiras leves

Os mobiliários leves permitem mudanças rápidas no posicionamento da sala de aula.

Espaço multimídia

Para as escolas que não dispõem de um dispositivo por aluno e concentram o uso de tecnologia em apenas uma sala, a arquiteta e pesquisadora Beatriz Goulart, especialista em projetos que integram espaços educacionais, sugere a criação de ambientes multimídia, ao invés do tradicional laboratório de informática. Nesse espaço os alunos podem trabalhar de forma integrada com os computadores, ao mesmo tempo em que estão em contato com múltiplas linguagens, como fotografia, literatura e artes manuais.

1 - Estante com livros para integrar diferentes linguagens
2 - Mesas para trabalhos manuais
3 - Mesas para trabalhos em grupo
4 - Estações para uso individual de dispositivos
5 - Locais para usar o computador em grupo
6 - Bancadas para usar o computador em pé

Quais exemplos de aplicação da tecnologia NA PRÁTICA são inspiradores?

Como governos e escolas no Brasil e no exterior prepararam sua infraestrutura e aplicam novas metodologias em sala de aula.

Infraestrutura

Uruguai usa um computador por aluno contra a desigualdade

Infraestrutura

Pressão e união de forças por conectividade nos EUA

Infraestrutura

Rede no fundo do rio faz internet chegar a todo o Amazonas

Infraestrutura

Cinturão de fibra ótica leva internet veloz a escolas do Ceará

Infraestrutura

Política pública duradoura torna Piraí uma cidade digital

Infraestrutura

Cascavel investe em redes locais contra internet lenta

Infraestrutura

Escola em SP usa laboratório para tornar reforço divertido

Metodologias

Vídeo permite aprendizagem colaborativa entre escolas

Metodologias

Gamificação torna ano letivo uma aventura do conhecimento

Metodologias

Ensino híbrido transforma aula de história no Rio de Janeiro

Metodologias

Sala de aula invertida poupa tempo para o que interessa

Metodologias

Aprendizagem maker ganha vida em dois super laboratórios

Metodologias

Avaliação digital consegue ver o aluno de forma integral

Infraestrutura

Plano Ceibal - Uruguai
País dá um computador por aluno para combater desigualdade

O Plano Ceibal, lançado em 2007, distribuiu um computador portátil para cada aluno e cada professor de todas as escolas públicas do país. O projeto, além de levar novas ferramentas de aprendizagem para os estudantes, contribuiu para a inclusão digital das famílias mais pobres. Simultaneamente, instalou internet e rede WI-FI em todas as escolas públicas.

UM COMPUTADOR POR ALUNO

Iniciativa da organização OLPC (“One Laptop per Child”, ou Um Computador por Aluno, em português), que inspirou o Plano Ceibal. Criado por Nicholas Negroponte, físico do MIT, com o apoio de empresas de tecnologia, desenvolveu o XO, um laptop de US$ 100 robusto suficiente para aguentar a rotina do aluno. No Uruguai, os XO são popularmente chamados de ceibalitas e podem ser levados para casa.

DESTAQUES DA EXPERIÊNCIA

Distribuição de computadores abriu espaço para colaboração entre alunos, professores e famílias.

Índice de famílias de baixa renda com computador em casa cresceu de 5% para 76% de 2006 a 2013.

Computadores e conectividade tornaram possível realização de aulas a distância, adoção de livros digitais e uso de plataforma adaptativa de matemática.

Avaliações nacionais passaram a ser feitas de forma digital, e os resultados são obtidos em tempo real.

Onde:
Uruguai

Rede:
2656 escolas públicas

Computadores distribuídos:
1.300.877 (2007-2014)

Velocidade de conexão nas escolas:
10 Mbps

Escolas com Wi-Fi:
99,2%

Escolas com videoconferência:
88,6% das urbanas

ConnectED - EUA
Pressão e união de forças por conexão de alta velocidade em escolas

Mobilização leva o governo do presidente Barack Obama a mexer em fundos de telecomunicações e, com apoio de empresas de tecnologia, lançar o programa ConnectED, que levará conexão Wi-Fi de 1 Gbps para todas as salas de aula até 2018. Ao mesmo tempo, o governo tem promovido encontros de líderes e empreendedores para refinar o ecossistema de tecnologias educacionais.

