Alunos de ensino fundamental criam Zines para combater a desinformação - PORVIR
Crédito: Colégio Castelo Bilingual School

Diário de Inovações

Alunos de ensino fundamental criam Zines para combater a desinformação

Professora de São Caetano do Sul (SP) conta com trabalhou gêneros textuais e fake news de forma criativa durante as aulas remotas

Parceria com EducaMídia

por Fabiana Lopes ilustração relógio 27 de maio de 2020

Sou professora de língua portuguesa e redação na escola Colégio Castelo Bilingual School, em São Caetano do Sul (SP). No início de março, quando a desinformação sobre o coronavírus começaram a ganhar força nas redes sociais, desenvolvi uma sequência didática para trabalhar fake news com os meus alunos do sétimo ano do ensino fundamental.

A partir do vídeo de um ‘químico autodidata’ sobre a ineficácia do álcool em gel, questionei a turma sobre a veracidade daquelas informações que estavam circulando no WhatsApp. A missão da turma era fazer uma pesquisa para avaliar e refutar a mensagem que tinha sido apresentada.

Inicialmente, meu plano era usar essa atividade como subsídio para os alunos produzirem uma crônica argumentativa. No entanto, com a suspensão das aulas presenciais, tive que adaptar essa sequência didática para o ambiente virtual. O que eu faria em três ou quatro aulas foi reorganizado para ser desenvolvido apenas duas. Para isso, tive a ideia de mudar o produto final para um Zine, pois a sua produção seria mais rápida.

Inspirada pelas oficinas e dicas da professora Emilly Fidelix, na página SeligaProf, percebi que o Zine era uma ótima ferramenta para trabalhar gêneros textuais e discutir desinformação. Então, após discutir sobre fake news em sala de aula, para dar continuidade ao trabalho de forma remota, pedi para os alunos fazerem pesquisas em casa sobre como verificar notícias. Também gravei um vídeo com instruções sobre como eles poderiam fazer dobraduras para criar a sua revistinha e quais materiais eles precisariam para a nossa aula síncrona.

No dia da aula, nos conectamos pela plataforma de videoconferência Zoom. Conversamos um pouco, e eu dei um tempo para os alunos produzirem Zines com cinco dicas para os seus familiares e colegas verificarem se uma informação é confiável. Em cada página, os alunos tinham que fazer um desenho e escrever uma orientação, como ‘sempre duvide de quem enviou’, ‘verifique a fonte e a data’ ou ‘preste atenção na linguagem’.

Com as revistinhas prontas, na aula seguinte os alunos tiveram a oportunidade de mostrar o seu Zine para os colegas. Foi uma experiência muito produtiva, eles se engajaram e puderam refletir sobre os tópicos que estávamos estudando. No final, ainda fizemos um combinado de que iríamos usar o material, com muita educação, para ajudar a orientar as pessoas que nos enviassem fake news no WhatsApp.

Quer saber mais sobre educação midiática?
Clique e acesse

EducaMídia

Fabiana Lopes

Professora formada em Letras pela universidade Bandeirantes de São Paulo. Leciona em São Caetano do Sul no Colégio Castelo Bilingual School para turmas do 6ª ao 9ª ano do ensino fundamental II como professora de Redação e Língua Portuguesa. Escritora de contos e crônicas, com livro publicado em 2009 pela Ed. Andross. Professora MIE Expert Microsoft atuante desde 2017. Formadora de professores em tecnologia e inovação, palestrante de feiras e convenções ligadas a educação, a mais recente Bett Educar edição 2019.

TAGS

coronavírus, educação midiática, ensino fundamental, tecnologia

Deixe um comentário

avatar
500
  Acompanhar a discussão  
Tipo de notificação