Priorizar o desenvolvimento integral das pessoas ao longo da vida é o principal objetivo da educação integral. De um lado considera o estudante em suas  dimensões social, cultural, emocional, intelectual e física. De outro, reconhece a cidade como um território com potencial educativo onde crianças, adolescentes e jovens aprendem nos diferentes lugares pelos quais circulam. 

O Porvir já publicou diferentes conteúdos que demonstram que estudantes da educação integral apresentam melhores resultados em avaliações como o Ideb e provas estaduais, além de menor abandono escolar.  A educação integral também aumenta as chances de ingresso no ensino superior, melhora a empregabilidade e gera maior renda ao longo da vida — em média R$ 64 mil a mais para o estudante.

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Para auxiliar na produção de evidências sobre este conceito, a Fundação Itaú, em parceria com a Fundação Lemann, lançou o “Edital de fomento a estudos e pesquisas sobre educação integral em tempo integral nos anos finais do ensino fundamental”. A previsão é de um investimento total de até R$ 2 milhões.

Diferente do modelo tradicional focado apenas na transmissão de conteúdos acadêmicos, a educação integral entende que o aprendizado ocorre na interseção entre o saber científico e as competências socioemocionais. A ideia é ampliar o conhecimento sobre como esse modelo educacional impacta as aprendizagens, o desenvolvimento dos estudantes e na redução de desigualdades educacionais, sobretudo nos anos finais do ensino fundamental. 

Serão apoiadas pesquisas que contribuam para compreender diferentes dimensões da educação integral em tempo integral, incluindo:

  • A demanda e percepção das famílias em relação à educação integral;
  • O engajamento, pertencimento e perspectiva de futuro dos estudantes;
  • Os efeitos sobre a aprendizagem e o desenvolvimento integral;
  • Os modelos de implementação e expansão da política em redes estaduais e municipais;
  • As condições de trabalho, formação e organização dos profissionais envolvidos.

Apoio financeiro 

Os projetos de pesquisa serão apoiados financeiramente pela organização, conforme complexidade e abordagem metodológica da pesquisa, com duração de 6 a 18 meses. O valor mínimo não é mencionado no edital.

O pagamento será realizado em parcelas, vinculadas à entrega dos produtos previstos no cronograma, como plano de trabalho, relatório parcial, relatório final, síntese executiva e produto de disseminação.

Quem pode se inscrever

  • Pesquisadores individuais;
  • Grupos de pesquisa;
  • Instituições com experiência comprovada em pesquisa ou produção de conhecimento.

Cada proposta deverá indicar um coordenador de projeto, responsável técnico pela condução da pesquisa, com experiência comprovada na área e titulação de doutorado.

A organização estimula propostas que considerem diferentes contextos regionais e territoriais; que ampliem a diversidade da produção acadêmica no país e que contem com equipes diversas, com atenção especial à equidade racial. 

Órgãos públicos, integrantes de instituições diretamente envolvidas no edital ou pessoas com impedimentos legais para recebimento de recursos não poderão se inscrever. 

O período de inscrições termina em 17 de maio de 2026.

Passo a passo para se inscrever

  1. Acesse: itausocial.org.br/editais
  2. No topo da página, clique em “Acesse: Plataforma de Editais”.
  3. Crie sua conta como pessoa física, selecionando a opção “Cadastre-se”.
  4. Após o login, preencha o formulário de inscrição e envie todos os documentos obrigatórios.

Documentos necessários no momento da inscrição:

  • Carta de apresentação e currículo da equipe
  • Formulário de inscrição preenchido
  • Documentos obrigatórios
  • Projeto de pesquisa

O site da Fundação Itaú Social traz mais informações, o regulamento completo e uma seção de perguntas e respostas com as principais dúvidas.

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