CONEXÃO DE ALTA VELOCIDADE

Com internet de alta velocidade e rede Wi-fi em todas as escolas e bibliotecas, estudantes têm oportunidade de realizar simulações interativas, utilizar ferramentas de colaboração e produzir conteúdos multimídia. Essas soluções permitem melhorar a comunicação com pais de forma digital, promover ensino personalizado, usar a tecnologia para acabar com a inequidade e ajudar a apoiar crianças com problemas de acessibilidade.

DESTAQUES DA EXPERIÊNCIA

Empresas como Adobe, Apple, AT&T, Autodesk, Coursera, edX, Microsoft e Sprint, prometeram investir US$ 2 bilhões em equipamentos e recursos digitais.

O programa inclui formação de professores, recursos digitais e fomento ao ecossistema de empreendedores na educação.

Líderes regionais tem encontros com representantes do governo sobre políticas de privacidade e para compra de dispositivos e softwares.

Onde:
Estados Unidos

Estados:
50

Escolas envolvidas:
30 mil

Estudantes envolvidos:
14 milhões

Investimento do governo:
US$ 8 bilhões

Investimento de empresas:
US$ 2 bilhões

Amazônia Conectada - AM
Rede no fundo do rio leva internet para escolas de áreas remotas

Projeto de infraestrutura capitaneado pelas Forças Armadas pretende passar cerca de 8 mil quilômetros de fibra ótica por dentro dos rios do Amazonas e levar internet de alta velocidade a 52 municípios. Com isso, todos os alunos de comunidades ribeirinhas e cujo único acesso ocorre pelo rio poderão aprender por videoconferência (o que já acontece em menor escala) e fazer uso de plataformas pedagógicas. Além disso, a conexão vai facilitar o treinamento de professores das comunidades e dar voz à população local.

REDE SUBFLUVIAL

Em locais onde não há rodovias e é difícil criar infraestrutura de internet por terra, como é o caso do Amazonas, a rede subfluvial torna-se uma alternativa às conexões por satélite, caras e limitadas. A fibra ótica usada pesa uma tonelada por quilômetro, cai no leito do rio e acaba soterrada naturalmente com o tempo. Essas redes tem potencial de proporcionar o uso de recursos digitais para o aprendizado, assim como permite que alunos e professores de áreas remotas possam produzir seus próprios conteúdos e relatos de suas realidades.

DESTAQUES DA EXPERIÊNCIA

Programa vai levar conexão rápida a 240 mil alunos que têm hoje acesso a no máximo 512 kbps de velocidade. Com isso, a experiência de uso de tecnologia deixará de ser coletiva, e os estudantes poderão explorar, sozinhos, os recursos digitais.

Projeto vai suprir carências de professores em áreas isoladas.

Professores de comunidades locais terão acesso a conteúdos didáticos e treinamentos online.

Onde:
Amazonas

Rede (municipal e estadual):
5247 escolas e 1.071.233 alunos

Escolas já conectadas:
23% (1.214 escolas)

Escolas com banda larga:
13% com banda larga (708 escolas)

Velocidade atual de conexão nas escolas:
512 Kbps

Cinturão Digital - Ceará
Fibra ótica leva internet veloz a escolas do interior e da capital

Com infraestrutura insuficiente para acompanhar a digitalização de serviços públicos, entre eles a educação, o Ceará investiu em um projeto para conectar 49 cidades em um cinturão digital com alta velocidade via fibra ótica. Superando a conexão de 1 e 2 Mbps oferecida pelo Plano Banda Larga nas Escolas, o estado já tem 138 escolas que contam com uma velocidade de 60 Mbps.

FIBRA ÓTICA

Os cabos de fibra ótica permitem transmitir dados em alta velocidade. Essa tecnologia garante uma conexão mais estável e consegue levar sinal digital para longas distâncias, possibilitando que as escolas aproveitem de forma plena recursos educacionais digitais, como videoaulas, cursos online e plataformas de aprendizado.

