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Inovações em Educação

Microduino descomplica eletrônica e dá vida a blocos de montar

Kits para usuário final e escolas apresentam conceitos de eletrônica, programação e robótica para desenvolver a criatividade

por Vinícius de Oliveira 26 de junho de 2017

À medida em que os currículos se tornam mais flexíveis para proporcionar momentos que buscam desenvolver a criatividade desde a primeira infância, cresce também o interesse de escolas por atividades como eletrônica, robótica e programação. Todo mundo pode ser um maker, ou seja, um criador. Mas educadores veem diante de si o desafio de encontrar maneiras que consigam facilitar as conexões entre códigos na tela do computador e os fundamentos e, assim, tornar tangível o conhecimento para a criança.

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Para a Microduino, empresa que nasceu na China, criou base em Los Angeles, nos Estados Unidos, e agora começa a operar no Brasil, isso significa dar vida a blocos de LEGO por meio do uso de módulos eletrônicos que modificam o comportamento de um carrinho ou boneco quando são empilhados magneticamente sobre uma pequena placa Arduino. Lembrou do LittleBits? Ao Porvir, o chinês Bin Feng, engenheiro cofundador e presidente-executivo da Microduino, não foge da comparação, mas diz que seu produto oferece maior flexibilidade por um terço do valor cobrado pelo concorrente americano. No Brasil, a empresa negocia três kits mPuzzle, mPie e mCookie com preços a partir de R$ 899.

Foi justamente com mCookie, um conjunto formado por peças de LEGO e componentes como Bluetooth, Wi-Fi, e GPS, que, em 2013, a Microduino começou a chamar a atenção nos EUA. Na onda do movimento maker, a campanha de financiamento coletivo lançada pela Microduino recebeu US$ 167 mil de 856 doadores e atraiu o interesse de outros milhares de compradores de todas as idades, que conseguem programar seus minirrobôs usando a linguagem Scratch.

Agora, a Microduino prepara o lançamento das outras duas linhas, mPuzzle e mPie, para crianças que ainda estão dando o primeiro passo no aprendizado de ciências. “O mPuzzle não tem programação envolvida, mas traz conexões magnéticas e componentes eletrônicos básicos. O mPie tem botões, LEDs e sensores e permite ligações magnéticas na horizontal para apresentar noções de programação e eletrônica”, diz Gustavo Chien, diretor da empresa no Brasil.

Escolas
Desde a Bett Educar, a Microduino tem conversado com redes públicas de ensino, escolas privadas e empresas que oferecem cursos de contraturno para negociar as maletas com diferentes módulos para cada ano, do fundamental ao ensino médio. “O material didático que acompanha os kits está em inglês e, por isso, temos sido muito procurados por escolas bilíngues”, afirma Chien. Segundo ele, uma versão em português está sendo preparada por um parceiro que atuará como distribuidor.

Bin Feng, o presidente-executivo da empresa, ressalta que a intenção é proporcionar a maior liberdade possível ao aprendizado. “Todo o nosso currículo é focado em projetos e nos concentramos muito em tarefas que desenvolvam habilidades para resolução de problemas. Não é só para ficar seguindo uma sequência didática. Estamos em busca de fomentar a criatividade e a experiência mão na massa”, disse.

Usuário final
A partir de agosto, Chien diz que kits estarão disponíveis para o usuário final no site da empresa e em revendedores como a Livraria Cultura.

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bett educar, empreendedorismo, mão na massa, negócios de impacto social, programação, tecnologia