O Futuro se Equilibra #015 - Saúde Mental no currículo - PORVIR
Crédito: Ronaldo Abreu/Porvir

Podcast O Futuro se Equilibra

O Futuro se Equilibra #015 – Saúde Mental no currículo

O podcast conversou com o médico psiquiatra Gustavo Estanislau sobre a importância de discutir o assunto na escola.

por Redação ilustração relógio 25 de maio de 2022

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Podcast O Futuro se Equilibra

Vimos nos últimos meses uma crescente preocupação com a saúde mental de crianças, jovens e adolescentes no ambiente escolar. Casos de depressão, ansiedade e bullying crescendo cada vez mais. E muitos desses impactos são reflexos de uma vida privada do social e do contexto de pandemia.

O 15º episódio de O Futuro se Equilibra fala sobre a importância de discutir saúde mental nas escolas.

Com participação do médico psiquiatra Gustavo Estanislau, do Instituto Ame sua Mente.

Apresentação: Tatiana Klix
Produção: Gabriela Cunha e Larissa Werneck
Edição: Gabriel Reis
Roteiro: Ruam Oliveira e Tatiana Klix
Concepção: Ruam Oliveira, Tatiana Klix e Vinícius de Oliveira
Apoio estratégico: Vinícius de Oliveira e José Jacinto Amaral
Direção de arte: Regiany Silva e Ronaldo Abreu
Música: Unicorn Heads, Telecasted, Chris Haugen, GodMode, RKVC,pATCHES, Asher Fulero, Cheel, Steve Adams, Dan Henig e Corbyn Kites.

identidade visual de o futuro se equilibra - o podcast

[início do episódio]

[Tatiana Klix]

Este episódio de O Futuro se Equilibra é sobre saúde mental. Lembramos que é muito importante se cuidar. Se você estiver passando por alguma situação complexa de saúde mental, não deixe de procurar ajuda especializada. 

[música de fundo]

[Tatiana Klix]

Saúde mental é um assunto sério. E delicado também.

As causas que afetam a saúde mental de alguém são muitas e variadas. 

Neste início de ano letivo vimos um cenário complexo quando se trata deste assunto nas escolas. É sobre isso que nós vamos falar hoje. 

Eu sou Tatiana Klix, diretora do Porvir e este é O Futuro se Equilibra, nosso podcast sobre equidade na educação. Temos o apoio do Instituto Unibanco. 

[música de fundo]

[Tatiana Klix]

Cada episódio que nós produzimos aqui ao longo desta temporada nos aproxima de temas que, por vezes, são difíceis. Mas pensar em equidade na educação é um pouco isso: encarar as feridas. 

Foi assim quando falamos da falta de habitação digna para estudar. 

Foi assim quando abordamos a questão da pobreza menstrual.

Da intolerância religiosa, da migração… 

Em muitos casos, os problemas de saúde mental surgem justamente de situações vinculadas a um desses outros temas. 

[Gustavo Estanislau]

Existe uma questão fundamental aqui para a gente começar a falar mais sobre saúde mental dentro das escolas, que é uma coisa que volta e meia as pessoas negligenciam, mas eu acho importante de a gente frisar, que a saúde mental ela é a base para o processo de ensino aprendizagem. Quando a gente fica sem atenção, quando a gente pensa em criatividade, quando a gente pensa em disponibilidade para aprender, o dividir conhecimento, tudo isso acaba cursando com algum aspecto da saúde mental. Então, eu acho que aqui a gente tem uma questão fundamental que associa saúde mental com a educação. 

[música de fundo]

[Tatiana Klix]

O Gustavo Estanislau, Médico Psiquiatra, especialista em Psiquiatria da Infância e da Adolescência, conversou conosco sobre a importância de ter este tema cada vez mais presente na escola. 

Antes de partirmos para a conversa com ele, vamos ouvir a história da Grace Luciana Pereira e como ela traz o assunto para sua vida na educação. Quem interpreta é a Flávia Souza.

[música de fundo]

[início do relato]

A escola devia, por uma questão primordial, ser um lugar legal para a gente estar. Nós professores, deveríamos ver na escola um espaço bacana para conviver. Mas nem sempre é assim.