DESTAQUES DA EXPERIÊNCIA

Acesso à internet rápida em escala estadual judou na digitalização de serviços públicos, entre eles a educação.

Fibra ótica tornou possível a inclusão digital de municípios no interior do estado.

Alta velocidade de conexão permite melhor aproveitamento dos recursos educacionais disponíveis na rede.

Onde:
Ceará

Cidades conectadas:
49

Rede estadual:
707 escolas

Escolas conectadas com alta velocidade:
138

Velocidade de conexão:
60 Mbps

Cidade Digital - Piraí - RJ
Políticas duradouras levam tecnologia para dentro e fora da sala de aula

Projeto Cidade Digital instalou rede de wi-fi gratuito em praças, prédios públicos - incluindo todas as escolas das zonas urbana e rural - e em quase todos os bairros, para moradores cadastrados. Na rede pública de ensino, os alunos receberam notebooks (classmates) de baixo custo, e os professores realizam formações para usar a tecnologia como ferramenta para ampliar a aprendizagem dos alunos.

CIDADE DIGITAL

Iniciativa de política pública em parceria com empresas, entidades da sociedade civil e universidades focada no desenvolvimento de uma área urbana por meio da inclusão digital e do direito à informação e à comunicação. Para criar uma cidade digital é necessário implantar infraestrutura, serviços e acesso público ao uso de novas tecnologias, de forma que as ferramentas digitais tornem-se uma extensão natural do modo de vida dos cidadãos.

DESTAQUES DA EXPERIÊNCIA

Acesso grátis à internet rápida em larga escala no município popularizou o uso da tecnologia em todas esferas públicas, inclusive nas escolas.

Alunos receberam notebooks chamados classmates e devem se responsabilizar pelo uso deles para fins pedagógicos.

Formação de professores teve foco em solucionar desafios da sala de aula via tecnologia, e não nas ferramentas de informática.

Relatórios sobre o uso dos classmates (sites e programas acessados, tempo de navegação, disciplinas que mais usam) são usados para planejar estratégias pedagógicas.

Onde:
Piraí (RJ)

Habitantes:
27 mil

Residências com acesso à internet gratuito:
14.440 (Jan/2015)

Escolas conectadas:
20

Velocidade de conexão nas escolas:
20 Mbps

Escolas com Wi-Fi:
100%

Computadores distribuídos:
5.500 classmates; 500 laptops (um para cada professor da rede)

Escola.com - Cascavel - PR
Município investe em redes locais para driblar falhas de conectividade

Projeto Escola.com distribuiu 4200 netbooks para as escolas da rede municipal. Com um plano progressivo de inclusão da tecnologia na sala de aula, a cidade paranaense investiu na formação de professores e na produção dos próprios recursos educacionais. Para ampliar o alcance e reduzir custos, a rede apostou no uso de software livre e investiu em servidores locais nas escolas.

REDES LOCAIS

O uso de redes locais ajuda escolas que precisam lidar com conexões de baixa velocidade (2 Mbps). Antes de começar a aula, os professores armazenam todos os conteúdos em um servidor e os alunos podem acessar esses materiais diretamente da rede local, evitando a que a conexão caia durante o desenvolvimento das atividades.

DESTAQUES DA EXPERIÊNCIA

Uso de servidores locais permite evitar a perda de conexão durante a aula.

Formação de professores para o uso de tecnologia em sala de aula acontece em horário de trabalho para incentivar a participação.

Adoção do software livre reduziu custos do projeto, que ainda investiu no desenvolvimento de recursos educacionais próprios.

Alunos ganham os netbooks quando terminam o quinto ano, enquanto a secretaria investe na compra de novos equipamentos para as turmas ingressantes.

Onde:
Cascavel (PR)

Cidades conectadas:
61 escolas municipais

Habitantes:
309.259

Computadores distribuídos:
4200

Velocidade de conexão nas escolas:
2 Mbps

Escolas com Wi-Fi:
90%

EE Orígenes Lessa - Diadema - SP
Recuperação no laboratório de informática fica mais divertida

A recuperação deixou de ser um motivo de chateação para os alunos da Escola Estadual Orígenes Lessa. Desde o ano passado, eles utilizam a plataforma Currículo + (versão da Escola Digital personalizada para Secretaria de Educação do Estado de São Paulo) nas aulas de reforço das disciplinas de português e matemática. As atividades acontecem no laboratório de informática, que se tornou um dos espaços mais disputados da escola.

