O Futuro se Equilibra #010 - A escola no mundo - PORVIR
Jéssica Figueiró / Porvir

Podcast O Futuro se Equilibra

O Futuro se Equilibra #010 – A escola no mundo

por Redação ilustração relógio 16 de março de 2022

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Podcast O Futuro se Equilibra

As migrações estão na história da humanidade desde que o primeiro hominídeo descobriu que podia ficar em pé. E assim começou a se mover.
Como as escolas podem se preparar para acolher e receber migrantes e refugiados? Não só estudantes, como também outros atores da comunidade escolar.

Neste episódio de O Futuro se Equilibra falamos sobre migração, refúgio e educação. Ouvimos a Tatiana Chang Waldman, mestra e doutora em Direitos Humanos e atualmente assessora do Núcleo de Educação para as Relações Étnico-Raciais da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo.

Inscreva-se para não perder nenhum episódio

Apresentação: Tatiana Klix
Produção: Gabriela Cunha e Larissa Werneck
Edição: Gabriel Reis
Roteiro: Ruam Oliveira e Tatiana Klix
Concepção: Ruam Oliveira, Tatiana Klix e Vinícius de Oliveira
Apoio estratégico: Vinícius de Oliveira e José Jacinto Amaral
Música: Unicorn Heads, Asher Fulero, Babylon, Dan Henig, Septahelix, Darkroom, Apoxode e Airtone.

Links Úteis

Banco de Práticas para a promoção da interculturalidade

Resoluções do Conselho Nacional de Educação – CNE

Currículo da Cidade – Povos Migrantes: Orientações Pedagógicas

identidade visual de o futuro se equilibra - o podcast

[inicio]

[música de fundo]

[Tatiana Klix]

Migrar significa se mover. Sair de uma região e ir em direção à outra, seja por vontade própria, seja por necessidade.

As migrações estão na história da humanidade desde que o primeiro hominídeo descobriu que podia ficar em pé. E assim começou a se mover.

Se alimentar, se proteger do frio, da chuva ou de outras dificuldades requeria desses ancestrais que estivessem sempre em movimento. Para atender a tais necessidades, a migração era a opção.

E hoje, tantos séculos depois, os seres humanos continuam tendo a necessidade de se mover. De maneira voluntária ou não.

[música de fundo]

[Tatiana Klix]

Nem sempre as necessidades básicas como comer ou trabalhar fazem com que pessoas saiam de suas terras de origem em direção a outras localidades. Às vezes, guerras e conflitos também obrigam que elas deixem seus países, estados ou cidades em busca de proteção.

E não é fácil chegar a um novo destino. Seja para encontrar um lar, para arranjar um emprego ou iniciar os estudos.

O Futuro se Equilibra de hoje trata sobre migração, refúgio e educação.

Eu sou a Tatiana Klix, diretora do Porvir.

[Tatiana Klix]

Você que acompanha o podcast sabe que sempre começamos um novo episódio compartilhando uma história real. Vamos ouvir a história da Bruna Freitas, que vive em Boa Vista, Roraima, e atua como educadora em um abrigo no Instituto Pirilampos. Quem interpreta é a Flávia Souza.

[música de fundo]

Estou no meio de uma jornada: sou ainda estudante – curso letras, português – espanhol, mas também sou educadora social. Me chamo Bruna Freitas e tenho 26 anos.

Como educadora social, eu sinto que aprendo mais do que ensino. Trabalho com crianças e adolescentes entre 7 e 17 anos. E cada uma delas me ensina muito.

Eu atuo em um abrigo que recebe migrantes e refugiados que vem, em grande maioria, da Venezuela. Aqui em Boa Vista, Roraima, nós temos uma quantidade grande de migrantes vindos de diversos lugares da América Latina.

E o contato com essas crianças também me impacta. Não sou apenas eu quem ensina a elas o português – elas também me fazem ser curiosa sobre muitas coisas, incluindo aprender espanhol.