Eu tenho mais de 30 anos de profissão. Comecei a carreira docente aos 18 anos. Cheia de sonhos, de bons objetivos. E o que eu via era que muitos dos meus colegas, no final do dia, estavam esgotados e não contentes. 

Aquela sensação de dever cumprido no fim do dia, nem sempre chegava. Pelo contrário, via muito uma sensação de cansaço excessivo, de repulsa da sala de aula. Isso está errado, né?

Quando jovem o meu objetivo era: “Como eu posso tornar a escola um lugar melhor?”. Na época de estudante eu via muita coisa que não concordava, então quando virei professora, foquei em como melhorar o ambiente. 

A sala de aula é um local muito diverso. Em todos os sentidos: econômico, de recursos, origens… E estar lá é uma tarefa muito boa, mas difícil. É um trabalho exaustivo.

Ao longo da minha carreira, eu fui tendo cada vez mais forte a percepção de que a qualidade do ambiente escolar influencia diretamente na aprendizagem. E dar suporte e vazão para entender contextos de saúde mental é muito necessário. 

Eu também já atuei como gestora. Acho importante que a gestão tem que olhar para o professor e para a professora e entender como eles estão em relação à saúde mental. 

Já presenciei casos em que uma educadora não se sentia capaz de realizar muitas tarefas durante a pandemia, principalmente as que precisavam do uso da tecnologia. E isso estava impactando diretamente a auto estima dela. Até mesmo como ela se enxergava como profissional. 

[música de fundo]

Também vi casos graves em que a educadora tinha reflexos físicos mesmo devido ao estresse. Ela estava em uma situação de burnout muito severa. 

E enquanto gestora, era importante que eu olhasse para tudo isso. É preciso ter escuta ativa. 

Além da pedagogia, eu também sou formada em psicologia. Essas duas formações me dão suporte para buscar entender ainda mais o lugar da saúde mental na escola. 

Muitos dos projetos onde atuo levam a saúde mental em consideração. 

Quando atuei na gestão educacional em São Bernardo do Campo, em São Paulo, fiz um grande esforço para olhar com carinho para as relações. Sempre achei que as relações que permeiam o processo educativo precisam ser muito bem cuidadas. 

Um gestor precisa ter os ouvidos atentos. Às vezes tem que chamar individualmente para conversar, para entender se aquele educador ou educadora está indo bem quando se fala em saúde mental. 

Depois de tanto tempo atuando na educação, vivendo muitos projetos de empoderamento, de respeito à autoestima e de incentivo aos jovens estudantes e também professores e professoras a pensar sobre a própria saúde mental, não tenho como não dizer que o acolhimento é um eixo central na educação. 

[música de fundo]

Abordar as habilidades socioemocionais é tarefa para hoje. Dá para fazer isso usando a arte, os esportes… tantas possibilidades. 

Hoje me sinto uma educadora feliz. Eu, Grace Luciana Pereira, de 49 anos, me sinto feliz. E preciso reforçar que a escola é – e deve sempre ser – um lugar bacana. Nós podemos muito tornar a escola um lugar bacana. 

Com certeza… 

[música de fundo]

[Tatiana Klix]

As notícias que recebemos sobre o clima escolar não são das melhores. O caso da escola em Recife, por exemplo, é apenas um dos que tornam cada vez mais importante mantermos nossos olhos abertos para o assunto saúde mental. 

O contrário de equidade é iniquidade. Ou seja, a ausência de condições adequadas e igualitárias para todas e todos. 

[Gustavo Estanislau]

Eu acredito que a iniquidade, ela acaba afetando diretamente a questão de fatores protetores. Como por exemplo, a gente ter a disponibilidade de serviços de saúde para dar um atendimento às pessoas que precisam. A gente tem também uma falha no contato com profissionais da educação também, como psicopedagogos, pedagogos que podem dar suporte também a algumas pessoas que estão em risco. 

A gente tem um aumento dos fatores de risco, como o aumento de situações de estresse, a gente tem coisas básicas que acabam gerando problemas de saúde mental, como a questão da falta de alimentação, falhas na alimentação das crianças, coisas básicas como ambientes em que a criança não consegue dormir direito, não consegue estudar e que acabam gerando maior risco para transtornos mentais.

[Tatiana Klix]

E dentro do contexto escolar, onde fica o debate? Será que as escolas estão se organizando para se abrir a esta temática? E mais: o que se entende por saúde mental?

