Alunos colocam a mão na massa para mudar hábitos alimentares - PORVIR
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Diário de Inovações

Alunos colocam a mão na massa para mudar hábitos alimentares

Em Barreiras (BA), educadora relata como o projeto "Cozinha Criativa" gerou impacto nos hábitos alimentares dos jovens e possibilitou o aprendizado de diferentes conteúdos

por Emanuella Gonçalves da Cunha ilustração relógio 10 de outubro de 2018

O CJCC (Centro Juvenil de Ciência E Cultura) é um espaço educacional não-formal que atende estudantes da rede pública municipal e estadual de Barreiras (BA), que oferece diversas oficinas para os estudantes no turno oposto a escola regular e atua no aprimoramento da aprendizagem.

Vivemos em um mundo altamente industrializado em que a má alimentação traz consequências para a saúde física e também mental. Senti a necessidade de trabalhar essas questões em sala de aula e contribuir para a formação e as mudanças nos hábitos alimentares de nossos jovens.

Para isso, criei uma oficina denominada de Cozinha Criativa, na qual os estudantes de ensino médio puderam aprender sobre a importância de uma alimentação balanceada, a composição química dos alimentos e a proporção das medidas na alteração da receita.

Durante as tarefas, eles realizaram pesquisas e criaram receitas por meio do reaproveitamento de cascas de frutas e verduras, receitas com farinha feita de pipoca, arroz cru (na substituição da farinha de trigo), talos de legumes, dentre outros.

Foram realizados também diversos sucos, combinando algumas frutas, legumes, verduras e ervas, no intuito de conscientizá-los sobre a importância da ingestão das vitaminas contidas nos mesmos e contribuindo assim para a desconstrução do hábito de ingerir refrigerantes e sucos industrializados.

Como a escola dispõe de um amplo ambiente externo, os estudantes construíram uma horta orgânica, que além de otimizar os custos, serviu para apresentar o processo de compostagem. Todos os alimentos ali produzidos eram utilizados nas receitas.

Dessa forma, além da teoria, os estudantes colocaram a mão na massa na produção dessas receitas em sala de aula. Em seguida, degustaram o próprio prato que prepararam, o que surpreendeu o paladar de todos, tornando o aprendizado mais eficiente e prazeroso.

No final da oficina, que teve a duração de 30 horas, os estudantes relataram mudanças não só em seus próprios hábitos alimentares, mas de toda a família, porque suas experiências foram levadas para dentro de casa.


Emanuella Gonçalves da Cunha

Formada em ciências biológicas pela Universidade do Estado da Bahia e pós graduanda em gestão e educação ambiental pela Universidade Leonardo da Vinci. Iniciou sua experiência profissional há 10 anos em cursinho profissionalizante, em seguida lecionou para turmas do ensino fundamental 2 e para o ensino médio. Atualmente trabalha no Centro Juvenil de Ciência e Cultura que atende alunos desde o 9º ano até o ensino médio.

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ciências, competências para o século 21, ensino médio

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Parabéns Emanuela! Comer bem significa ter mais qualidade de vida.