LABORATÓRIO DE INFORMÁTICA

Na realidade de muitas escolas, o laboratório de informática ainda é o único espaço que dispõe de infraestrutura com computadores e acesso à internet. Muitas vezes, o número de equipamentos não é suficiente para a quantidade de alunos, mas os professores organizam atividades em duplas ou dividem a classe em grupos e fazem um revezamento para utilizar a sala.

DESTAQUES DA EXPERIÊNCIA

Objetos Digitais de Aprendizagem aumentam o engajamento dos alunos e apoiam aulas de reforço de português e matemática.

Trabalho com as turmas de reforço no laboratório permite que o professor dê atenção individual para alunos.

Para atender mais alunos, escola promove compartilhamento de computadores no laboratório, que se tornou um dos espaços mais disputados da escola.

Onde:
EE Orígenes Lessa (Diadema-SP)

Etapa:
Ensino Fundamental e Médio

Velocidade de conexão na escola:
4 Mbps

Sinal de Wi-Fi:
Não

Computadores:
18

Recursos acessados:
Escola Digital, Currículo+ e Aventuras do Currículo+

Metodologias

Colégio Municipal de Indaial - Indaial (SC)
Vídeo permite aprendizagem colaborativa entre escolas

Alunos do 4o ano do ensino fundamental de Indaial (SC) estão aprendendo junto com colegas de outros estados. A interação acontece por meio de videoconferências. Envolvidos com um projeto sobre animais em extinção, os alunos estão mapeando espécies ameaçadas em seus estados para apresentarem aos colegas de outras escolas.

APRENDIZAGEM COLABORATIVA

Com bases construtivistas e sociointeracionistas, essa metodologia faz com que os alunos construam seus conhecimentos coletivamente a partir da interação com os pares e também com o professor. A aprendizagem colaborativa não está restrita ao uso da tecnologia, porém, o computador potencializa esse processo. Com redes sociais e serviços de mensagens instantâneas, por exemplo, os alunos podem interagir, compartilhar informações e construir trabalhos de forma colaborativa, ultrapassando as barreiras de tempo e espaço.

DESTAQUES DA EXPERIÊNCIA

Alunos conhecem e conseguem interagir e aprender com colegas de outras escolas e lugares do país.

Alunos podem ter contato com especialistas via videoconferências.

Alunos se envolvem mais em atividades, quando expõem seus trabalhos para outros públicos.

Metodologia incentiva alunos a pesquisarem conteúdos e utlizarem redes sociais para fins educativos.

Onde:
Colégio Municipal de Indaial (Indaial-SC)

Etapa:
Ensino Fundamental 1

Disciplina:
Multidisciplinar

Tamanho da turma:
21 alunos

Velocidade de conexão:
10 Mbps

Sinal de Wi-Fi:
Instável

Materiais utilizados:
13 computadores e projetor, cartolinas, revistas, lápis de cor, livros.

Playmaker School (EUA)
Gamificação faz do ano letivo uma aventura

A Playmaker School aposta na experimentação como maior ferramenta de aprendizado. Jogos e tecnologia de ponta são usados como estímulo à curiosidade, à colaboração e ao pensamento criativo durante as aulas, que incluem atividades em simuladores, discussões e projetos. Cada estudante recebe um Mapa da Aventura, que serve como um indicador de seu progresso durante o ano letivo

GAMIFICAÇÃO

A gamificação é a integração dos elementos dos jogos, como níveis, badges e competição, ao currículo. O objetivo é criar uma motivação intrínseca, em que o aprendizado acontece por meio das próprias brincadeiras, sem separação entre a teoria e a prática. O professor tem uma atuação semelhante a de um designer de jogos, buscando maneiras para que o aluno sempre queira jogar mais, engajar-se mais e descobrir novas formas de interagir com o conhecimento e mundo ao seu redor.

