O que é preciso saber para contar boas histórias - PORVIR
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Inovações em Educação

O que é preciso saber para contar boas histórias

Ter um leque de narrativas ou entender a faixa etária são fatores importantes para quem quer trabalhar histórias de forma oral

Parceria com LIV

por Redação ilustração relógio 24 de novembro de 2021

Contar boas histórias é um jeito de envolver as crianças. Para ser um bom contador ou uma boa contadora de histórias é preciso, antes de tudo, preparo. Mesmo que a pessoa esteja engajada, é preciso ter prática e treino para contar a história de um jeito que seja envolvente para a turma

O arte-educador e contador de histórias Augusto Pessôa, que participou do 3º Congresso LIV Virtual este ano, diz que contar histórias é um ato ancestral, capaz de proporcionar transformações.

Durante sua oficina, Augusto pontuou que é fundamental perceber a importância da oralidade e que com os sentimentos e emoções mais profundas capacita o orador a construir narrativas cada vez mais cheias de vida. “As emoções adormecidas em nossos universos internos, nos tornam capazes de existir de maneiras nunca antes imaginadas”, disse.

Entre os aspectos primordiais para quem quer ser um contador ou contadora de histórias, o educador ressalta que ter identificação com a história que se está contando é uma forma de facilitar a fluidez e permitir que ela seja bem contada. “Leia muitas vezes ou fique passando a narrativa mentalmente. O ensaio também é fundamental. Ensaie bastante até se sentir seguro”, é o que sugere Augusto.

É importante também estar atento à faixa etária com a qual está dialogando. Contar histórias para crianças na primeira infância não é o mesmo que contar histórias para aquelas que já são maiores ou até mesmo para um público mais velho. “O importante é conhecer o tempo de concentração de cada idade e os enredos de interesse”, ressalta.

Olhando para o desenvolvimento da inteligência emocional, o educador afirmou que quem vai contar histórias precisa compreender o papel da literatura infantil e infanto-juvenil como contribuintes desse processo. Ele diz que “a literatura infantil e infanto-juvenil de qualidade aguça a imaginação e trabalha os sentimentos que nos fundamentam como seres humanos”.


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E quem deseja atuar contando histórias deve, também, estar atento ao ambiente. É possível contar boas histórias tanto na escola, quanto em casa. Augusto ressalta que contar histórias é uma “relação de afeto” que ajuda a entender o mundo ao redor. “Em casa e na escola, a contação é o grande momento do afeto, da troca, da descontração. É o momento do aconchego. É uma atividade simples que depende apenas de uma boa história, de alguém que quer contar e outro alguém que quer ouvir”, afirmou.

A sugestão do arte-educador é que cada pessoa que for contar histórias tenha um leque grande de narrativas que podem variar entre histórias familiares, contos populares, contos autorais, histórias de filmes etc.

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