Quando eu entrei na graduação, estudava letras português – inglês, mas o trabalho no abrigo me mudou. E eu sabia muito pouco de espanhol. Aprendi e aprendo muito estando aqui. Posso dizer que meu espanhol é quase perfeito atualmente.

 

[música de fundo]

Estando em um abrigo que recebe pessoas vindas de fora do país, a sensação que tenho na verdade é que são eles quem me acolhem quando chego. Já estão lá e sou eu quem aparece para as aulas, sendo recebida com um “Oi professora!” ou “Tudo bem, professora?”. É sempre essa comunidade que chega até mim e não o contrário.

Faz parte do trabalho eu me preocupar com algumas coisas.

Por exemplo: algumas crianças indígenas venezuelanas chegaram ainda muito pequenas e nem todas tiveram acesso à cultura e língua materna. Nosso trabalho é também resgatar, manter e fortalecer os vínculos com essa cultura.

Muitas das crianças e adolescentes estão em processo de interiorização, um programa do governo federal brasileiro que atua para enviar venezuelanos em situação de vulnerabilidade para outras partes do país com segurança. E por estarem assim, às vezes ficam pouquíssimo tempo nos abrigos, e não têm o mesmo tempo de aprender.

Entendo que faz parte e é necessário que seja assim.

Os que ficam mais tempo, acabam aprendendo mais. E eu junto com eles.

Entre muitos dos estudantes com quem converso, lembro de um que chegou aqui e não queria ficar na turma designada para ele. Tinha 15 anos. Aprontava muito. Uma vez eu perguntei a ele qual era o motivo de não querer participar das aulas e ele desconversou. Continuei tentando até que ele me disse: eu não sei ler nem escrever e se eu participar da turma com os mais velhos, eles vão me zoar.

Então eu entendi. Chamei ele para ser meu assistente entre aspas em uma turma com crianças menores. Apesar de pouco tempo conosco, conseguimos grandes avanços na alfabetização desse garoto. Ele até entrou no Comitê de Alimentação do abrigo! Orgulhosamente dizendo: Pode deixar que eu assino meu próprio nome. Agora eu já sei.

[música de fundo]

O que me inspira trabalhando como educadora social é entender que estamos, eu e os estudantes, acreditando juntos na construção de um futuro. E que esse futuro é possível.

Trabalhar com migrantes não é tarefa fácil. Assim que comecei a atuar como educadora social, eu logo quis aprender tudo o que fosse possível para melhor atender a essas pessoas que chegam aqui.

Essa vivência me faz acreditar ainda mais na educação. No poder de transformação e nas enormes possibilidades que ela proporciona.

[Tatiana Klix]

O acesso à educação é um direito constitucional garantido a todas e todos. Isso vale para a população migrante, independentemente de as pessoas estarem ou não com os documentos em dia.

Educação é para todas e todos.

[Tatiana Chang] 

O direito à educação é um direito universal, garantido, não só na Constituição, mas em diversos documentos, do nosso ordenamento jurídico, a todos e todas, inclusive a população migrante, seja documentada ou indocumentada. Em situação migratória, documentada ou indocumentada. Mas infelizmente, ainda hoje no Brasil, a população migrante, incluindo as pessoas em situação de refúgio, enfrentam diferentes entraves para o acesso ao Direito à educação. Então, são desde barreiras relacionadas ao reconhecimento do direito ao acesso à educação que podem dificultar, por exemplo, a realização da matrícula, mas também o acesso ao material escolar ou ao uniforme, por falta de documentação, por exemplo.

Aqui existe um desafio de levar, então, para toda a rede de ensino a informação da necessidade de garantir o acesso pleno à educação de todas as pessoas migrantes, sejam elas documentadas ou indocumentadas, e garantir que essas próprias pessoas migrantes tenham acesso à informação sobre seus direitos no Brasil e as instituições que elas podem acessar nas situações em que os seus direitos sejam desrespeitados.