DESTAQUES DA EXPERIÊNCIA

Currículo é dividido em módulos temáticos que integram diferentes disciplinas e incluem atividades como jogos, desenho de projetos e produção de mídia.

Cada estudante recebe um Mapa da Aventura, uma ferramenta personalizada e interativa em que monitora a sequência de módulos durante o ano, que também é acompanhada por professores e pais.

A PlayMaker propõe um novo desenho arquitetônico, com espaços pensados como ambientes de exploração, onde os alunos fazem descobertas, jogam, constroem e aprendem.

Onde:
New Roads School (Califórnia - EUA)

Etapa:
Ensino Fundamental 2

Disciplina:
Multidisciplinar

Tamanho da turma:
80 alunos

Materiais utilizados:
Kits de robótica, simuladores, TVs, laptops, tablets.

Escola Municipal Emílio Carlos - Rio de Janeiro (RJ)
Ensino híbrido transforma aula de história do 9º ano

Tirar dúvidas ficou mais natural e fácil para os estudantes do professor Eric Rodrigues. Em suas aulas de história, alunos dividem-se em grupos e recebem atenção personalizada mesmo estando em diferentes momentos do currículo. Enquanto o professor circula pela classe, netbooks com vídeos ajudam aqueles com maior dificuldade a entender os conteúdos.

ENSINO HÍBRIDO

A metodologia combina atividades presenciais com outras feitas com a ajuda da tecnologia. Consiste em colocar o foco do processo de aprendizagem no aluno e não mais na transmissão de informação por parte do professor. O aluno estuda o material em diferentes situações, e a sala de aula passa a ser o lugar de aprender ativamente, realizando atividades e discussões com o apoio do professor e em colaboração com os colegas.

DESTAQUES DA EXPERIÊNCIA

Aulas com conteúdo multimídia motivam alunos a estudar mais e aprender por meio de fontes diferentes.

Professor consegue dar ajuda personalizada para alunos e receber retorno sobre o aprendizado.

Professor tem agenda em tablet que mostra em que fase do currículo cada aluno se encontra.

Alunos que dominam determinado conteúdo podem resolver desafios e ganhar pontos extras na aula de história.

Onde:
Escola Municipal Emílio Carlos (RJ)

Etapa:
Ensino Fundamental 2

Disciplina:
História

Tamanho da turma:
39 alunos

Velocidade de conexão:
2 Mbps

Sinal de Wi-Fi:
Instável

Materiais utilizados:
12 netbooks, 6 fones de ouvido, livros didáticos, conteúdos impressos.

EE Professor José Vilagelin Neto – Campinas (SP)
Sala de aula invertida poupa tempo para o que interessa

As aulas de matemática ficaram mais dinâmicas na Escola Estadual Professor José Vilagelin Neto. Uma vez por semana, durante duas horas, os alunos não tem aula expositiva e utilizam a plataforma QMágico para resolverem exercícios e tirarem dúvidas com o professor no laboratório de informática.

SALA DE AULA INVERTIDA

A metodologia da sala de aula invertida transforma a lógica de organização da sala de aula. Com o apoio de recursos interativos, os alunos aprendem os conteúdos em casa e aproveitam o tempo que estão na classe para resolver exercícios, tirar dúvidas com o professor e aprofundar a discussão. Em Campinas, a escola Professor José Vilagelin Neto fez uma adaptação dessa metodologia em duas aulas semanais de matemática.

DESTAQUES DA EXPERIÊNCIA

Alunos podem aproveitar o momento da aula para fazer exercícios e tirar dúvidas com o professor.

A aula fica mais dinâmica e a turma consegue se envolver mais com o conteúdo.

O professor não precisa gastar tempo passando matéria e exercícios na lousa para a classe copiar.

O uso de uma plataforma de aprendizagem permite acompanhar em tempo real o desenvolvimento de cada aluno.

Onde:
Escola Estadual Professor José Vilagelin Neto – Campinas (SP)

Etapa:
Ensino Fundamental e Médio

Disciplina:
Matemática

Quantidade de turmas:
14 (7 do fundamental e 7 do médio)

Velocidade de conexão:
50 Mbps

Sinal de Wi-Fi:
Sim

Materiais utilizados:
36 computadores e uma plataforma de aprendizagem.

