Gisela Ruiz, 23, é cega desde que nasceu. Neste ano, foi homenageada pela Faculdade de Psicologia da Universidade do Aconcágua, na cidade de Mendoza, na Argentina, onde cursa o quinto ano de psicologia. Pelo ótimo desempenho, Gisela foi condecorada com um prêmio dado ao aluno que tem as maiores notas da instituição.

A estudante nasceu com amaurose congênita de Leber, uma doença rara de fundo genético, que pouco a pouco acaba com a visão do paciente. Ela e o irmão Ivan, 14, conseguem apenas distinguir quando é dia ou noite. Ambos são filhos de uma dona de casa e um funcionário público.

Gisela sempre estudou em escola pública. Aos 6 anos, aprendeu o sistema Braille e a mãe transcrevia suas tarefas para os professores. Já no ensino médio, passou a escrever em Braille e ler em voz alta suas respostas para que fosse avaliada em suas atividades.

Quando entrou para a faculdade, a estudante contou com a ajuda de um programa no notebook que utiliza um leitor de tela para reproduzir oralmente os textos escaneados dos livros.  “Foi difícil a adaptação aos estudos, mas com esforço e dedicação fui conquistando cada etapa”, afirmou a estudante para o jornal Clarín.

O sonho da futura psicóloga é ter seu próprio consultório e se dedicar à psicanálise para colocar em prática as teorias sobre o inconsciente de Freud. Após tantas batalhas, espera ser uma boa conselheira aos pacientes que estão por vir.

Com informações do Clarín

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