Guia reúne orientações para levar conectividade às escolas e redes públicas de ensino - PORVIR
Crédito: Monkeybusinessimages/IStock

Inovações em Educação

Guia reúne orientações para levar conectividade às escolas e redes públicas de ensino

Organizada pelo Grupo Interinstitucional de Conectividade na Educação (GICE), a publicação é voltada a gestores públicos responsáveis pela contratação de soluções de conectividade

por Redação ilustração relógio 20 de outubro de 2021

Diagnosticar, planejar, contratar e monitorar. Esses são os quatro passos que os gestores públicos devem seguir para levar conectividade às escolas e redes de ensino. As orientações estão disponíveis no “Guia de Conectividade na Educação – Passo a passo para a conectividade das escolas públicas brasileiras”, produzido pelo Grupo Interinstitucional de Conectividade na Educação (GICE), formado por mais de 20 órgãos governamentais, operadoras, provedores, empresas de tecnologia, associações e organizações do terceiro setor. A coordenação técnica do material é do Centro de Inovação para a Educação Brasileira (CIEB) em parceria com o Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br).

Estruturada no formato de manual, a publicação tem download gratuito e apresenta o processo de contratação de forma didática e detalhada, com orientações sobre parâmetros de infraestrutura, modelos de financiamento e contratação, distribuição de equipamentos e sinal, além de oferecer uma fórmula para calcular a conectividade necessária para cada escola. Os capítulos são acompanhados por ferramentas de apoio – entre elas o Mapa da Conectividade na Educação. Também elaborado pelo GICE, o mapeamento interativo detalha a velocidade de internet nas salas de aula e o número de escolas com conexão adequada, entre outros filtros.

“Gestoras e gestores públicos educacionais contam agora com um passo a passo pormenorizado e didático para planejar e viabilizar a implementação de políticas de conectividade em suas escolas e redes públicas de ensino, necessidade que se tornou mais urgente diante do contexto atual de pandemia, suspensão temporária das aulas presenciais e crescente demanda de ensino híbrido”, afirma Thalles Gomes, coordenador jurídico e de parcerias públicas do CIEB.

Confira, no vídeo abaixo, o debate que marcou o lançamento da publicação:

Estratégias para uma escola conectada

O Guia também considera o conceito de Escola Conectada, criado pelo CIEB: “Uma escola que possui visão estratégica e planejada para o uso da tecnologia na educação, expressa em seu currículo e nas práticas pedagógicas, com gestores/as e docentes com competências digitais desenvolvidas, com recursos educacionais digitais selecionados e alinhados ao currículo e com a infraestrutura adequada. Com isso, é capaz de oferecer ensino híbrido, integrando momentos presenciais e online, utilizando tecnologias digitais para ampliar o tempo, o espaço e o ritmo de aprendizagem dos/as estudantes.”

“Esse material inédito é de grande importância para que as escolas saibam como identificar lacunas e deficiências de conectividade existentes e, assim, buscar formas e recursos para melhorar o cenário. Os dados permitirão traçar estratégias para um plano que atenda às necessidades de conexão, tanto de alunos como de educadores”, aponta o diretor-presidente do NIC.br, Demi Getschko, em depoimento ao CIEB.

Direito fundamental

Segundo relatório publicado pela Broadband Commission for Digital Development, ligada às Nações Unidas, computadores conectados à internet são recursos essenciais para ampliar as oportunidades educacionais de crianças e jovens dentro e fora da escola. “Acesso à internet, além de essencial para o exercício de direitos sociais básicos, é condição necessária para a oferta de educação pública de qualidade”, acrescenta Thalles.

O gerente do Cetic.br, Alexandre Barbosa, reforça a opinião no debate de lançamento do Guia. “Precisamos superar essa métrica binária, tão comum no debate de conectividade de ter ou não ter acesso, para falar de uma conectividade significativa, que englobe a experiência de pessoas de uma forma mais ampla, que as empodere e que elas possam se desenvolver e exercer habilidades digitais para a expressão maior da sua liberdade no uso da internet.”


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conectividade, gestores públicos, tecnologia

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