Uma pesquisa americana apontou diferença no processo cognitivo entre crianças que aprendem a escrever manualmente e as que usam recursos digitais. No estudo, foram separados dois grupos a serem alfabetizados e mediram-se as áreas de maior ativação do cérebro para cada tipo de aula. No final, concluiu-se que os jovens que aprenderam a partir do método tradicional ativaram áreas cerebrais da leitura também, em uma espécie de “atalho” entre ler e escrever, com vantagem no desenvolvimento sobre as que usaram tecnologia.

“Os dados do exame do cérebro sugerem que escrever prepara um sistema que facilita a leitura quando as crianças começam a passar por este processo”, disse a neurocientista cognitiva Karin James. Isso pode atenuar o processo, cada vez mais frequente, de introduzir a tecnologia às crianças cada vez mais cedo.

BBC Brasil

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