[música de fundo]

[Tatiana Klix]

[música de fundo]

A gente ouviu a Tatiana Chang Waldman, mestra e doutora em Direitos Humanos e atualmente assessora do Núcleo de Educação para as Relações Étnico-Raciais da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo.

De acordo com dados do Ministério da Justiça divulgados em dezembro de 2021, houve um aumento de 24,4% no número de migrantes sendo registrados no Brasil. Em sua grande maioria, eles são venezuelanos, haitianos e colombianos.

Atualmente 1,3 milhão de migrantes residem no Brasil. Na rede básica de ensino, o número de estudantes migrantes matriculados passou de 41.916 em 2010 para 122.900 em 2020.

Esse direito é garantido  pela Constituição Federal, pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, a Lei de Diretrizes e Bases, a Lei da Imigração, e uma resolução do Conselho Nacional de Educação de 2020. Ou seja, o arcabouço legal não deixa dúvidas sobre isso. Mas nem sempre as crianças conseguem ficar nas escolas.

[Tatiana Chang] 

Tem esse entrave que passa pelo acesso à instituição, a escola. Mas também e especialmente, tem um entrave no que diz respeito à permanência de estudantes migrantes nas escolas, diante de um desafio da escola de organizar uma estrutura que dê conta de acolher as especificidades dessa população.

Então, criar mecanismos e adaptações necessárias para o acolhimento de imigrantes no sistema de ensino, ao mesmo tempo também que valoriza a cultura de origem dessas pessoas. E eu acho que é uma questão que traz um impacto significativo na acolhida dessa população no sistema de ensino, é o fato de que a formação das educadoras e dos educadores não costuma contemplar o tema da mobilidade humana. Então, em muitas situações a escola vai receber e acolher essa população sem ter ferramenta, sem ter subsídios para que o trabalho com os estudantes migrantes e suas famílias seja mais rico e mais significativo, não só para essa população, mas para a população, para toda a comunidade escolar.

[Tatiana Klix]

E como deveria, então, ser a preparação para acolher estudantes migrantes nas escolas brasileiras?

[Tatiana Chang] 

[música de fundo]

Pensando numa preparação, em uma formação… Primeiro, acho que são diferentes desafios. A gente fala sim da dificuldade de comunicação entre a escola estudante, a família, em razão das diferenças linguísticas, que eu acho que isso é o que mais aparece.

Quando, quando conversa com, tenho conversado muito com educadores e educadoras, essa sempre a primeira questão é mais latente assim. Mas também tem uma série de outras questões. Por exemplo, manifestações de diferentes formas de violência, em razão da xenofobia, do racismo, o próprio desconhecimento da cultura e da trajetória migratória escolar desses estudantes, das suas famílias também, enfim, é algo que traz desafios. Então, eu acho que é imprescindível para que a escola se prepare para receber essa população, que o tema da mobilidade humana faça parte do conteúdo de debates e aprendizado de toda escola. Ainda que o número de imigrantes seja pouco expressivo, porque a gente sabe que hoje, num contexto mundial, são mais de duzentos e oitenta milhões de migrantes internacionais em todo o mundo que dá 3,6%  da população mundial.

E aí eu acho que no sentido de, além de trabalhar o tema da migração com os educadores, mas também com toda a comunidade escolar, com os estudantes, eu acho que é um passo necessário acertado para acolher de forma para fazer uma acolhida melhor dessa população. Em primeiro lugar, é identificar a origem base dos estudantes, das suas famílias e da própria comunidade, da escola. Quando a gente está falando de migrantes, a gente não fala só dos estudantes. A gente fala da própria equipe da escola. A gente tem muitos educadores e educadoras que também são migrantes e eu acho que. Ao reconhecer e identificar, então, a origem desses estudantes, da própria equipe que trabalha na escola, a gente pode, então, começar a incluir ações cotidianas nas ações cotidianas alguns conteúdos que valorizem e dialoguem com toda essa bagagem cultural presente na experiência dessas pessoas que convivem no espaço da escola.