[Gustavo Estanislau]

[música de fundo]

A gente parte de pontos assim, dentro do contexto, até de saúde mental, que ainda são bastante confusos para as pessoas. Vou te dar um exemplo clássico: as pessoas, elas tendem a associar saúde mental ainda como se fosse fraqueza de alguém. Como se as pessoas não tivessem força de vontade para melhorar, por exemplo, de um quadro depressivo. Então a gente ainda tem, más compreensões a respeito da saúde mental, que fazem com que as pessoas muitas vezes não queiram entrar no assunto, não quero falar sobre isso. 

Mas a gente já tem bastante gente que começa a associar, por exemplo, saúde mental com o funcionamento do cérebro da gente. O que faz com que a gente consiga compreender a saúde mental de uma forma muito mais neutra, muito mais humana. Porque quem tem cérebro pode acabar desenvolvendo um transtorno mental. E daí eu acho que a gente consegue ter uma conversa que funciona melhor. Eu acho que isso acaba fazendo com que as pessoas consigam assumir aspectos que elas não conseguiram assumir antes, obviamente, porque isso acabava sendo associado com “Nossa, eu estou apresentando uma crise de ansiedade”. Isso acontece porque eu não estou me esforçando o suficiente, ou porque eu sou uma pessoa fraca. Então, hoje em dia, quando uma pessoa compreende, por exemplo, o funcionamento do sistema de alerta do cérebro, que parte das amígdalas cerebrais, então ela consegue enxergar isso de uma forma mais humana, mais tranquila. Ela conseguiu entender assim: Se eu tenho um cérebro, eu posso acabar desenvolvendo em algum momento esse tipo de coisa. Então, eu acho que esse é um caminho que a gente está percorrendo. Muita gente já está por dentro desse tipo de informação e a gente pode ir para o próximo passo, que é esse passo onde a gente começa a aplicar esses conhecimentos no sentido de beneficiar outros alunos. E uma coisa bem interessante aqui de comentar o quanto é importante a gente compreender isso na gente, em primeiro lugar, para a gente poder compreender isso nos outros e até oferecer algum tipo de estratégia que possa ajudar. 

[música de fundo]

[Tatiana Klix]

Apesar dos avanços em tratar sobre o tema, falar sobre saúde mental infelizmente ainda é um tabu. Não deveria ser, mas é. 

[Gustavo Estanislau]

Eu posso te dizer que a gente ainda tem muita dificuldade de entrar em alguns contextos escolares e falar sobre saúde mental, mas eu acho que em primeiro lugar, a gente está conseguindo modificar essa percepção da saúde mental dentro das escolas. Então eu vejo isso se desenvolvendo.

Não posso dizer que a gente está num ponto ótimo. Porque a gente aqui nesse sentido, vê uma iniquidade muito grande. A gente vê na centros onde a saúde mental já foi tão debatida, que a gente vê estratégias já bem complexas sendo implementadas em escolas, mas a gente também vê centros onde isso ainda é muito difícil de se discutir e aonde a gente não tem intervenção nenhuma ou intervenções são muito. Vamos dizer assim, intervenções que não tem uma consistência muito forte para a gente poder beneficiar todo o mundo.

[Tatiana Klix]

Um movimento que mostra gentileza, mas nem sempre é o ideal é quando um educador ou educadora busca tratar sobre o assunto sem ter tido qualquer tipo de formação para isso. 

É importante falar sobre o assunto: sim! Mas é preciso tratá-lo com seriedade e responsabilidade. 

[Gustavo Estanislau]

[música de fundo]

É fundamental. É que a gente tenha embasamento científico para a gente fazer esse tipo de movimento, no sentido de promover saúde mental ou prevenir, ou falar de diagnóstico. A gente precisa de um pouco mais de dados para a gente começar a fazer movimentos mais ousados. Eu te diria assim, que existem movimentos que são menos ousados e que já tem um embasamento bem interessante. A gente tem anos de literatura falando que programas de desenvolvimento, de competências emocionais eles tendem a gerar resultados positivos.

