Como recapitular o conteúdo das aulas remotas no pós-quarentena? - PORVIR
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Coronavírus

Como recapitular o conteúdo das aulas remotas no pós-quarentena?

Para Carolina Pavanelli, diretora pedagógica da Plataforma de Ensino Eleva , avaliação diagnóstica e mapeamento dos conteúdos serão fundamentais para impedir que eventuais lacunas de aprendizado se perpetuem na volta às aulas presenciais

Parceria com Plataforma Eleva

por Redação ilustração relógio 22 de junho de 2020

Educadores têm se desdobrado em aulas síncronas e assíncronas desde que a crise do coronavírus (COVID-19) forçou o fechamento das escolas brasileiras. Mas conforme o país discute a volta às aulas presenciais, como saber se os estudantes aprenderam o que foi ensinado remotamente?

Recapitular o conteúdo ministrado durante o isolamento social é fundamental na opinião de Carolina Pavanelli, diretora pedagógica da Plataforma de Ensino Eleva. Segundo ela, no retorno às atividades presenciais não se deve “deixar a quarentena para trás” e apenas tocar novos conteúdos. “Isso é perigoso, pois podemos estar falando de lacunas que vão se perpetuar pelos próximos anos”, afirmou.

Carolina falou sobre o tema no terceiro capítulo da websérie Plano de Retomada Escolar (clique para baixar o material), desenvolvida pela Eleva, que também aborda questões como avaliações, aplicação de novos conteúdos e saúde mental de alunos e professores.

Veja algumas dicas para recapitular o que foi ensinado nas aulas remotas:

Avaliação diagnóstica
Para que a recuperação de conteúdo possa ser bem-sucedida, o primeiro passo é fazer um diagnóstico do período de isolamento social no que diz respeito ao conteúdo trabalhado. A escola deve usar a tecnologia para buscar diagnósticos individualizados de cada aluno, já que as diferenças de aprendizado podem ter sido ainda maiores durante as aulas remotas, dependendo, por exemplo, do contexto do aluno, ambiente de estudo e acesso à tecnologia.

Os diagnósticos devem ser baseados nos planos de aula e no conteúdo que se buscou passar do início ao fim da quarentena, um período que será variável de acordo com a escola, o município ou o estado. Para Carolina Pavanelli, este diagnóstico ajudará a mostrar o que o aluno aprendeu ou não aprendeu, e servirá para direcionar não apenas o próprio estudante, mas também o corpo docente. “Se a avaliação mostrar um índice muito grande de erros nas questões relativas a um tópico específico, pode ser interessante que o professor volte a trabalhar este tópico com os alunos”, explicou.

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Autoavaliação dos estudantes
A diretora pedagógica da plataforma Eleva também recomenda que os alunos façam autoavaliações sobre o período de quarentena, inclusive abordando questões emocionais e temas que vão além do conteúdo. Para ela, a autoavaliação também ajuda a escola a entender as necessidades específicas dos estudantes. “Queremos saber como foram estas semanas, quais as dificuldades e facilidades, como o aluno montou sua rotina e como foi todo o processo”, afirmou Carolina.

Ela destacou, porém, que a escola deve comunicar de forma clara, tanto aos alunos quanto aos pais, que estas avaliações não são provas convencionais e que o objetivo é fazer um diagnóstico, não checar se o aluno aprendeu determinado conteúdo para passar de ano. Do contrário, pode-se criar ansiedade. “Os estudantes e os professores não estavam em férias: estavam passando por uma crise humanitária, sanitária e econômica mundial”, disse. “É preciso ter cuidado com a comunicação.”

Mapeamento do conteúdo

Antes da volta às aulas presenciais, o corpo docente também deve fazer uma avaliação do período de isolamento social. A Eleva recomenda que o professor de cada disciplina, orientado pela coordenação e a direção pedagógica, faça um mapeamento do conteúdo abordado dividindo-o em “grandes temas”. Esta divisão ajudará a otimizar e dar mais objetividade ao processo de recuperação do conteúdo, que deverá ser realizado ao mesmo tempo em que novos conteúdos estarão sendo dados.

Como grande parte das escolas não terá tempo nem espaço para desenvolver estes dois processos presencialmente, a recuperação, de forma geral, será feita online. “É como se fosse o tempo que o aluno dedica ao estudo em casa: uma recuperação objetiva e direcionada aos conteúdos nos quais ele apresentou mais dificuldade a partir da avaliação diagnóstica”, definiu Carolina.

Recursos e organização

A diretora pedagógica da plataforma Eleva deu três dicas de recursos que podem ser utilizados durante a recuperação de conteúdo. Em primeiro lugar, a gravação de vídeo aulas sobre os temas mapeados, que poderão ser usados como material complementar pelos alunos.

Além disso, ela recomendou que a escola indique quais capítulos do livro didático ou apostila estão ligados a cada um dos “grande temas” mapeados, e defina um cronograma de recuperação, de preferência individual, para ajudar o aluno a organizar seus estudos.

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competências para o século 21, educação infantil, educação online, ensino fundamental, ensino médio, socioemocionais, tecnologia

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