[música de fundo]

[Tatiana Klix]

Um olhar atento, conhecer a realidade dos que estão chegando, sejam eles próprios migrantes ou refugiados ou descendentes e que têm uma vivência diferente em casa. Essa é uma das estratégias sugeridas por Tatiana.

[Tatiana Chang]

Um outro ponto que eu acho importante para a preparação da escola e dos educadores e educadoras é justamente que nós devemos escutar não só os estudantes, mas também as suas famílias e os responsáveis. Uma especial preocupação então, de conhecer a trajetória, a situação atual dessa família, compreender quais são as principais dificuldades que essa família tem aqui no país que elas residem hoje, o Brasil, quais são as demandas que elas trazem. Refletir como que a escola pode então, apoiar e transformar a experiência dessas pessoas na cidade. Então apresentar informações sobre o território, apresentar informações sobre os direitos que elas têm por aqui.

[Tatiana Klix]

Pelo desconhecimento ou pelo pouco contato com pessoas migrantes, eventualmente, casos de discriminação podem ocorrer. Como todos os preconceitos, ações como essa decorrem de uma falta de informação apropriada sobre o tema.

O que a escola pode fazer contra isso?

[Tatiana Chang] 

O grande ponto da escola é não se omitir diante dessas manifestações de violência, discriminação e de xenofobia que aparecem de forma muito específica no campo das migrações. E aqui eu acho que a gente tem uma série. Acho que professor, educadora, educador, tomando contato com alguma manifestação de xenofobia e racismo. Tem que trazer esse tema para os estudantes, mas também tem que levar esse tema para a gestão da escola, para a Diretoria Regional de Educação, caso a pessoa ou escola entenda importante levar essa denuncia para que a gente possa trabalhar esse tema e não deixar passar.

[Tatiana Klix]

[música de fundo]

Em 2021 a cidade de São Paulo divulgou o documento “Orientações Pedagógicas – Povos Migrantes”, que passou a integrar o currículo do município. O texto começa indicando o acolhimento e valorização da presença de migrantes internacionais nas Unidades Educacionais da Rede Municipal de Ensino de São Paulo. O documento, destinado a todos os educadores e educadoras que fazem parte do convívio escolar, traz conceitos, informação sobre legislação, depoimentos de migrantes, pessoas em situação de refúgio e descendentes de migrantes e também dicas de como trabalhar com o tema em sala de aula.

Nós vamos colocar na descrição deste episódio o material completo para você acessar

[música de fundo]

Este é um exemplo de uma iniciativa do poder público para tratar o tema. É importante que educadores e educadoras se mobilizem para acolher aqueles que chegam, mas também é de extrema importância que a gestão e o poder público criem estratégias coordenadas de ação.

[Tatiana Klix]

A escola também pode se preparar fisicamente para acolher essas pessoas. Escrever cartazes e placas com tradução, usar aplicativos no celular para a comunicação e traduzir os recados enviados às famílias, são algumas ações simples, mas com grande significado.

A Tatiana, que também foi responsável pela criação desse documento, ouviu muitas histórias de educadores que desenvolveram suas próprias estratégias para incluir estudantes.

Em uma delas, um professor observou que na sala dele havia um único estudante boliviano. Conhecendo o idioma Castelhano, passou a escrever uma lousa bilíngue.

E essa ação teve não apenas um sentido de acolhida para o estudante que estava chegando, como também de introduzir aos demais estudantes um novo idioma, uma nova cultura e ampliar os horizontes da turma.