[Gustavo Estanislau]

E quando a gente fala de programas como esse a gente está falando de promoção de saúde mental. Bom, a partir disso, a gente pode pensar em algumas estratégias de prevenção de transtorno, que seria a gente falar sobre desenvolvimento de hábitos saudáveis, como as pessoas ainda não conseguem entender a importância de dormir direito para ela prevenir um transtorno mental, elas ainda acreditam que isso é um conselho de tio. Quando eu falo no consultório a importância de pegar sol ou a importância de se alimentar direito. As pessoas acreditam que este é um conselho de tio, mas existe um embasamento científico que faz com que a gente fale isso de uma forma muito consistente. Esse tipo de coisa poderia ser muito bem trabalhado em escola também, não acredito que a gente vai ter grandes dificuldades, vai ter efeitos colaterais desse tipo de intervenção. 

[música de fundo]

Seguindo esse nível de complexidade, o próximo passo seria a gente falar de transtornos. Aqui eu queria lembrar que nas aulas de Biologia e de ciências, a gente fala sobre doenças. A gente fala sobre transtornos e eu acho que com uma boa orientação, falar sobre alguns transtornos mentais, principalmente os mais comuns, como a depressão e a ansiedade. Eu acho que seria uma medida bastante interessante. As escolas já fazem isso, mas quando a gente começa a falar sobre diagnóstico de transtornos mentais, daí a gente já está deturpando a função da escola. Eu acho que gerar a informação para que as pessoas, por exemplo, percam um pouco do estigma dos transtornos mentais. Consigam entender que uma pessoa que passa por um episódio de depressão ela está passando por uma disfunção que tem a ver com o funcionamento do cérebro faz com que ela se sinta um pouco menos envergonhada, por exemplo, de falar sobre isso. Faz com que ela se sinta um pouco mais a vontade de buscar um serviço de saúde para se cuidar ou até falar com os pais sobre isso, por exemplo. Então, assim, gerar informação, é uma coisa gerar um sistema para que a gente faça diagnósticos, esse tipo de coisa. Daí a gente já está entrando, numa via muito perigosa e aqui a gente vai ter que tomar muito cuidado, A gente vai ter que discutir muito qual é esse limite entre gerar informação e gerar essa inferência de que pais ou professores podem fazer diagnósticos.

[Tatiana Klix]

Ou seja: cada coisa em seu lugar. 

Não é papel da escola, por exemplo, oferecer diagnósticos de saúde mental. 

A escola pode ajudar estando atenta e aberta à discussão. E como disse o Gustavo, é possível ajudar trabalhando para diminuir estigmas sobre transtornos mentais. 

Informar também é ajudar. Mas com responsabilidade.

[Gustavo Estanislau]

[sem música de fundo]

A gente está vivendo esse momento, superinteressante, onde a gente fala mais de saúde mental e a gente vê pessoas bem intencionadas, tentando gerar estratégias para alavancar esse tipo de conhecimento, fazer com que as pessoas falem mais, por exemplo, sobre depressão. Na época, ali em setembro, a gente tem o setembro, amarelo. Então a gente tem intervenções que são bem intencionadas. Mas o que a gente vê eventualmente, que algumas intervenções sem embasamento, sem uma orientação técnica, podem gerar consequências ruins? Por exemplo, eu posso te dar vários exemplos. Eu posso te dar um exemplo, de pessoas que têm feito rodas de conversa com adolescentes, mas que eventualmente, acabam tomando um rumo que é muito complicado para uma pessoa que não tem um treinamento em manejar uma roda de conversa. Vai ser muito complicado para que ela consiga da conta por exemplo, de uma adolescente que levanta a mão e fala de uma situação de abuso sexual, por exemplo. É muito complicado que um aluno, numa roda de conversa, levante a mão e diga eu já me cortei, por exemplo. O que é que o professor faz com aquela informação? Como é que ele maneja os colegas que podem reagir de formas diversas? Então, veja bem, eu acho que aqui a gente tem uma intervenção que é super bem intencionada, mas que pode gerar efeitos colaterais que são difíceis de manejar. 

[Tatiana Klix]

Pensando em exemplos, o que é possível fazer, dentro da escola, para trazer o assunto sem que existam causas danosas?

