O psicólogo educacional e ex-professor de necessidades especiais Julian Elliott afirma que a dislexia é um rotulo sem sentido. O pesquisador considera o distúrbio uma espécie de desculpa usada pelos pais de classe média para encobrir falhas como preguiça e dificuldade na aprendizagem por parte de seus filhos. Entretanto, o especialista da Universidade de Durham, na Inglaterra, não nega que algumas crianças possuem, de fato, problemas complexos de leitura.
Para pesquisador, rótulo de dislexia é usado como desculpa pelos pais
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Esse é um tema delicado e exige cuidado ao ser abordado. O transtorno de leitura ou dislexia existe e a literatura científica sobre o assunto é farta. Agora, também sabemos que nem toda a criança que apresenta dificuldade para ler e escrever tem dislexia ou outro transtorno de aprendizagem. São diversos os fatores que afetam negativamente a aprendizagem, mas não é por isso que vamos ser reducionistas a ponto de dizer que a dislexia não existe. Não se deve desencorajar a busca de soluções eficazes e eficientes para ajudar pessoas a aprender. Com certeza, essas soluções passam pelo monitoramento cuidadoso do processo de aprendizagem dos alunos e pelo ensino competente. Quando os pais procuram saber se seus filhos têm dislexia, eles não estão tentando esconder as faltas ou a eventual preguiça de seus filhos; eles estão buscando ajuda para resolver o problema da não aprendizagem. É muito difícil para uma criança ou um jovem perceber que não consegue aprender como seus pares. É ainda mais doloroso para os pais assistirem a esse processo. Portanto, como especialista da área e como mãe do jovem com dislexia, gostaria de registrar meu repúdio à declaração do psicólogo inglês e, ao mesmo tempo, reforçar a importância do trabalho de profissionais e organizações que buscam enfrentar a questão da dislexia e de outros transtornos de aprendizagem de forma lúcida e não reducionista.
Concordo com a Senhora Monica.
O triste é que muitos professores, mesmo com diagnóstico emitido por profissionais credenciados não aceitam tal situação.
Também diante das dificuldades de aprendizagem nas áreas conceituais ou matemáticas muitos não se dedicam a ensinar, a modificar seus métodos: chamam os pais e pedem para que estes levem seus filhos aos especialistas.
Estamos diante de uma realidade muito desafiadora: pais medicando seus filhos, em alguns casos desnecessariamente e professores que não pesquisam sobre métodos de ensino e canais de aprendizagem… a aprendizagem precisa existir e o ensino ser assertivo.