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Inovações em Educação

Novo programa prevê internet de até 78 Mega nas escolas

Iniciativa Minha Escola Mais Inteligente atualiza o Plano Banda Larga nas Escolas, que hoje garante só 2 Megabits por segundo de velocidade

por Flávia Azevedo 10 de maio de 2016

Para universalizar o acesso e superar a barreira dos 2 Megabits por segundo de conexão de internet, que hoje dificultam o uso pedagógico da tecnologia na educação, o governo federal anunciou nesta segunda-feira (9) o Programa Brasil Mais Inteligente. A meta é levar banda larga de alta velocidade para 95% da população e fibra óptica para 70% dos municípios até 2018.

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No contexto educacional está incluso, como eixo temático, o projeto Minha Escola Mais Inteligente, que substitui o PBLE (Plano Banda Larga nas Escolas) e planeja atender 30 mil escolas até 2019. O anúncio acontece meses depois da campanha Internet na Escola, capitaneada, em 2015, por Fundação Lemann e Instituto Inspirare, que reuniu estudantes e profissionais de educação de todo o país para realizarem testes de velocidade para avaliar a qualidade da internet nas escolas. Ainda no âmbito da mobilização, um relatório do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio apontou falhas de cumprimento das obrigações do PBLE.

Sob responsabilidade da Telebras, o projeto tem como meta para a primeira etapa (até 2019) beneficiar cerca de 20 milhões de alunos. O ministro André Figueiredo explicou que o Minha Escola Mais inteligente é prioridade no Programa. “O projeto representa princípios que defendemos e os parceiros compreenderam isso, ou seja, que é imperiosa a igualdade no acesso ao conhecimento propiciada pela internet”, disse.

O presidente da Telebras, Jorge Bittar, afirmou que os investimentos iniciais são da ordem de R$ 500 milhões, do próprio MiniCom (Ministério das Comunicações). E que estão previstos, ainda, aportes do MEC (Ministério da Educação) em R$ 400 milhões em 2017, R$ 500 milhões em 2018 e R$ 600 milhões em 2019, respectivamente.

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Bittar explicou também que a meta é alcançar 78 Megabits por segundo de velocidade nas escolas. “Vamos dar um salto nesse processo, por isso a ideia de se criar uma plataforma nacional de alta velocidade, com pelo menos a média de 78 Megabits por segundo nas nossas escolas. Hoje, as maioria das escolas conta com a média de 1 ou 2 Megabits por segundo, isso é basicamente nada”, afirmou Bittar na solenidade.

Questionado sobre a existência de uma tabela de velocidade da banda larga nas escolas, o presidente da Telebras explicou que esse detalhamento vai depender do número de alunos em cada instituição de ensino. A seleção das mesmas foi feita pelo MEC, que priorizou, em parte, aquelas que possuem pior desempenho educacional. Outro conjunto de escolas foi selecionado a partir de suas localizações estratégicas nas mais diversas cidades.

Luís Cláudio Costa, secretário-executivo do MEC, destacou que o Minha Escola Mais Inteligente representará um salto de inclusão na educação brasileira. Ele citou, como exemplo, que grande parte da formação continuada de professores acontece por meio da Universidade Aberta do Brasil, cujos resultados dependem, efetivamente, do acesso à internet em todos os cantos do país. “Esse passo agora é decisivo porque os professores precisam desse treinamento”, afirmou.

Mesmo diante de uma crise política em que o Senado pode dar prosseguimento ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, o ministro das Comunicações finalizou a solenidade afirmando, ainda, que é um Programa cujas ações são plenamente possíveis, cuja continuidade dependerá muito mais da vontade política em avançar na inclusão digital do que arrecadar recursos para compor metas de superávit primário. “São ações factíveis. É claro que temos ai uma caminhada para fazer, mas fizemos questão de lançar o programa da maneira que está, absolutamente convictos de que é um projeto factível e necessário. Um projeto indispensável para o Brasil, tocado não só pelos ministérios, mas também pelas operadoras, pelos pequenos produtores, pela Telebras, pela Anatel e por tantos pesquisadores que se debruçam nessa temática”, disse.

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conectividade, mec