[Tatiana Chang] 

[música de fundo]

Esse é um bonito também da troca. Acho que quando a gente acolhe um estudante migrante, um profissional migrante na nossa equipe, eu acho que ninguém sai perdendo. Sai todo mundo ganhando. Então, quando eu deixo alguém… eu não perco um direito quando eu deixo outro exercer seu direito. Eu ganho ali, porque essa pessoa vai trazer uma série de volta, a oportunidade de ter contato com uma nova língua, de ter contato com uma nova culinária, de ter contato com outras histórias, outras outras cirandas, outras brincadeiras que eu não teria se contato se essa pessoa não tivesse ali. Então, eu acho que tem uma riqueza muito grande de aprendizado de todo o mundo, daquele que chega daquele que está ali, daquele que ensina, daquele. Enfim, tem uma troca muito grande. Eu acho que isso é bonito, né? Dessa a circulação de pessoas pelo mundo, a gente tem ali o mundo ao nosso lado.

São nossos vizinhos, são nossos colegas de trabalho, são nossos colegas de escola. Sendo filha de imigrantes ou filhos de imigrantes também. Se eu tivesse na minha escola tido contato com uma valorização tão forte da cultura de origem da minha mãe, talvez não demorasse tanto. Minha mãe tem origem chinesa. Talvez não demorasse tanto para olhar com outros olhos, o que eu olhava um olhar muito carinhoso dentro de casa, mas na escola eu era motivo de zoeira, enfim, a comida é isso, o olho é assim. Enfim, a língua diferente, Então, talvez se eu tivesse tido um olhar ali, que valorizasse de fato. Não demoraria mais de trinta anos estudando migração, fazendo todo o trajeto para me entender e me afirmar como uma filha de migrantes.

Porque eu enxergava ali a migração como algo externo na união que estava estudando, algo que estava observando como uma pesquisadora, Mas foi, demorei muito tempo para fazer, para entender que essa minha paixão, que essa minha militância, que toda esse meu empenho ali tinha muito de mim também não era da minha mãe, não era da minha avó, porque eu tenho origens diversas. Meu avô, por parte de pai, tem origem polonesa. Eram ajuda polonês, Minha bisavó italiana, minha mãe, veio da China. Nasceu em Hong Kong, enfim, mas minha família, de outro, na verdade da China Continental são assim. Talvez se eu tivesse, eu vejo com os olhos com Enfim, eu acho isso muito bonito, porque de fato ali, se você vê a sua cultura valorizada, se você vê essa origem valorizada, eu acho que você passa a valorizar também.

[música de fundo]

Acho que enfim, não só dentro de casa, mas também enfim, você começa a querer conversar sobre isso, você começa, enfim.  Pela minha trajetória pessoal, eu acho que tem um olho com um olhar muito revolucionário para a inclusão desse tema. Porque, enfim, eu tive uma trajetória, e que o caminho é muito para poder valorizar alguma coisa que já estava em mim.

Então, eu acho muito bonito a gente poder ter isso na sala de aula hoje, poder discutir. Esse é um tema que no meu. No meu período, não era um tema, é um tema que eu fui olhar como pesquisadora muitos anos depois. Então, acho que são questões muito interessantes.

[música de fundo]

[Tatiana Klix]

O Futuro se Equilibra é uma produção do Porvir, a principal plataforma de mobilização e inovações em educação no Brasil e conta com o apoio do Instituto Unibanco.

Este roteiro foi escrito por mim e pelo Ruam Oliveira, repórter do site.

Quem produz é a Larissa Werneck e a Gabriela Cunha e quem edita é o Gabriel Reis, da Podmix.

Não deixe de clicar em seguir o podcast para não perder nenhum episódio novo.

Agradecemos à Bruna Freitas por compartilhar sua história conosco e à Flávia Sousa pela interpretação.

Obrigado Nara Cardoso e a toda a equipe do Instituto Pirilampos pelo apoio nesta pauta.

Também na descrição deste episódio você encontrará alguns materiais de apoio para se aprofundar no tema. Confira em porvir.org/podcasts/ofuturoseequilibra

Voltamos daqui a quinze dias com um novo episódio.

Eu sou a Tatiana Klix, diretora do Porvir, e agradeço a sua escuta.

[fim do episódio]


TAGS

ensino fundamental, ensino médio, equidade, podcasts

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