5 iniciativas mostram como o percurso de aprendizagem é valioso ao trabalhar com projetos - PORVIR
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Inovações em Educação

5 iniciativas mostram como o percurso de aprendizagem é valioso ao trabalhar com projetos

Confira trabalhos desenvolvidos por estudantes para o Prêmio Respostas para o Amanhã que podem inspirar suas aulas

por Redação ilustração relógio 25 de janeiro de 2022

Se você já conhece nosso Guia Educação Mão na Massa, sabe que a aprendizagem baseada em projetos aproxima estudantes de problemas que encontram no dia a dia por meio de atividades práticas que não necessariamente têm um resultado pré-estabelecido.

Como bem disse em podcast para o mesmo guia o professor Paulo Blikstein, atualmente na Universidade de Columbia e que por longo tempo lecionou também em Stanford, ambas instituições nos Estados Unidos, ao adotar esse tipo de metodologia, o processo passa a ser tão importante quanto o resultado. Como cada aluno tem interesses únicos e encontra soluções particulares para resolver problemas, o rumo do projeto nem sempre é o mesmo que professores imaginaram na hora de escrever o plano de aula e criar uma pergunta disparadora. E tudo bem! É essa a oportunidade que todos esperam de ir além do livro didático e construir propostas originais.

Exemplos disso podem ser encontrados nos projetos selecionados pelo Prêmio Respostas para o Amanhã, projeto global da Samsung. No Brasil, chamado de ”Respostas para o Amanhã”, a iniciativa, coordenada pelo Cenpec (Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária), premia estudantes do ensino médio de escolas públicas que criam projetos para solucionar problemas de suas comunidades por meio da abordagem STEM (sigla em inglês para Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática).

Por trás dos protótipos apresentados ao longo do programa, foram reunidas histórias curiosas que tornam esses projetos ainda mais especiais e mostram, na prática, o significado de sustentabilidade. Confira algumas delas abaixo:

  1. Descoberta sobre a castanha-de-caju

Entre os mais votados do júri popular, a equipe de Ocara (CE) desenvolveu um protótipo que facilita a separação da castanha-de-caju do fruto, tornando a atividade também mais rápida. No processo de separação manual, a castanha solta um líquido capaz de remover a digital dos dedos, além de poder causar danos à pele por ser rico em ácido potente. Os alunos descobriram então que seu protótipo contribui para a redução desse dano, por não exigir contato com a substância.

  1. Benefícios do Coco Catolé

Para desenvolver o projeto de combate aos carunchos, os alunos de Flores (PE) retiraram o óleo do coco catolé, muito comum na região. Os participantes, que ficaram em terceiro lugar entre os Vencedores Nacionais, descobriram que, apesar de ser descartado e não comercializado pela comunidade local, o fruto tem grande valor já que suas fibras podem ser usadas para produzir etanol, seu endocarpo pode ser usado para produzir carvão ativado e a farinha, produzida a partir da polpa do coco, tem propriedades nutritivas.

  1. Descobertas sobre a uva japão

Para evitar o desperdício de frutos pós-colheita, os alunos de Toledo (PR) usaram o extrato da uva japão para produzir um biofilme e preservar esses alimentos. No processo, eles descobriram que o fruto inibe o crescimento de algumas plantas daninhas e, com a aplicação do biofilme, conseguiram preservar os tomates que ficaram fora da geladeira por 100 dias. Os alunos receberam uma menção honrosa na cerimônia de premiação do programa.

  1. A fibra da manga oferece muitas possibilidades

Antes de decidir usar a fibra do caroço da manga para produzir um bioplástico com finalidade de embalar alimentos, as alunas de Novo Hamburgo (RS) pensaram em usar essas fibras para desenvolver um projeto voltado à área têxtil. Também entre as mais votadas pelo Júri Popular, elas cogitaram usar o material para a fabricação de fios e roupas, mas decidiram pelo bioplástico pensando em reverter o impacto ambiental causado pelas embalagens descartáveis.

  1. Pesquisa além dos livros

A equipe de Lençóis Paulista (SP) foi além dos livros e pesquisas da internet para desenvolver seu projeto. Para criar um projeto realmente eficaz, os alunos entrevistaram um pesquisador florestal, que deu orientações sobre as características de um bom tubete agrícola. Eles chegaram à final com um tubete feito de bioplástico, que reduz os impactos ambientais por substituir o acessório de plástico, bastante usado nas plantações.


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aprendizagem baseada em projetos, competências para o século 21, educação mão na massa, ensino médio

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