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Games ensinam a tomar decisão e resolver problema; vídeo traz palestra da especialista em jogos Samara Werner

Samara Werner, especialista em jogos, defende o recurso para desenvolver habilidades e tornar aprendizado mais divertido

Apesar de ainda não serem muito compreendidos por alguns pais e educadores, os games ajudam estudantes a desenvolver habilidades relacionadas à tomada de decisões, entendimento de regras, capacidade de resolução de problemas, raciocínio rápido, estratégia, antecipação e perseverança. A especialista em jogos educativos inovadores, Samara Werner, defendeu as vantagens dos games no processo de aprendizagem durante a Série de Diálogos o Futuro se Aprende sobre Tecnologias na Educação, promovida pelo Instituto Inspirare, Porvir e pela Fundação Telefônica Vivo.

Formada em engenharia eletrônica, com experiência em desenvolvimento de softwares, Samara direcionou sua carreira para a área de educação. Hoje é diretora executiva da Tamboro, empresa que desenvolve soluções educativas inovadoras por meio de games. Defensora da escola, Samara acredita que é possível aprimorar a educação com o uso das tecnologias. “A escola é o espaço que universalizamos. A questão é como vamos reconfigurar essa escola com os atores que já existem nela, para que ela possa dar resultados melhores”,  diz.

crédito lutya / Fotolia.com

Samara cita pesquisas publicadas recentemente em matéria do jornal O Globo que concluem que 35 milhões de brasileiros jogam na rede. “Ou seja, 20% da população brasileira tem hábito de jogar”. Segundo ela, os games habitam principalmente o universo dos mais jovens e têm um poder de mobilização, encantamento e envolvimento. Utilizados no universo educacional, podem ser muito úteis, tanto para o estudante quanto para o educador.

A especialista assegura que, em contraposição ao sistema de ensino tradicional, os jogos têm foco não somente no conteúdo a ser transmitido, mas também no desenvolvimento de outras habilidades. “Quando um aluno toma decisões na escola para sua trajetória? Ou ela já vem posta? No jogo, a cada segundo são colocados novos desafios e é necessário tomar decisões muito rapidamente, o que exige raciocínio lógico, estratégia e antecipação”, afirma. Os estudantes também passam a entender regras. “Seguir instruções parece chato, mas no jogo não é. Todos os games têm regras e os alunos as seguem com muita vontade”, completa. Os games também despertam o desejo de  “conquistar todos os níveis”, ou seja, continuar aprendendo, ao invés de simplesmente passar na prova.

Já para o professor, as plataformas oferecem estatísticas de desempenho dos alunos, suas dificuldades e habilidades diferenciadas. Isso também favorece a tão desejada personalização da aprendizagem, que tem sido amplamente discutida por especialistas em educação. “O jogo tem a personalização na sua essência”, avalia Samara. A experiência de cada jogador é diferente e traduz o nível de aprendizagem e desenvolvimento de cada um.

Confira os detalhes dessa palestra do vídeo abaixo:

 

Leia outros artigos sobre o tema: Games na Educação.

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    8 COMENTÁRIOS

    1. Postei no Facebook, mas segue abaixo:
      Excelente explicação. A gamificação na vida e nos negócios, aliada harmoniosamente e claro, importante que os fãs dos jogos o façam, com a vida social e relacionamentos interpessoais.

      • Nada do que você disse fez algum sentido. Entretanto, entendi o que você quis dizer. É , veramente, um retrocesso social não se adaptar às novas tecnologias e descobertas científicas. Jogos são mecanismos de interação complexos que podem tanto proporcionar momentos de introspecção quanto de extroversão. É inevitável, uma vez que você se interesse por um jogo, que não consiga se imergir em um universo virtual, esquecendo por alguns minutos os seus objetivos pessoais e integrando os objetivos do jogo a si. Dependendo do conteúdo do jogo, essa experiência pode ser de suma riqueza.

        Assim, jogos são expressões humanas tanto por parcela de quem os faz quanto por parte de quem os experimenta. É Arte, então. Embora uma arte bastante discriminada, continua arte. Experimente trocar o contexto que eu coloquei por quadros, troque jogos por quadros, o sentido continua coerentíssimo :) . É uma pena que nós brasileiros não temos uma cultura de lazer e entretenimento que considere os jogos como um fator determinante no desenvolvimento da ontologia de cada ser humano, assim como as outras expressões artísticas são vistas como.

    2. Adorei o post, e é exatamente o que eu penso a respeito. Sou analista de sistemas e acredito que não apenas os games, mas diversas tecnologias atuais podem auxiliar no aprendizado dos nossos alunos. Nosso processo de ensino atual está muito aquém do que poderia ser. Tantas áreas evoluíram muito, porém, nosso sistema educacional ainda não.

      Parabéns pelo trabalho!

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