Colégio Visconde de Porto Seguro (SP) e Centro de Tecnologia Senai (RJ)
Laboratórios criam ambiente para aprendizagem maker

No Colégio Visconde de Porto Seguro, dentro de um laboratório de fabricação digital, alunos do ensino fundamental 2 conhecem ferramentas de prototipagem rápida, aprendem a construir novas empresas, desenvolvem seus projetos e participam de uma apresentação para especialistas de mercado. No Senai FabLab, do Centro de Tecnologia Senai, alunos do ensino técnico integram teoria e prática na construções de soluções para a indústria.

APRENDIZAGEM MAKER

A metodologia possibilita o aprendizado a partir da experimentação. O aluno usa ferramentas de prototipagem rápida, como a impressora 3D e a cortadora de vinil, para construir suas próprias invenções. Dentro de um espaço maker, o aluno assume o papel de protagonista e constrói o seu conhecimento a partir de experiências que envolvem erros e reparos constantes, criando conexões com o mundo real.

Onde:
Colégio Visconde de Porto Seguro (São Paulo - SP

Etapa:
Ensino fundamental 2

Disciplina:
Curso extra-curricular Tech Startup

Velocidade de conexão:
50 Mbps

Sinal de Wi-Fi:
Sim

Tamanho da turma:
15 alunos

Materiais utilizados: Projetor interativo, impressora 3D, cortadora de vinil, fresadora, cortadora a laser, impressoras, kits de robótica, kits Lego, eletrônicos (computadores, notebooks, tablets), bancada de eletrônicos, bancadas multiuso, ferramentas (furadeiras, máquina de costura), materiais de escritório e sucatas.

Onde:
Centro de Tecnologia Senai (Rio de Janeiro - RJ)

Etapa:
Ensino técnico

Disciplina:
Automação, Petróleo e Gás

Velocidade de conexão:
10 Mbps

Sinal de Wi-Fi:
Sim

Tamanho da turma:
40 alunos

Materiais utilizados: 15 workstations de alto desempenho, capazes de modelar projetos em 2D e 3D, máquinas de corte a laser, impressoras 3D, oficina de eletrônica, de robótica, de fresagem e de marcenaria, além de área de estudos com biblioteca interativa.

Soluções Pearson - (EUA)
Avaliação digital acompanha o aluno de forma integral

Provas e avaliações somativas sempre tiveram um alcance limitado. Nos EUA, o grupo educacional Pearson se prepara para lançar uma ferramenta que leva em consideração as notas e tudo o que cerca o aprendizado, como comportamento, sociabilidade, ambiente escolar e familiar. Além disso, a entrada da tecnologia tem facilitado aplicação e correção de provas escritas e orais.

AVALIAÇÃO DIGITAL

A digitalização da vida escolar abriu a possibilidade do cruzamento de dados e de enxergar o aluno além de seu desempenho acadêmico. Com a guinada para um ensino voltado ao desenvolvimento das competências para o século 21, como criatividade e colaboração, as formas tradicionais que se resumem aos testes padronizados têm se revelado ineficazes. Nos EUA, a Pearson começa a desenvolver um algoritmo que gera recomendações ao aluno, professor e aos pais sobre quais áreas precisam ser trabalhadas para que se obtenha aptidão para a vida universitária.

DESTAQUES DA EXPERIÊNCIA

Algoritmo é capaz de prever o nível de aptidão de um estudante para universidade muito antes de exames nacionais feitos ao final do ensino médio.

Exames orais e escritos realizados com a ajuda do computador tiram do professor as tarefas repetitivas.

Com uso de software de correção, alunos conseguem produzir mais redações e aprimorar a fluência escrita.

Onde:
Estados Unidos - Arizona e Condado de Gwinnett (Geórgia)

Etapa:
Educação básica

Escolas:
2.000 (Arizona) e 122 (Condado de Gwinnett)

Disciplina:
Multidisciplinar

Materiais utilizados:
Computadores, tablets, telefones e smartphones.

