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Crédito: Luciana Serra

Inovações em Educação

Competição incentiva alunos a empreender em projetos próprios

Programas de Aprendizagem STEM envolvem a construção de protótipos para desenvolver competências socioemocionais nos alunos

por Maria Victória Oliveira 30 de setembro de 2015

Uma competição entre grupos de estudantes é a proposta dos Programas de Aprendizagem STEM para desenvolver conhecimentos nas áreas de ciências, tecnologia, engenharia, artes e matemática. A atividade extracurricular, que estimula alunos a empreenderem e desenvolverem projetos, tem quatro grandes objetivos: aprimorar a desenvoltura dos alunos, indicando que cada um seja “dono do próprio nariz” e tenha atitude; incentivar a construção colaborativa do conhecimento; ensinar a importância do aluno ser um empreendedor e melhorar a relação entre pai, aluno e professor.

Para alcançar todas essas metas, o programa funciona assim: os alunos podem escolher entre quatro atividades: a SpaceTrip4Us, a F1inSchools, a 4x4inSchools e a Greenpower-EDU. Cada uma delas tem um desafio. Na F1inSchools, por exemplo, o grupo de alunos deve construir o protótipo de um carro de Fórmula 1 com propulsão a gás carbônico. Já na 4x4inSchools, eles devem modificar uma miniatura de um carro 4×4 e controlá-lo remotamente. Entretanto, esses produtos são só os objetivos secundários. “O objetivo central é ajudar o aluno a desenvolver habilidades que o auxiliem na resolução de problemas quando ele não tem todo o conhecimento formal para isso”, defende o coordenador nacional do Programa, Manoel Belem. Ele afirma que, com o projeto, os estudantes desenvolvem habilidades de liderança, gestão de projetos, estratégia financeira e trabalho em equipe.

Para participar, alunos de 9 até 25 anos devem organizar grupos de até seis integrantes e realizar a inscrição em uma das quatro opções já citadas. Depois de dividir funções, devem eleger um professor que seja o coordenador local. É importante ressaltar que não há obrigatoriedade de os alunos estarem vinculados a uma escola para participar do programa. “Para o desenvolvimento das atividades, não há apostila, avaliação, exercícios nem cobrança dos alunos. O cronograma inteiro é elaborado pelo grupo e o resultado do projeto é uma consequência do grau de envolvimento”, ressalta Belem.

A partir do momento que o grupo faz a adesão ao projeto, os alunos têm acesso a um leque de parceiros disponíveis para auxiliar no desenvolvimento das atividades. “Nós temos parcerias com diversas plataformas. Uma delas ajuda as crianças a fazerem crowdfunding (financiamento coletivo) de seus projetos, a outra faz o contato entre alunos que participaram do programa e já têm um conhecimento especializado com aqueles que precisam desse esclarecimento, outra é especializada a ensinar língua inglesa remotamente. Essas plataformas são responsáveis por fazer orientação profissional dos estudantes, estimulando o desenvolvimento dos projetos”. Além disso, há uma equipe de quatro especialistas disponíveis para mentoria online.

O custo do programa se divide em três: o pagamento da inscrição, do kit de peças básicas para que os alunos desenvolvam seus produtos e o custo mensal da mentoria. O pagamento é vinculado ao grupo e pode ser feito da forma que os alunos e o professor responsável acharem melhor.

Segundo Belem, para participar, o aluno precisa somente de muita vontade. “Os alunos acabam adquirindo conhecimento pelo caminho, que é um dos objetivos do programa. O importante é ter vontade de participar”.

Competição nacional e internacional

Quando os produtos estão finalizados, os grupos participam de uma competição nacional. Nela, os alunos são analisados por critérios internacionais, como a capacidade de engenharia, de comunicação, de documentação, entre outras. A realização de um portfolio com todo o processo de produção da equipe faz parte da avaliação. O vencedor nacional concorre com equipes de 40 países na Competição Internacional, na Inglaterra. No caso da F1inSchools, a equipe campeã mundial recebe uma bolsa para graduação e mestrado na City London University.

Os interessados em participar podem acessar o site oficial dos Programas de Aprendizagem STEM e conferir os detalhes de cada um dos quatro projetos.

TAGS

aprendizagem baseada em projetos, ciências, competências para o século 21, empreendedorismo, engajamento familiar, ensino fundamental, ensino médio, mentoria