O futuro da educação pode estar nas nuvens - PORVIR

Inovações em Educação

O futuro da educação
pode estar nas nuvens

Paulo Iudicibus, diretor de novas tecnologias da Microsoft,
afirma que cloud computing será tendência no ensino

por Vagner de Alencar ilustração relógio 18 de março de 2013

O termo, embora já bastante conhecido no mundo da tecnologia, começa aos poucos e timidamente a adentrar a sala de aula. O cloud computing (amigavelmente conhecido como computação em nuvens) permite que usuários da internet possam armazenar seus arquivos remotamente e compartilhá-los de qualquer lugar sem que seja necessário qualquer instalação. Na educação, a ferramenta pode servir para baratear os custos com parques de computadores em rede nas instituições de ensino, ajudar professores a planejar e organizar suas aulas ou até mesmo apoiar estudantes para que realizem trabalhos, de modo interativo – tudo de forma remota. “A conexão via nuvem será uma tendência”, enfatiza Paulo Iudicibus, diretor de novas tecnologias da Microsoft que mediará o painel que aborda inovações em educação no Geduc 2013, evento que destaca educação 3.0 na gestão escolar, que acontece em SP, de 20 a 22 de março.

“De maneira pragmática, todo conteúdo pode estar na nuvem, portanto, seguro e acessível a qualquer lugar, independentemente do dispositivo. Tem alunos que querem usar o equipamento do tipo a, outros do tipo b. Usar ou não o tablet é irrelevante. O importante é o conteúdo, a colaboração em qualquer espaço”, diz.

É o caso dos estudantes, por exemplo, que podem realizar seus trabalhos de modo simultâneo, editar e até conversar em um mesmo arquivo, à distância, sem a necessidade de encontros presenciais. Já os professores podem usar o sistema para corrigir os trabalhos on-line de seus alunos de qualquer lugar a partir de um dispositivo móvel com acesso à internet, administrar o calendário de aulas do ano letivo ou até mesmo abrigar os conteúdos de suas aulas, compartilhados com seus alunos.

cienpiesnf / Fotolia.com

Segundo Iudicibus, “a sala de aula na nuvem” permite, inclusive, trazer uma “esperança ao modelo de ensino”. “O professor cria conteúdos mais ricos, customizados e compartilha seus documentos de forma eletrônica, independentemente de estar em casa ou na sala de aula. O modelo de educação ainda está centrado na forma tradicional industrial de ensinar. O professor dentro da sala de aula física precisa ser questionado. Ele precisa usar a tecnologia como apoio para levar o conhecimento para fora, para tornar o ensino mais autodidata”, assegura. 

Nas nuvens

cloud computing pode ser encontrado em diferentes programas e empresas. Muitos deles são gratuitos com armazenamento limitado e tem suas versões premium, pagas, para uso de empresas e escolas, por exemplo. É o caso do GoogleDocs, no qual o usuário pode armazenar até 1 GB de dados sem nenhum custo e ainda oferece aplicativos para a criação dos arquivos. Outro exemplo é o SugarSync, com capacidade gratuita de até 5 GB de armazenamento. Já o DropBox, armazena de graça até 2 GB, mas também oferece planos pagos, que vão até 1000 GB.

No ano passado, o Centro Universitário Senac em parceira com a IBM, desenvolveram o Centro InovaCidades, espaço baseados nos conceitos de computação em nuvem onde estudantes planejam e desenvolvem ferramentas que ajudam a gerenciar os sistemas públicos brasileiros.

Também em 2012, a Microsoft lançou o pacote Office 365 para Educação totalmente voltado ao armazenamento remoto, no qual instituições de todo mundo podem usar, gratuitamente, na nuvem, ferramentas para gravação de vídeo e troca de conteúdo. O uso do cloud computing e do kinect –que utiliza sensores para identificar o movimento dos braços, pernas e voz –, foi decisivo para dois estudantes brasileiros criassem o Eureka!. O projeto, vencedor de duas categorias na competição Imagine Cup 2012, da Microsoft, é um sistema que ajuda os professores a criar e compartilhar aulas interativas.

De acordo com Iudicibus, iniciativas como essas são muitos mais eficazes no ensino já que permitem além da customização em massa, potencializar os talentos dos estudantes. “Os métodos atuais de educação contribuem apenas para minimizar os talentos dos jovens, que se veem em aulas tradicionais maçantes e pouco atrativas”, afirma.


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Ronnieaugusto portugalRicardoClaudemir BuenoSergio Quem acabou de comentar
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Sergio
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Sergio

Levarei este tema para debater com meus alunos do Ensino Médio do Colégio Equipe Grau, em Nova Iguaçu-RJ, pois eles têm muito a me ensinar, haja vista estarem mais conectados do que eu.
Creio piamente no título da matéria. Mas, receio que, não sendo massificada, essa tecnologia contribuirá para difundir ainda mais as questões ideológicas acerca de exclusão e inclusão digital na educação.

Abraços,
Sergio

Claudemir Bueno
Visitante
Claudemir Bueno

Acredito nisso e o futuro desta metodologia está tão próximo no qual as vezes nem acreditamos. Um dos motivo do crescimento dos cursos EAD, realmente é uma tendência.

Ricardo
Visitante
Ricardo

O Google Docs oferece 5GB de graça e não 1GB como foi citado.

Também é legal do Google que ao compartilhar com outras pessoas um documento de texto por exemplo, todos podem digitar ao mesmo tempo e tudo é atualizado em tempo real, isso é muito legal porque enquanto um faz um trabalho o outro vem lendo e corrigindo erros, assim um trabalho em grupo fica 2x mais rápido, eu fazia assim meus trabalho de faculdade.

augusto portugal
Visitante
augusto portugal

Concordo com o Ricardo!

São 5GB de graça para os documentos que não foram criados ou convertidos para os formatos da Google. Para os documentos em formato google, como os que o Ricardo cita não há limites.

Ronnie
Visitante
Ronnie

1GB é apenas a oferta de entrada do Dropbox, e o Google Drive oferta 5GB…