Coluna do The Washington Post que reúne opinião de pessoas que discutem problemas relevantes da educação traz texto de Aaron Pallas, professor de sociologia e educação no Teachers College da universidade de Columbia. Ele afirma que, recentemente, dois artigos científicos (“The Irreplaceables: Understanding the Real Retention Crisis in America’s Urban Schools” e “Thoughts of Leaving: An Exploration of Why New York City Middle School Teachers Consider Leaving Their Classrooms , um deles de sua autoria, trouxeram à tona o problema da rotatividade e da desistência dos professores. Há algumas importantes semelhanças entre os dois artigos. Ambos perguntaram a professores em grandes centros urbanos sobre seus planos de ficar ou deixar o local onde estão dando aula. Entre os motivos que desanimam os professores estão a sensação de falta de apoio da direção da escola e tempo perdido no trânsito.
Por que os professores desistem?
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Há inúmeros motivos que nos desestimulam e em muitos casos, nos fazem desistir. Quantos professores lecional em duas, três e até em quatro escolas com o intuito de aumentar a renda? Você prepara aula diversificada, com toda criatividade que lhe é possível e ao adentrar a sala de aula, quantos minutos perde para fazer os alunos sentarem, fazer chamada… aula de quanto tempo mesmo? Ah, e aquela que você preparou, foi pra aonde mesmo?
Há inúmeros motivos que nos desestimulam e em muitos casos, nos fazem desistir. Quantos professores lecional em duas, três e até em quatro escolas com o intuito de aumentar a renda? Você prepara aula diversificada, com toda criatividade que lhe é possível e ao adentrar a sala de aula, quantos minutos perde para fazer os alunos sentarem, fazer chamada… aula de quanto tempo mesmo? Ah, e aquela que você preparou, foi pra aonde mesmo?
Fui professora e sei bem o que é desistir da profissão. E digo que salários não são a principal razão que nos faz desistir, mas sim os próprios alunos, os quais estão cada vez mais sem limites, egoístas, violentos, imediatistas, descontrolados…nem preciso falar mais. E o pior é saber que pessoas próximas de nós, como os próprios diretores e orientadores pedagógicos, assim como os da equipe das secretarias de educação, insistem em fechar os olhos para o problema que é tão aparente, e negam ver, pois preferem manter seus discursos utópicos. Tenho nojo dessa gente.