Um terço dos estudantes matriculados no ensino médio das escolas estaduais brasileiras está no ensino noturno, somando 2,3 milhões de um universo de 7,2 milhões de alunos e sofrem com enormes disparidades na educação recebida quando comparados a estudantes de turnos diurnos regulares.

Um estudo feito pelo Instituto Ayrton Senna mostra que esses alunos apresentam desempenho mais baixo, têm cargas horárias menores e maior taxa de abandono escolar. Segundo o diretor do instituto, Mozart Neves Ramos, estes alunos estão esquecidos, em meio a um mar de discursos e promessas que se concentram nos turnos regulares. Como ele exemplifica, muito se tem falado sobre ampliação do ensino integral nos últimos anos. Mas isso não altera em nada rotina do público noturno, visto que, em geral, esses alunos não têm a mudança de horário como opção.

O Globo

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