O que está POR VIR?

Tecnologia vestível, novas formas de certificar e de avaliar despontam como maiores tendências

Se por um lado a tecnologia facilita o acompanhamento individual do aluno e abre espaço para a personalização do ensino, por outro ela ajuda a escalar novas oportunidades de aprendizagem. As tendências para o uso de tecnologia na educação apontam para a convergência de dispositivos eletrônicos portáteis que ampliam as oportunidades de aprendizagem dentro e fora de sala de aula e geram dados sobre esses processos e as pessoas envolvidas neles. Diante desse cenário, serão criadas novas formas de comprovar capacidades e métricas de avaliação que ajudam a monitorar o desenvolvimento de competências para o século 21.

A velocidade das informações e as novas formas de ensinar vão mudar a forma como o conhecimento é comprovado. Os diplomas que atestam a conclusão de cursos em diversas etapas de ensino tradicional não darão conta de certificar as capacidades adquiridas em espaços informais de aprendizagem.

Para atender a essa demanda, ganharão força novas formas de certificação, como microcertificações que validam competências adquiridas em espaços formais e informais de aprendizagem. Com badges (distintivos), um entusiasta de tecnologia da informação poderá comprovar para instituições de ensino ou empregadores as suas habilidades adquiridas em fóruns de discussão ou em um curso online de programação, por exemplo.

Já as avaliações multimodais vão utilizar dispositivos que conseguem captar indicadores de emoções e expressões dos alunos enquanto eles participam de uma atividade maker ou um trabalho em grupo. Isso permite que o professor acompanhe processos, ao invés de focar apenas na avaliação de produtos.

Os sensores, vídeos, gravações de áudio e detectores de movimento irão gerar um grande volume de dados que permite estabelecer padrões de comportamento dos alunos e consegue prever se eles completarão a próxima atividade. Eles irão identificar os caminhos que os alunos percorrem enquanto desenvolvem atividades variadas. Com o uso de eyetracking, por exemplo, será possível monitorar para onde um aluno está olhando, qual é o seu nível de concentração e o que desvia a sua atenção durante a resolução de um problema.

Os dispositivos vestíveis tendem a ganhar força. Os óculos, pulseiras, acessórios ou itens de vestuário conectados à internet poderão facilitar a comunicação entre professores e alunos. Será possível fazer pesquisas e interagir com conteúdos da aula em tempo real usando a tecnologia da realidade virtual.

A tecnologia vestível, que em momentos de lazer já permite contar passos e gasto de calorias, chegará até a sala de aula para medir funções corporais enquanto os alunos estão aprendendo. Diversos dispositivos serão reunidos em uma única peça que pode ser transportada para qualquer lugar. Não existirão barreiras de tempo e espaço.

Resumo

• Acompanhamento individual

• Personalização

• Competências para o século 21

• Novas formas de ensinar

• Espaços informais de aprendizagem

• Novas formas de certificação

• Avaliações multimodais

• Indicadores de emoções e expressões

• Atividade maker

• Grande volume de dados

• Realidade virtual

• Tecnologia vestível

• Testes de funções corporais

Expediente

Produção Executiva:
Regiany Silva e Vinícius de Oliveira

Edição:
Tatiana Klix

Reportagem:
Carolina Lenoir, João Carlos Magalhães, Mariana Mandelli, Marina Lopes e Vinícius de Oliveira

Design e Desenvolvimento:
Inketa.com

Fotografia:
André Luiz Mello (Aprendizagem maker-RJ, Ensino Híbrido), Cadini e Vanderlei Faria (Cascavel), Gabo Morales (Orígenes Lessa, Aprendizagem maker-SP, Sala de Aula Invertida), Leonardo Soares (Amazonas), Rafaela Martins (Aprendizagem colaborativa) e Rebeca Baltazar (Piraí)

Vídeos:
Ama Filmes (Video de Apresentação), Marcelo Dias (assistente de Filmagem - Aprendizagem maker-RJ e Ensino Híbrido), Max Quaresma (assistente de Filmagem - Aprendizagem maker-SP), Raul Góes (Filmagem), Raul Minotti (assistente de Filmagem - Orígenes Lessa) e Verônica Dantas (edição)

