Um parquinho no meio de uma floresta em Berlim, na Alemanha, deixa pais um tanto ansiosos à medida que os filhos começam a escalar uma estrutura de cordas e madeira. Eles até tentam seguir as crianças, mas chega um momento que elas avançam mais rápido.

O Ludwig Lesser Park, em Berlin-Frohnau, acompanha uma tendência que se acelerou na Alemanha nos últimos cinco anos, diz o conteúdo do The Guardian. Parques infantis, como defende um número crescente de educadores, fabricantes e planejadores urbanos, precisam parar de se esforçar em oferecer segurança absoluta. Em vez disso, devem criar microcosmos desafiadores que ensinam as crianças a navegar em situações difíceis.

“Se queremos que as crianças estejam preparadas para o risco, precisamos permitir que elas entrem em contato com o risco”, disse um professora da Universidade de Karlsruhe. Até as seguradoras concordam. Um estudo influente de 2004 descobriu que crianças que haviam melhorado suas habilidades motoras em parques desde cedo eram menos propensas a sofrer acidentes quando cresciam. Com os jovens passando cada vez mais tempo em suas próprias casas, a associação de seguradoras alemãs pediu no ano passado mais playgrounds que ensinam as crianças a desenvolver “competência de risco”.

O The Guardian cita que a Alemanha é frequentemente considerada como uma nação política e economicamente avessa ao risco, onde a vida cotidiana é regulada por um conjunto estrito de regras e leis. No entanto, quando se trata de playgrounds, o estereótipo é enganoso. E essa ousadia começa a inspirar programas nos Estados Unidos e no Reino Unido.

É diretor e editor do Porvir e faz parte da equipe desde 2014. Nesse tempo, já produziu séries sobre formação de professores e guias multimídia sobre temas como educação socioemocional, tecnologia, participação estudantil e aprendizagem prática....

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