[Gustavo Estanislau]

[música de fundo]

Sabe que esse tipo de intervenção, onde a gente faz uma campanha numa escola, para falar sobre como é que o sono se dá para as pessoas. O que é que a melatonina? Isso é muito simples de a gente explicar como a glândula pineal produz a melatonina. Qual é o movimento que ela faz um corpo da gente? O quanto a gente deveria respeitar um pouquinho esse movimento, enquanto isso poderia me ajudar a dormir melhor na hora certa? Enquanto algumas medidas de higiene de sono poderiam ajudar bastante, não dorme direito. Veja, estou falando de uma intervenção que é muito pouco provável de gerar efeitos colaterais, mas que pode gerar muitos benefícios para a pessoa. Sabe que intervenções onde a gente conversa com educadores, a gente fala, às vezes da importância de pegar sol e tu vê na outra semana vários educadores ao invés de ficarem dentro da sala para discutirem, eles vão fazer uma discussão pegando um pouquinho de sol e tudo assim. O quanto isso pode fazer diferença para a saúde mental das pessoas, seja melhorando aspectos de estresse, seja fazendo com que a pessoa durma melhor. Então a gente tem um mundo de coisas para explorar, mas de novo frisando as super importante, a gente tem um embasamento científico forte aqui para fazer esse movimento durar e ser legal para todo mundo. 

[Tatiana Klix]

E se os educadores identificarem possíveis sinais de transtornos, como podem reagir? A gestão pode colaborar nesse sentido?

[Gustavo Estanislau]

A partir do momento que um professor, ele tem informações sobre esses sinais que acabam identificando algum tipo de risco para a criança, para adolescentes, a primeira coisa a se fazer é falar com a coordenação da escola. Geralmente coordenadores são as pessoas que ficam nesse papel de fazer a interface com a família. Num primeiro momento, eu acho que o importante é se debater com o professor para ver se esse tipo de leitura que o professor fez tem sentido e o segundo momento seria a gente fazer um contato com a escola. Nesse sentido, gosto sempre de frisar uma coisa importante, que a gente tem um outro tabu aqui no Brasil de que sempre que a escola chama os pais, a tendência é que os pais acreditem que eles vão ser descascados pela escola. A gente tem esse mito de que quando aquela história, a fim de que a culpa é sempre da mãe, é um mito de vem há bastante tempo, jogando, às escolas do país, jogam muito em cima desse mito, a fim de que a escola entrou em contato comigo é porque eu sou culpado de alguma coisa que não está funcionando bem com o meu filho. Então, é sempre super importante a gente trabalhar, isso desfazer esse mito. Os pais são grandes conhecedores do funcionamento dos seus filhos. Então quando a escola chama eu acho super importante frisar isso. A gente está chamando para conhecer melhor o teu filho, para tentar tomar as melhores decisões para tentar ajudar. Eu acho que isso, no primeiro momento, que se fala com os pais, é super importante, uma outra estratégia que eu acho fundamental. 

[música de fundo]

É chamar os pais também para fazer comentários positivos sobre os filhos. Isso é uma coisa que a gente acaba na correria, no dia a dia das escolas. A gente acaba fazendo pouco, mas chamar para dizer uma evolução que a gente vê esse tipo de coisa. 

Eu acho que a partir desse contato saudável com os pais, a tendência é que as coisas funcionarem bem, no sentido de um encaminhamento. Uma coisa super importante também, que os professores tenham um pouco de informação aqui estou falando especificamente da coordenação. Coordenadores que tenham um pouco mais de informação sobre essa questão dos transtornos mentais podem fazer um encaminhamento mais consistente e gerar mais segurança nos pais a ponto de fazer o encaminhamento o mais rápido possível. 

[música de fundo]

[Tatiana Klix]

Você ouviu O Futuro se Equilibra, o podcast do Porvir sobre equidade na educação. 

Eu sou Tatiana Klix.

A edição de som é do Gabriel Reis e a produção é da Gabriela Cunha e da Larissa Werneck, da Podmix. 

O Ruam Oliveira, repórter do site, escreveu este roteiro comigo.

Não deixe de seguir e compartilhar esse podcast, assim esses assuntos, tão importantes, podem suscitar novas conversas!

Ouça os outros episódios acessando o feed do podcast. 

Obrigada Flávia Souza por interpretar a história da Greice Luciana, que gentilmente dividiu conosco um pouco de sua trajetória.

Voltamos em breve com um novo episódio!

Obrigada pela escuta. 

[fim do episódio]


TAGS

competências para o século 21, ensino fundamental, ensino médio, equidade, socioemocionais

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