Colaboração:
Foram consultados para a produção de conteúdos deste especial:
André da Costa Silva (SEE-SP), Antônio Biondi (jornalista e advogado), Beatriz Goulart (arquiteta), Carol Beltramini (QMágico), Diogo Moysés (especialista em telecomunicações), Fabio Ferrentini Sampaio (UFRJ), Juliana Ragusa (Fab Educação), Luciana Allan (Instituto Crescer), Michael Horn (Clayton Christensen Institute), Roque Mattei (SE-Joinville), Sean W. M. Siqueira (UNIRIO) e Vinicius Licks (Insper).

Construção coletiva de recomendações realizada durante evento da Série Diálogos O Futuro se Aprende sobre conectividade pelos seguintes participantes:
Alex Bernaz dos Santos (Secretaria da Educação do Estado de São Paulo), Alex Canziani (Deputado Federal), André da Costa Silva(Secretaria da Educação do Estado de São Paulo), Anna Lívia Arida (Nossas Cidades), Antônio Moraes (Microsoft Educação), Aurea Lopes (A Rede), Beatriz Tibiriçá (Coletivo Digital), Bruna van der Linden (Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco), Caio Dib (Instituto Natura), Camila Cardoso Pereira (Fundação Lemann), Celina Beatriz (Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio), Cristiana Gonzalez (IDEC - Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), Daniela Caldeirinha (Fundação Lemann), Denis Mizne (Fundação Lemann), Diane Mota Mello Freire (Secretaria Municipal de Educação de Mogi das Cruzes), Diego Callegari (Secretaria Estadual de Educação de Santa Catarina), Diogo Moysés (Especialista em Telecomunicações), Eziquiel Menta (Secretaria de Estado da Educação do Paraná), Fernando Carvalho (Cinturão Digital – Ceará), Flávia Lefreve (Proteste), Fu Kei Lin (Fundação Telefônica), Gabriel Serrano (Aluno Khan Academy - Barueri-SP), João Armindo Coelho Vargas (Secretaria de Serviços da Prefeitura Municipal de São Paulo), João Paulo Guerra Rotelli (Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República), Jocemar do Nascimento (Núcleo de Tecnologia Municipal de Cascavel-PR), José Leça (Telefônica), José Moran (USP), Joselino Goulart Junior (Secretaria da Educação Básica - Ministério da Educação), Juliana Muller Reis Jorge (Ministério das Comunicações), Juliana Nolasco (Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio), Leandro Holanda Fernandes de Lima (Fundação Lemann), Louisee Rodrigues (Fundação Lemann), Lucas Giannini (IIEB - Iniciativa para Inovação na Educação Brasileira), Lúcia Dellagnelo (IIEB - Iniciativa para Inovação na Educação Brasileira), Maíra Pimentel (Tamboro), Malde Maria Vilas Bôas (FDE - Fundação para o Desenvolvimento da Educação), Manoel Bonfim Cruz de Lima (Aluno Geekie Games (Fortaleza-CE), Marcelo Chilvarquer (Ministério da Justiça), Marcia Pereira (Escola Professora Maria Meduneckas - Barueri-SP), Maria Gabriela Bighetti (Fundação Telefônica), Marina Pita (Jornalista), Mário Ripper (Tamboro), Olavo Nogueira (Secretaria da Educação do Estado de São Paulo), Renata Mielli (FNDC - Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (Renê de Lima Barbosa – FNDE), Ricardo Falzetta (Todos Pela Educação), Rodolfo Manoel de Jesus Oliveira (Secretaria de Educação de Barueri), Samara Werner(Tamboro), Samuel Carvalho Lima Holanda (Fundação Lemann), Simone Soares (Secretaria de Educação de Osasco) Takashi Tome (RNP - Rede Nacional de Ensino e Pesquisa), Tiago Guilhon Mitoso Rocha (Fundação Lemann), Veridiana Alimonti (Intervozes) e  Weber Martins Marques (Secretaria Municipal de Educação de Mogi das Cruzes).

Parceiros: